Do “mau tempo” na embaixada lusa, que impede os estudantes são-tomenses seguirem para Portugal, chega a bonança. Fonte digna de crédito do Palácio do Governo garantiu na tarde de ontem a “O Parvo” que as autoridades portuguesas já deram “luz verde” à embaixada portuguesa em SãoTomé e Príncipe para dar vistos aos jovens estudantes bolseiros entrarem em Portugal, onde irão continuar os seus estudos em diversas escolas e universidades portuguesas.
Fonte da embaixada confirma isso mesmo, avançando que antes o Ministério são-tomense dos Negócios Estrangeiros e a Embaixada irão tornar público, ainda hoje, um comunicado conjunto, anunciando uma solução encontrada para o problema. Feito isto, espera-se que tudo ficará normalizado e, quem sabe, hoje mesmo, a embaixada poderá começar a dar vistos àqueles estudantes para que possam começar a viajar já na próxima semana.
Foi positiva a luta dos estudantes e, ao reboque, valeu a pena a pronta mediação do governo são-tomense, impedindo que o assunto não atiçasse amarguras nas relações diplomáticas entre SãoTomé e Príncipe e Portugal.
A polémica de vistos que a embaixada portuguesa negava aos estudantes começou a atingir outros contornos no dia 28 de Setembro, quando mais de duas dezenas de estudantes fizeram vigília em frente à embaixada. Tudo por razões inexplicáveis, os 25 estudantes com bolsas cedidas pela Câmara Municipal de Maia, no quadro do acordo de geminação com a sua congénere de Água Grande, viam-se impedidos de viajar porque a embaixada lhes negava visto.
O número de estudantes nesta situação ultrapassa duas centenas e toda a polémica de vistos está relacionada com a política de idade, estando a embaixada a aceitar estudantes que tenham idade até 21 anos. Uma polémica que não vai ter fim à vista se as autoridades são-tomenses e lusas não estabelecerem uma política mais flexível, de ajuda e de solidariedade na área de formação de quadros.
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