quinta-feira, 31 de julho de 2008
Cabo Verde: vinho renasce na Ilha do Fogo
produção de vinho na ilha do Fogo volta a ser uma realidade, com a reactivação da cooperativa e a recuperação das vinhas afectadas pela erupção de 1995.
Os responsáveis por esta proeza são os agricultores da localidade de Chã das Caldeiras, onde se situa o célebre vulcão da ilha do Fogo.
A prova de que o vulcão se encontra activo foi a sua erupção em 1995, altura em que destruiu a maior parte da pouca terra arável.
É no meio de uma paisagem agreste, que os agricultores produzem, entre outros produtos, a uva que é depois canalizada para a adega, de onde saem vinhos, licores, moscatel, entre outros.
É por entre tonéis de vinho e licores, que o responsável da adega, David Gomes Monteiro, explica à BBC de onde surgiu esta ideia.
Os responsáveis por esta proeza são os agricultores da localidade de Chã das Caldeiras, onde se situa o célebre vulcão da ilha do Fogo.
A prova de que o vulcão se encontra activo foi a sua erupção em 1995, altura em que destruiu a maior parte da pouca terra arável.
É no meio de uma paisagem agreste, que os agricultores produzem, entre outros produtos, a uva que é depois canalizada para a adega, de onde saem vinhos, licores, moscatel, entre outros.
É por entre tonéis de vinho e licores, que o responsável da adega, David Gomes Monteiro, explica à BBC de onde surgiu esta ideia.
Suplementos vitamínicos 'reduzem malária'
Uma nova pesquisa sugere que suplementos alimentares baratos podem proteger as crianças da malária.
Cientistas publicaram um estudo na revista Nutrition Journal em que dizem que as suas experiências reduziram, em mais de 30%, a incidência da malária em crianças.
As experiências envolveram a adição de vitamina A e de Zinco.
A malária continua a constituir uma importante ameaça às vidas de crianças em muitas partes do mundo.
Cientistas publicaram um estudo na revista Nutrition Journal em que dizem que as suas experiências reduziram, em mais de 30%, a incidência da malária em crianças.
As experiências envolveram a adição de vitamina A e de Zinco.
A malária continua a constituir uma importante ameaça às vidas de crianças em muitas partes do mundo.
Inquérito Demográfico em São Tomé
O Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe vai inquirir mais de cinco mil famílias são tomenses ao longo dos próximos seis meses.
O objectivo é obter dados estatísticos dos diferentes sectores vitais do arquipélago.
Com este inquérito as autoridades pretendem também adquirir informações sobre a fecundidade, a mortalidade das crianças menores de cinco anos e sobre a prevalência do HIV/SIDA nas populações.
Trata-se de um inquérito demográfico–sanitário que na última semana foi validado durante um seminário em São Tome.
José Manuel de Carvalho, Director dos cuidados primários da saúde, explica o alcance deste inquérito.
"É necessário apurar dados estatísticos vitais que dizem respeito aos aspectos ligados à saúde, nomeadamente a saúde das mulheres, das crianças, dos adolescentes e dos homens."
O objectivo é obter dados estatísticos dos diferentes sectores vitais do arquipélago.
Com este inquérito as autoridades pretendem também adquirir informações sobre a fecundidade, a mortalidade das crianças menores de cinco anos e sobre a prevalência do HIV/SIDA nas populações.
Trata-se de um inquérito demográfico–sanitário que na última semana foi validado durante um seminário em São Tome.
José Manuel de Carvalho, Director dos cuidados primários da saúde, explica o alcance deste inquérito.
"É necessário apurar dados estatísticos vitais que dizem respeito aos aspectos ligados à saúde, nomeadamente a saúde das mulheres, das crianças, dos adolescentes e dos homens."
'Diamantes provocam pobreza em Angola'
Em Angola a destruição de campos cultivados e a expropriação arbitrária de terras para a expansão de projectos diamantíferos está a gerar mais pobreza e uma vaga de fome, de acordo com uma nova pesquisa publicada esta quinta-feira.
As acusações vêm contidas num relatório intitulado "A Colheita da Fome nas Áreas Diamantíferas", da autoria do conhecido jornalista e activista dos direitos humanos, Rafael Marques.
O estudo sublinha que os interesses das empresas mineiras nas províncias da Lunda-Norte e Lunda-Sul, no nordeste de Angola, se está a sobrepôr aos das comunidades locais.
As acusações vêm contidas num relatório intitulado "A Colheita da Fome nas Áreas Diamantíferas", da autoria do conhecido jornalista e activista dos direitos humanos, Rafael Marques.
O estudo sublinha que os interesses das empresas mineiras nas províncias da Lunda-Norte e Lunda-Sul, no nordeste de Angola, se está a sobrepôr aos das comunidades locais.
Motoqueiros começam mal o mês de Julho

Os “motoqueiros” não acataram a decisão do governo de que, a partir de um de Julho, todos deveriam andar de capacete nas motorizadas, inclusive os seus acompanhantes, uma decisão que está a arrastar alguma controvérsia no comportamento dos mesmos.
Entre tanto porque o Estado Santomense decidiu dar um outro espaço para parqueamento, onde todos deveriam frequentar, uma ideia que não agradou aos mesmos e a polícia apesar do controlo que faz desta decisão encontra alguma resistência.
Educação, Ambiente, Turismo e Desenvolvimento Comunitário
Tem lugar entre os dias 21 e 28 do mês de Julho o seminário científico internacional sobre “Educação, Ambiente, Turismo e Desenvolvimento Comunitário”, uma sessão em que participam investigadores, académicos, educadores, representantes da Administração Pública e da sociedade civil são-tomense e de Portugal, Espanha, Brasil e de Cabo Verde na reflexão e debate sobre o assunto.
Uma nota de imprensa chegada a nossa redacção diz que o tema de grande actualidade e vem permitir uma reflexão aprofundada e interrelacionada sobre as temáticas do Turismo, Ambiente e Desenvolvimento Comunitário, partindo de uma estratégia educativa. O encontro científico é uma das acções integradas no projecto de Investigação, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT/MCTES). Os Impactos do Turismo no Desenvolvimento Comunitário em África: análise de experiências insulares”, entre outros tratam-se de um projecto em curso no Centro de Estudos Africanos (CEA/ISCTE) sob coordenação da Dra. Brígida Rocha Brito.
Uma nota de imprensa chegada a nossa redacção diz que o tema de grande actualidade e vem permitir uma reflexão aprofundada e interrelacionada sobre as temáticas do Turismo, Ambiente e Desenvolvimento Comunitário, partindo de uma estratégia educativa. O encontro científico é uma das acções integradas no projecto de Investigação, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT/MCTES). Os Impactos do Turismo no Desenvolvimento Comunitário em África: análise de experiências insulares”, entre outros tratam-se de um projecto em curso no Centro de Estudos Africanos (CEA/ISCTE) sob coordenação da Dra. Brígida Rocha Brito.
S.Tomé e Príncipe investe na energia hidroeléctrica
O governo de S. Tomé e Príncipe pensa construir até 2013, 14 mini-centrais hidroeléctricas como forma de resolver o problema de energia eléctrica no arquipélago.
O projecto orçado em cerca de 40 milhões de euros é do executivo santomense em parceria com uma empresa portuguesa.
A roça Bombaim, localizada no distrito de Mé Zochi, zona centro de S. Tomé, rica em quedas de água, dá o pontapé de saída a este projecto, com a construção da primeira mini–central hidroeléctrica.
O lançamento da primeira pedra aconteceu esta quarta-feira numa cerimónia presidida pelo ministro santomense dos recursos naturais e meio ambiente, Manuel de Deus Lima.
O projecto orçado em cerca de 40 milhões de euros é do executivo santomense em parceria com uma empresa portuguesa.
A roça Bombaim, localizada no distrito de Mé Zochi, zona centro de S. Tomé, rica em quedas de água, dá o pontapé de saída a este projecto, com a construção da primeira mini–central hidroeléctrica.
O lançamento da primeira pedra aconteceu esta quarta-feira numa cerimónia presidida pelo ministro santomense dos recursos naturais e meio ambiente, Manuel de Deus Lima.
terça-feira, 29 de julho de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Pestana inaugura novo empreendimento de cinco estrelas em São Tomé e Príncipe
O maior grupo hoteleiro português, Pestana, inaugurou este sábado o novo hotel de cinco estrelas na cidade de São Tomé. O Pestana São Tomé custou cerca de 16 milhões de euros e está aberto ao público desde 1 de Maio.
Situado na zona nobre da capital, o novo hotel tem 115 quartos, 30 dos quais suites juniores, tem cerca de 130 trabalhadores, baptizado de Projecto Pestana São Tomé.
O Hotel Pestana São Tomé é um projecto "inovador, com uma forte aposta na componente ambiental" e executado segundo "o parâmetro artístico e arquitectónico da cidade de são tome", afirmou Dionísio Pestana, presidente do Grupo Pestana.
O grupo Pestana é o maior investidor turístico em São Tomé e Príncipe. Explora o hotel Miramar, de quatro estrelas, também situado no centro da capital e um resort situado há pouco mais de 93 quilómetros a sul da ilha de São Tomé, no ilhéu das Rolas.
"Não podíamos ficar indiferentes ao esforço que este país e seus governantes estão a fazer para a atracção do investimento privado, nomeadamente no sector do turismo", disse Dionísio Pestana.
Dionísio Pestana sublinhou que o turismo deverá ser "num futuro próximo, a par do petróleo um dos principais promotores da economia de São Tomé e Príncipe", e apela às autoridades são-tomenses para concretizarem "a curto e médio prazos as infra-estruturas aeroportuárias, rodoviárias e a saúde publica indispensáveis a esses desenvolvimentos".
Além de quartos, o empreendimento tem casino, discoteca, sala de congresso, um parque de escritórios que na opinião do presidente do Grupo Pestana, "constituem um conjunto diversificado que permite uma oferta adequada do turismo sustentado para o século XXI".
"A inauguração deste projecto não é o fim, mas sim o início do compromisso Pestana com São Tomé e Príncipe", sublinha.
O grupo Pestana iniciou há uma semana uma parceria com cinco maiores operadores turísticos portugueses, uma operação charter com 16 voos semanais de Lisboa para São Tome que prevê transportar para o arquipélago cerca de 3000 turistas. Nesta operação estão envolvidas os operadores turísticos Abreu, Mundo-vip, Sol-Tropico, Entremares e Terraafrica.
O Grupo Pestana tem 42 hotéis, sendo que 10 são na Madeira, oito no Algarve, quatro na região de Lisboa, um no Porto, nove no Brasil, três em Moçambique, um na África do Sul, um em Cabo Verde, um cada na Argentina e na Venezuela e três em S. Tomé e Príncipe.
Situado na zona nobre da capital, o novo hotel tem 115 quartos, 30 dos quais suites juniores, tem cerca de 130 trabalhadores, baptizado de Projecto Pestana São Tomé.
O Hotel Pestana São Tomé é um projecto "inovador, com uma forte aposta na componente ambiental" e executado segundo "o parâmetro artístico e arquitectónico da cidade de são tome", afirmou Dionísio Pestana, presidente do Grupo Pestana.
O grupo Pestana é o maior investidor turístico em São Tomé e Príncipe. Explora o hotel Miramar, de quatro estrelas, também situado no centro da capital e um resort situado há pouco mais de 93 quilómetros a sul da ilha de São Tomé, no ilhéu das Rolas.
"Não podíamos ficar indiferentes ao esforço que este país e seus governantes estão a fazer para a atracção do investimento privado, nomeadamente no sector do turismo", disse Dionísio Pestana.
Dionísio Pestana sublinhou que o turismo deverá ser "num futuro próximo, a par do petróleo um dos principais promotores da economia de São Tomé e Príncipe", e apela às autoridades são-tomenses para concretizarem "a curto e médio prazos as infra-estruturas aeroportuárias, rodoviárias e a saúde publica indispensáveis a esses desenvolvimentos".
Além de quartos, o empreendimento tem casino, discoteca, sala de congresso, um parque de escritórios que na opinião do presidente do Grupo Pestana, "constituem um conjunto diversificado que permite uma oferta adequada do turismo sustentado para o século XXI".
"A inauguração deste projecto não é o fim, mas sim o início do compromisso Pestana com São Tomé e Príncipe", sublinha.
O grupo Pestana iniciou há uma semana uma parceria com cinco maiores operadores turísticos portugueses, uma operação charter com 16 voos semanais de Lisboa para São Tome que prevê transportar para o arquipélago cerca de 3000 turistas. Nesta operação estão envolvidas os operadores turísticos Abreu, Mundo-vip, Sol-Tropico, Entremares e Terraafrica.
O Grupo Pestana tem 42 hotéis, sendo que 10 são na Madeira, oito no Algarve, quatro na região de Lisboa, um no Porto, nove no Brasil, três em Moçambique, um na África do Sul, um em Cabo Verde, um cada na Argentina e na Venezuela e três em S. Tomé e Príncipe.
São Tomé e Príncipe: Portugal perdoa dívida externa no valor de 22 milhões de euros
São Tomé, 15 Jul (Lusa) - A dívida externa de São Tomé e Príncipe a Portugal, no valor de 35 milhões de dólares (22 milhões de euros), foi perdoada com a assinatura hoje em São Tomé de um acordo entre os dois países.
O acordo foi assinado pelos ministros das Finanças de Portugal, Fernando Teixeira dos Santos, e de São Tomé e Príncipe, Ângela Viegas, no âmbito da visita de trabalho de 24 horas que o governante português está a efectuar ao arquipélago.
Além do acordo para o perdão da dívida, os dois governantes assinaram mais um acordo, sobre a assistência técnica e o reforço das capacidades das finanças públicas entre os dois países, e um memorando de entendimento.
O memorando de entendimento destina-se à abertura de uma linha de crédito de 50 milhões de euros a São Tomé e Príncipe.
Na ocasião, a governante são-tomense salientou que o perdão da dívida "vai ajudar bastante" as finanças são-tomenses, porque, acrescentou, "os recursos decorrentes serão encaminhados para programas de desenvolvimento e de luta contra a pobreza".
Relativamente ao memorando de entendimento, a ministra são-tomense considerou-o como "um balão de oxigénio importante para a economia" do arquipélago, que vive momentos difíceis.
A titular da pasta das Finanças de São Tomé e Príncipe disse que o seu governo vai diligenciar rapidamente para que a linha de crédito esteja disponível o mais depressa possível.
A linha de crédito, sublinhou, "vai ajudar a concretizar o programa do Governo", submetido segunda-feira ao parlamento, nomeadamente "no reforço das infra-estruturas de produção interna para exportação, como a produção de bens de consumo interno".
Fernando Teixeira dos Santos disse, por seu lado, que o acordo de perdão da dívida se enquadra na vontade de Portugal em "concretizar as decisões do Clube de Paris" e marca a "viragem de uma página do passado".
"O perdão da dívida é importante. Fecha um dossier do passado, traduz-se num alívio importante para São Tomé e Príncipe, na medida em que permite canalizar os recursos que de outro modo estariam afectos à dívida, mas que passaram agora a estar orientados para o desenvolvimento e o combate à pobreza", sublinhou.
"Olhando para a frente, há que continuar essa relação, de apoio e de cooperação. A linha de crédito que iremos concretizar em breve, vai permitir definir um quadro de financiamento para projectos de investimentos que se traduzam no reforço e melhoria de infra-estruturas tão necessárias ao desenvolvimento do país", continuou Teixeira dos Santos.
O ministro português chegou segunda-feira à noite a São Tomé e deverá deixar o arquipélago ainda hoje.
Em comunicado hoje enviado à agência Lusa, o Ministério das Finanças português, além de referir o acordo sobre o perdão da dívida externa de São Tomé em relação a Portugal e a assinatura de um memorando de entendimento sobre uma linha de crédito, no montante de 50 milhões de euros, disse que os dois ministros trocaram impressões sobre a situação económica são-tomense.
No encontro foram enfatizando "os progressos alcançados" na condução da política macroeconómica de São Tomé, através do programa de ajustamento trienal apoiado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que recentemente foi reconhecida como "bem sucedida" por esta organização internacional.
Neste contexto, foi ainda abordado "o processo em curso de reforma financeira do Estado", para o qual assume especial relevância o reforço da "capacitação de serviços e funcionários do Ministério do Plano e Finanças são-tomense".
A este nível foi assinado entre os dois países o Programa Integrado de Cooperação e Assistência Técnica em Finanças Públicas (PICATFin), para vigorar entre 2008/2011.
Os ministros aproveitaram ainda a oportunidade para efectuar um balanço e actualização do PICATFin, refere-se no comunicado.
Também no quadro das perspectivas de consolidação da estabilidade macroeconómica e de aceleração do crescimento económico e do desenvolvimento em São Tomé e Príncipe, os ministros abordaram a contribuição de um regime cambial mais estável para o aprofundamento deste processo, tendo concordado em "dar início imediato" aos trabalhos para chegar a um acordo cambial entre os dois países.
JS/MYB.
Lusa/Fim
O acordo foi assinado pelos ministros das Finanças de Portugal, Fernando Teixeira dos Santos, e de São Tomé e Príncipe, Ângela Viegas, no âmbito da visita de trabalho de 24 horas que o governante português está a efectuar ao arquipélago.
Além do acordo para o perdão da dívida, os dois governantes assinaram mais um acordo, sobre a assistência técnica e o reforço das capacidades das finanças públicas entre os dois países, e um memorando de entendimento.
O memorando de entendimento destina-se à abertura de uma linha de crédito de 50 milhões de euros a São Tomé e Príncipe.
Na ocasião, a governante são-tomense salientou que o perdão da dívida "vai ajudar bastante" as finanças são-tomenses, porque, acrescentou, "os recursos decorrentes serão encaminhados para programas de desenvolvimento e de luta contra a pobreza".
Relativamente ao memorando de entendimento, a ministra são-tomense considerou-o como "um balão de oxigénio importante para a economia" do arquipélago, que vive momentos difíceis.
A titular da pasta das Finanças de São Tomé e Príncipe disse que o seu governo vai diligenciar rapidamente para que a linha de crédito esteja disponível o mais depressa possível.
A linha de crédito, sublinhou, "vai ajudar a concretizar o programa do Governo", submetido segunda-feira ao parlamento, nomeadamente "no reforço das infra-estruturas de produção interna para exportação, como a produção de bens de consumo interno".
Fernando Teixeira dos Santos disse, por seu lado, que o acordo de perdão da dívida se enquadra na vontade de Portugal em "concretizar as decisões do Clube de Paris" e marca a "viragem de uma página do passado".
"O perdão da dívida é importante. Fecha um dossier do passado, traduz-se num alívio importante para São Tomé e Príncipe, na medida em que permite canalizar os recursos que de outro modo estariam afectos à dívida, mas que passaram agora a estar orientados para o desenvolvimento e o combate à pobreza", sublinhou.
"Olhando para a frente, há que continuar essa relação, de apoio e de cooperação. A linha de crédito que iremos concretizar em breve, vai permitir definir um quadro de financiamento para projectos de investimentos que se traduzam no reforço e melhoria de infra-estruturas tão necessárias ao desenvolvimento do país", continuou Teixeira dos Santos.
O ministro português chegou segunda-feira à noite a São Tomé e deverá deixar o arquipélago ainda hoje.
Em comunicado hoje enviado à agência Lusa, o Ministério das Finanças português, além de referir o acordo sobre o perdão da dívida externa de São Tomé em relação a Portugal e a assinatura de um memorando de entendimento sobre uma linha de crédito, no montante de 50 milhões de euros, disse que os dois ministros trocaram impressões sobre a situação económica são-tomense.
No encontro foram enfatizando "os progressos alcançados" na condução da política macroeconómica de São Tomé, através do programa de ajustamento trienal apoiado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que recentemente foi reconhecida como "bem sucedida" por esta organização internacional.
Neste contexto, foi ainda abordado "o processo em curso de reforma financeira do Estado", para o qual assume especial relevância o reforço da "capacitação de serviços e funcionários do Ministério do Plano e Finanças são-tomense".
A este nível foi assinado entre os dois países o Programa Integrado de Cooperação e Assistência Técnica em Finanças Públicas (PICATFin), para vigorar entre 2008/2011.
Os ministros aproveitaram ainda a oportunidade para efectuar um balanço e actualização do PICATFin, refere-se no comunicado.
Também no quadro das perspectivas de consolidação da estabilidade macroeconómica e de aceleração do crescimento económico e do desenvolvimento em São Tomé e Príncipe, os ministros abordaram a contribuição de um regime cambial mais estável para o aprofundamento deste processo, tendo concordado em "dar início imediato" aos trabalhos para chegar a um acordo cambial entre os dois países.
JS/MYB.
Lusa/Fim
Quase 200 jornalistas cobrem reunião de cúpula da CPLP
Lisboa, 24 jul (Lusa) - Mais de 170 jornalistas dos oito países membros estão credenciados para cobrir a 7ª reunião de cúpula da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse nesta quinta-feira à Agência Lusa fonte da organização.
A fonte, que não adiantou a nacionalidade dos profissionais de comunicação social, frisou que o número irá ser superior, uma vez que foram já feitas hoje numerosas credenciais de última hora, admitindo-se que possam atingir as duas centenas.
Esse total poderá ser atingido sexta-feira, uma vez que é nesse dia que ocorre o encontro da CPLP, já que nesta quinta acontece a 13ª reunião do Conselho de Ministros da comunidade lusófona, que aprovam as propostas a ser submetidas aos chefes de Estado e de Governo.
Na cúpula de sexta-feira, em que Portugal assume a presidência rotativa da organização, estarão presentes seis chefes de Estado - Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Pedro Pires (Cabo Verde), João Bernardo “Nino” Vieira (Guiné-Bissau), Aníbal Cavaco Silva (Portugal), Fradique de Menezes (São Tomé e Príncipe) e José Ramos-Horta (Timor Leste).
Angola estará representada pelo primeiro-ministro, Fernando Dias dos Santos Piedade “Nandó”, enquanto Moçambique conta com a presença apenas do chefe da diplomacia, Oldemiro Baloi
A cúpula acontece no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, que recebeu forte esquema de segurança.
A fonte, que não adiantou a nacionalidade dos profissionais de comunicação social, frisou que o número irá ser superior, uma vez que foram já feitas hoje numerosas credenciais de última hora, admitindo-se que possam atingir as duas centenas.
Esse total poderá ser atingido sexta-feira, uma vez que é nesse dia que ocorre o encontro da CPLP, já que nesta quinta acontece a 13ª reunião do Conselho de Ministros da comunidade lusófona, que aprovam as propostas a ser submetidas aos chefes de Estado e de Governo.
Na cúpula de sexta-feira, em que Portugal assume a presidência rotativa da organização, estarão presentes seis chefes de Estado - Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Pedro Pires (Cabo Verde), João Bernardo “Nino” Vieira (Guiné-Bissau), Aníbal Cavaco Silva (Portugal), Fradique de Menezes (São Tomé e Príncipe) e José Ramos-Horta (Timor Leste).
Angola estará representada pelo primeiro-ministro, Fernando Dias dos Santos Piedade “Nandó”, enquanto Moçambique conta com a presença apenas do chefe da diplomacia, Oldemiro Baloi
A cúpula acontece no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, que recebeu forte esquema de segurança.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Sonangol inaugura postos de abastecimento de combustível em São Tomé
São Tomé e Príncipe: Sonangol inaugura postos de abastecimento de combustível em São Tomé [ 2008-07-22 ]
São Tomé, São Tomé e Príncipe 21 Jul - A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) inaugurou segunda-feira em São Tomé e Príncipe dois postos de abastecimento de combustíveis num investimento de 2,5 milhões de dólares, anunciou o representante da empresa em São Tomé, Osvaldo Vaz.
Com capacidade para 200 metros cúbicos de combustíveis, os dois postos de abastecimento dispõem de um sistema de "self-service" bem como lojas de conveniência, sistema de vigilância e serviço de manutenção de automóveis.
O representante da petrolífera angolana em São Tomé disse que a edificação desses postos de combustíveis, nomeadamente, gasolina, gasóleo e petróleo enquadra-se num projecto de investimento da Sonangol neste sector de actividade em São Tomé e Príncipe.
A cerimónia de inauguração das duas instalações foi presidida pelo chefe de Estado são-tomense, Fradique de Menezes.
Considerado um dos principais accionistas do Estado são-tomense na comercialização de combustíveis, a Sonangol dispõe de 40 por cento de capital misto da Empresa Nacional de Combustíveis e Óleos (ENCO), que detém o monopólio de importação e venda desse produto no arquipélago.
A Sonangol tem ainda manifestado a vontade de participar no processo que visa a exploração de petróleo na zona marítima exclusiva de São Tomé e Príncipe. (macauhub)
São Tomé, São Tomé e Príncipe 21 Jul - A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) inaugurou segunda-feira em São Tomé e Príncipe dois postos de abastecimento de combustíveis num investimento de 2,5 milhões de dólares, anunciou o representante da empresa em São Tomé, Osvaldo Vaz.
Com capacidade para 200 metros cúbicos de combustíveis, os dois postos de abastecimento dispõem de um sistema de "self-service" bem como lojas de conveniência, sistema de vigilância e serviço de manutenção de automóveis.
O representante da petrolífera angolana em São Tomé disse que a edificação desses postos de combustíveis, nomeadamente, gasolina, gasóleo e petróleo enquadra-se num projecto de investimento da Sonangol neste sector de actividade em São Tomé e Príncipe.
A cerimónia de inauguração das duas instalações foi presidida pelo chefe de Estado são-tomense, Fradique de Menezes.
Considerado um dos principais accionistas do Estado são-tomense na comercialização de combustíveis, a Sonangol dispõe de 40 por cento de capital misto da Empresa Nacional de Combustíveis e Óleos (ENCO), que detém o monopólio de importação e venda desse produto no arquipélago.
A Sonangol tem ainda manifestado a vontade de participar no processo que visa a exploração de petróleo na zona marítima exclusiva de São Tomé e Príncipe. (macauhub)
Em 2009, Torneio Internacional de Futebol em STP
Já estão em curso os preparativos para a realização no próximo ano de um torneio internacional ao nível de futebol em São Tomé e Príncipe. A garantia foi dada esta semana pela ministra da Comunicação Social, Juventude e Desporto, Maria de Cristo Carvalho ao Jornal Correio da Semana. O empresário de Braga, António Fernandes e o cônsul são-tomense no Algarve, António Schneider, são parceiros na concretização da ideia.
equipa Olhanense, treinada pelo técnico português Jorge Costa, antigo jogador de Futebol Clube de Porto, já se predispôs a participar neste evento desportivo, que deverá também envolver alguns países da sub-região africana.
A iniciativa que pertence ao empresário bracarense, António Fernandes em parceria com o cônsul são-tomense no Algarve, António Schneider, os dois homens, prometeram encetar contactos juntos dos treinados e jogadores de grande craveira internacional para poderem também participar neste evento desportivo que poderá servir para a projecção de S.Tomé e Príncipe ao nível mundial.
A data para a realização deste torneio ainda não foi fixada, mas, segundo a Ministra do Desporto, a medida que se vai conversando e amadurecendo a ideia de como organizar, «isto leva-nos a meados do próximo ano», acrescentou, Maria de Cristo Carvalho.
O empresário bracarense e o cônsul são-tomense no Algarve numa conversa com o Correio da Semana manifestaram total disponibilidade em apoiar o desporto são-tomense. Segundo a ministra “o senhor António Fernandes, da Casais, que é uma das grandes empresas portuguesas, sabe que estamos disponíveis para estudar propostas e parcerias em grandes empreitadas a realizar em S. Tomé e Príncipe e, ao mesmo tempo, associar a parte sócio-cultural, em colaboração com o senhor Cônsul, com a preocupação de melhorar o nosso desporto”.
A titular da pasta de Comunicação Social, Juventude e Desporto, defendeu que a parceria com sector privado poderá ser uma das formas para ajudar o desporto, afirmando que essas duas personalidades portuguesas “ são pessoas que estão interessadas em colaborar connosco e pela causa são-tomense”.
Maria de Cristo Carvalho disse que as duas individualidades mostraram, por outro lado, uma grande abertura de ver até que ponto poderão contribuir para melhorar a situação do Estádio Nacional 12 de Julho que neste momento encontra-se em obras para colocação do relvado sintético no quadro da cooperação com a FIFA (Federação Internacional de Futebol).
António Fernandes informou por outro lado, que a “Casais” tem vindo ao longo dos últimos anos a construir grandes estádios em Portugal (Braga e Guimarães) e outros de dimensões mais pequenas que poderão servir de exemplo para a remodelação do Estádio Nacional 12 de Julho, como aconteceu com a construção dos estádios de Amarante, Águeda e Melgaço.
Antes da realização do torneio internacional, onde se espera também a participação de grandes nomes do futebol mundial em nome da causa são-tomense, o governo pretende fazer primeiramente um trabalho de casa, que consiste no diagnóstico do desporto são-tomense. Com este dossier nas mãos, as autoridades poderão assim colocar sobre a mesa, os grandes constrangimentos que afectam o desporto são-tomense para poder contar com alguns apoios das delegações estrangeiras.
equipa Olhanense, treinada pelo técnico português Jorge Costa, antigo jogador de Futebol Clube de Porto, já se predispôs a participar neste evento desportivo, que deverá também envolver alguns países da sub-região africana.
A iniciativa que pertence ao empresário bracarense, António Fernandes em parceria com o cônsul são-tomense no Algarve, António Schneider, os dois homens, prometeram encetar contactos juntos dos treinados e jogadores de grande craveira internacional para poderem também participar neste evento desportivo que poderá servir para a projecção de S.Tomé e Príncipe ao nível mundial.
A data para a realização deste torneio ainda não foi fixada, mas, segundo a Ministra do Desporto, a medida que se vai conversando e amadurecendo a ideia de como organizar, «isto leva-nos a meados do próximo ano», acrescentou, Maria de Cristo Carvalho.
O empresário bracarense e o cônsul são-tomense no Algarve numa conversa com o Correio da Semana manifestaram total disponibilidade em apoiar o desporto são-tomense. Segundo a ministra “o senhor António Fernandes, da Casais, que é uma das grandes empresas portuguesas, sabe que estamos disponíveis para estudar propostas e parcerias em grandes empreitadas a realizar em S. Tomé e Príncipe e, ao mesmo tempo, associar a parte sócio-cultural, em colaboração com o senhor Cônsul, com a preocupação de melhorar o nosso desporto”.
A titular da pasta de Comunicação Social, Juventude e Desporto, defendeu que a parceria com sector privado poderá ser uma das formas para ajudar o desporto, afirmando que essas duas personalidades portuguesas “ são pessoas que estão interessadas em colaborar connosco e pela causa são-tomense”.
Maria de Cristo Carvalho disse que as duas individualidades mostraram, por outro lado, uma grande abertura de ver até que ponto poderão contribuir para melhorar a situação do Estádio Nacional 12 de Julho que neste momento encontra-se em obras para colocação do relvado sintético no quadro da cooperação com a FIFA (Federação Internacional de Futebol).
António Fernandes informou por outro lado, que a “Casais” tem vindo ao longo dos últimos anos a construir grandes estádios em Portugal (Braga e Guimarães) e outros de dimensões mais pequenas que poderão servir de exemplo para a remodelação do Estádio Nacional 12 de Julho, como aconteceu com a construção dos estádios de Amarante, Águeda e Melgaço.
Antes da realização do torneio internacional, onde se espera também a participação de grandes nomes do futebol mundial em nome da causa são-tomense, o governo pretende fazer primeiramente um trabalho de casa, que consiste no diagnóstico do desporto são-tomense. Com este dossier nas mãos, as autoridades poderão assim colocar sobre a mesa, os grandes constrangimentos que afectam o desporto são-tomense para poder contar com alguns apoios das delegações estrangeiras.
“Owê cu Boca”
Sebastiana Fernandes foi a única voz feminina, das raras existentes a colocar no mercado um álbum a solo. A cantora explicou ao Correio da Semana que decidiu colocar este título, “porque no nosso país observa-se que os são-tomenses intrometem-se excessivamente na vida das pessoas, estão mais preocupados com coisas alheias”. Os géneros musicais contidos nesse novo álbum são fundamentalmente tradicionais. “Se notarem todos os meus álbuns editados têm o estilo tradicional, porque sendo são-tomense, devo apostar naquilo que dignifica a cultura do país”. Sebastiana sente-se contente com o novo trabalho e deixa um alerta às autoridades são-tomenses, no sentido de apoiarem mais os músicos são-tomenses. “Neste momento, não há vozes femininas na nossa música moderna. Por isso, peço às autoridades nacionais e pessoas de boa vontade que dêem mais atenção aos novos valores musicais”.
Sport TV África apresentado em Lisboa
O canal Sport TV África, que foi apresentado esta quarta-feira, 23, em Lisboa, vai transmitir para mais de 50 países, entre eles os PALOP. A distribuição do sinal vai ser feita através da SuperSport Internacional.
O administrador da Sport TV, Bessa Tavares, afirmou em declarações à Agência Lusa, a emissão do canal destinado exclusivamente a África arranca a 1 de Agosto, com coordenação do jornalista Miguel Prates. «Não é encarado como um negócio», disse Bessa Tavares, mas como uma contribuição para «aproximar os falantes de português».
O presidente do Conselho de Administração da Sport TV, Joaquim Oliveira, salientou por sua vez a importância do novo canal para a «afectividade recíproca» entre Portugal e África e como contributo para «a cultura e união dos povos, bem como para difundir a língua portuguesa e partilhar a paixão pelo desporto».
Já o secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, declarou que a Sport TV África vai permitir que «o desporto nacional chegue de forma permanente aos países africanos», mantendo-os «actualizados» sobre o que acontece neste sector em Portugal.
O responsável da Sport TV não revelou o montante investido na criação do novo canal, mas garantiu que o acesso à Sport TV África vai ser pago, cabendo à SuperSport «estipular o valor a cobrar aos clientes». Estes terão acesso aos conteúdos da Sport TV 1, 2 e 3 e, consequentemente, à transmissão em directo de jogos da Liga Portuguesa, da Carlsberg Cup (competição nova, com jogos da taça) e da Liga Vitalis.
A programação da Sport TV Àfrica - que será transmitido diariamente de segunda a sexta-feira, das 18:00 às 23:30 e aos fins-de-semana das 15:00 às 23:30 (horas de Portugal continental), num total de 180 horas por mês - vai incluir também jogos dos campeonatos nacionais de andebol, voleibol, basquetebol e râguebi, dando ainda atenção a modalidades com surf, ciclismo ou boxe.
O administrador da Sport TV, Bessa Tavares, afirmou em declarações à Agência Lusa, a emissão do canal destinado exclusivamente a África arranca a 1 de Agosto, com coordenação do jornalista Miguel Prates. «Não é encarado como um negócio», disse Bessa Tavares, mas como uma contribuição para «aproximar os falantes de português».
O presidente do Conselho de Administração da Sport TV, Joaquim Oliveira, salientou por sua vez a importância do novo canal para a «afectividade recíproca» entre Portugal e África e como contributo para «a cultura e união dos povos, bem como para difundir a língua portuguesa e partilhar a paixão pelo desporto».
Já o secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, declarou que a Sport TV África vai permitir que «o desporto nacional chegue de forma permanente aos países africanos», mantendo-os «actualizados» sobre o que acontece neste sector em Portugal.
O responsável da Sport TV não revelou o montante investido na criação do novo canal, mas garantiu que o acesso à Sport TV África vai ser pago, cabendo à SuperSport «estipular o valor a cobrar aos clientes». Estes terão acesso aos conteúdos da Sport TV 1, 2 e 3 e, consequentemente, à transmissão em directo de jogos da Liga Portuguesa, da Carlsberg Cup (competição nova, com jogos da taça) e da Liga Vitalis.
A programação da Sport TV Àfrica - que será transmitido diariamente de segunda a sexta-feira, das 18:00 às 23:30 e aos fins-de-semana das 15:00 às 23:30 (horas de Portugal continental), num total de 180 horas por mês - vai incluir também jogos dos campeonatos nacionais de andebol, voleibol, basquetebol e râguebi, dando ainda atenção a modalidades com surf, ciclismo ou boxe.
São Tomé estuda adesão à OMC
As autoridades santomenses estudam uma possível adesão do arquipélago à OMC, a Organização Mundial do Comércio. Para o efeito está a decorrer nas instalações do PNUD, Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas em São Tomé, até esta quarta-feira um seminário para dotar os quadros técnicos nacionais de capacidades para negociar a integração de São Tomé e Príncipe na ओमक.
IMPLEMENTAÇÃO DA TECNOLOGIA EÓLICA - SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE
Resumo
A tecnologia de produção de energia eléctrica através de eólicas[1] está hoje num estado que se pode considerar estável. Muitos países utilizam esta tecnologia como meio de complementar a rede principal de energia e pela mesma responder a uma das maiores preocupações do século que é a protecção do meio ambiente no que diz respeito ao uso excessivo de produtos fosseis (petróleo, gás) para a produção de energia eléctrica. O presente artigo tem por objectivo apresentar esta tecnologia e propor uma estratégia para que seja possível um estudo prévio para, caso o resultado dos estudos fossem positivos, a implementação desta tecnologia em São Tomé e Príncipe.
Palavras-chaves:
Eólica, energia renováveis.
1 Introdução
As ilhas de São Tomé e Príncipe sofrem de um grande mal que é o falta de energia eléctrica permanente e de qualidade. A principal fonte de energia eléctrica no país é térmica (Central térmica, diesel, no pleno centro da cidade capital). Esta ultima é complementada por duas outras fonte de energia hidroeléctrica (i.e. Guêgue e Contador). Não obstante o país continua com problemas ligado a falta de energia eléctrica, pois essas centrais não têm a capacidade para atender toda a demanda do país.
As consequências deste problema de energia para o país são inúmeras particularmente para a população[2], para as empresas[3] e por conseguinte para o país[4]. Num momento em que o mundo inteiro luta contra a poluição atmosférica, o aumento exponencial de vendas de geradores diesel particulares, só vai contribuir negativamente para esta luta mundial.
A redacção deste artigo tem por objectivo sensibilizar a utilização de outras fontes de energia e particularmente as eólicas ou aerogeradores, para que, juntos possamos sair desta situação catastrófica de falta de energia eléctrica, o que nunca contribuirá para o desenvolvimento sustentável das nossas ilhas.
O presente artigo está estruturado da seguinte forma:
- Breve análise da situação de fornecimento de energia eléctrica em são Tomé e Príncipe;
- A energia eólica;
- Organização e gestão de projecto para instalação deste tipo de energia renovável em São Tomé e Príncipe।
2 Breve análise da situação de energia eléctrica em são Tomé e Príncipe
Em S.Tomé e Príncipe é a empresa EMAE – Empresa de Água e Electricidade, responsável pela distribuição de energia eléctrica à população. Com cerca de 20.000 clientes a produção da empresa foi de 41,5 Gwh no ano 2005. Entretanto existem sistemas isolados na zona rural que garante o fornecimento de electricidade as zonas que não estão conectadas a rede da EMAE. A capacidade total de geração nas ilhas é de 12 Mw, sendo 10 Mw diesel e 2 Mw hidroeléctrica. Existem centrais hidroeléctricas que funcionam em regime isolado, como por exemplo, a central da Empresa Agostinho Neto de 0,32 MW.
Assim, realçamos o seguinte:
v Falta de potência suficiente para garantir um normal fornecimento de electricidade aos clientes, durante as 24 horas do dia, isto é, potência instalada é de 12 MW mas a demanda actual do País já atinge 15 MW;
v Os investimentos no sector eléctrico não estão sendo realizados, ou quando são realizados, não em tempo oportuno;
v Má qualidade de electricidade, cortes constantes causando danos avultados na economia nacional;
v Custo de produção de electricidade elevado devido ao elevado custo do diesel;
v Ausência de uma capacidade de reserva de combustíveis diminuindo a segurança energética de S.Tomé e Príncipe;
v Perdas técnicas e não técnicas muito elevadas, acima de 40%, devido ao estado de conservação dos centros de produção e de distribuição, roubos e fraudes;
v Grande parte da população dos centros urbanos, zonas rurais e empresas agrícolas, utilizam a biomassa para confeccionar alimentos, com tecnologias muito antigas, causando danos avultados ao País;
v Falta de conhecimento acerca dos recursos energéticos do País (desconhecimento sobre as potencialidades do País, p.e. no que toca as energias renováveis)
v Gestão deficiente dos recursos disponíveis.
v Falta de vontade política para mudar o rumo actual da situação energética.
A potência instalada do País é de 12 MW (sendo 10 MW térmica e 2 MW Hidroeléctrica), mas a demanda actual é de 15 MW. Entretanto, se efectivamente tomarmos em conta os investimentos previstos, tais como, o porto das águas profundas, o aeroporto e os hotéis projectados, facilmente entenderemos, que mesmo à curto e médio prazos a demanda de electricidade, será muito superior à 15 MW.
A análise do gráfico permite chegar a conclusão que o país produz muito menos que devia produzir para abastecer convenientemente o mercado Santomense।
3 Energia eólica
As eólicas ou aérogeradores (cf. figura 1, e imagem 1) são um concentrado de tecnologia onde se cruzam a informática, a mecânica, a electrónica, a electrotécnica, os materiais compósitos. Estes aparelhos têm uma grandeza de que vai de 70 a 140 metros de altura.
A principal característica de uma eólica é a potência do alternador, medido em kilowatt (KW). As eólicas modernas têm uma potência que varia entre 1000 a 2000 KW ou seja de 1 a 2 MegaWatts (MW).
A energia produzida é medida em Kilowatthora (KWH), e depende principalmente da velocidade media do vento durante a exploração.
4 Organização e gestão do projecto
A implementação de centrais eólicas passa por três grandes fases, a saber:
· Estudo do vento;
· Elaboração do projecto incluindo estudo do impacto do mesmo meio ambiente, a ligação a rede eléctrica nacional;
· Execução, fiscalização do projecto e
· Modalidade de exploração futura do empreendimento
Neste momento, o que nos interessa é a fase de estudo do vento, pois esta fase é determinante para as fases seguintes. Nesta óptica vamos simplesmente concentrarmos no estudo do vento.
4.1 Estudo do vento
O estudo do vento serve para determinar, localizar de forma optimal as fontes de vento e por conseguinte a viabilidade e a rentabilidade do projecto.
Este estudo vai permitir realçar toda a característica do vento em São Tomé e Príncipe como o quadro de contingência dos diferentes pontos escolhidos, como sendo lugares para a instalação de eólicas.
5 Conclusão
A situação energética em que se encontram as ilhas de São Tomé e Príncipe, não nos permite hoje falar de desenvolvimento sustentável. Pois a energia é um dos factores necessários, mas não suficiente, para abordar a questão de desenvolvimento.
A sugestão para a utilização de eólicas para a produção energética em São Tomé e Príncipe é uma das soluções hoje disponível e admissível internacionalmente como sendo:
· Interminável,
· Que não produz poluição atmosférica,
· Que não produz lixos,
· Que evita a combustão de energia fóssil (Petróleo, gás),
· Pouca frequência de manutenção,
· E têm por função complementar as outras fontes de energia disponíveis.
Ao utilizarmos esta tecnologia só estaríamos a contribuir para, nível local, poluir menos (poluição do rio Agua-Grande e poluição sonora) e a nível mundial seguir ou fazer um gesto no sentido do protocolo de Kyoto.
Admitindo que São Tomé e Príncipe têm uma demanda de 15 MW e tendo em conta a tecnologia existente ao nível das eólicas, São Tomé e Príncipe poderá ganhar muito se implementar essa tecnologia, no sentido de cobrir as necessidades da população. Obviamente isto necessitaria mais análises e reflexões que seriam desenvolvidos uma vez o estudo do vento realizado.
É importante realçar que o estudo do vento pode ser considerado como um projecto, pois ela serviria para outros trabalhos que só os serviços da meteorologia podem dar mais detalhes. Desde já, é importante dizer que este projecto deve ser enquadrado e acompanhado pelos serviços técnicos do Instituto Nacional de Meteorologia, pelo menos nesta primeira fase. Segundo os técnicos do Instituto Nacional de Meteorologia, o estudo do vento e os outros parâmetros da meteorologia só são realizados no aeroporto. Dados, que não permitem falar de quadro de contingência e por conseguinte de rosa-dos-ventos do país.
Este artigo tem por função de solicitar a quem de direito a promessa de financiamento para a realização deste estudo. Não se deve basear no empirismo[5] para afirmar que São Tomé e Príncipe, na sua globalidade, não tem vento suficiente quando cientificamente pode-se confirmar ou negar esta teoria. O empirismo é utilizado na ciência quando a ciência atinge limites, quando não a ciência deve imperar.
Contribuições técnicas, conceptuais e cientíफीका
Eng. Faustino Neto (Empresa EMAE)
Eng. Raul Jorge (Informático da INE)
Sr. François Sanchez (Centro Politécnico)
Técnicos da Meteorologia
[1] Sistema que utiliza o vento como força para a produção de energia.
[2] Estrago constante dos equipamentos electrodomésticos.
[3] Empresas na incapacidade de produzir.
[4] Vai inevitavelmente causar transtornos na economia do país.
[5] Sobretudo quando esta teoria é baseada da experiência de levantamentos efectuados somente na zona de aeroporto.
A tecnologia de produção de energia eléctrica através de eólicas[1] está hoje num estado que se pode considerar estável. Muitos países utilizam esta tecnologia como meio de complementar a rede principal de energia e pela mesma responder a uma das maiores preocupações do século que é a protecção do meio ambiente no que diz respeito ao uso excessivo de produtos fosseis (petróleo, gás) para a produção de energia eléctrica. O presente artigo tem por objectivo apresentar esta tecnologia e propor uma estratégia para que seja possível um estudo prévio para, caso o resultado dos estudos fossem positivos, a implementação desta tecnologia em São Tomé e Príncipe.
Palavras-chaves:
Eólica, energia renováveis.
1 Introdução
As ilhas de São Tomé e Príncipe sofrem de um grande mal que é o falta de energia eléctrica permanente e de qualidade. A principal fonte de energia eléctrica no país é térmica (Central térmica, diesel, no pleno centro da cidade capital). Esta ultima é complementada por duas outras fonte de energia hidroeléctrica (i.e. Guêgue e Contador). Não obstante o país continua com problemas ligado a falta de energia eléctrica, pois essas centrais não têm a capacidade para atender toda a demanda do país.
As consequências deste problema de energia para o país são inúmeras particularmente para a população[2], para as empresas[3] e por conseguinte para o país[4]. Num momento em que o mundo inteiro luta contra a poluição atmosférica, o aumento exponencial de vendas de geradores diesel particulares, só vai contribuir negativamente para esta luta mundial.
A redacção deste artigo tem por objectivo sensibilizar a utilização de outras fontes de energia e particularmente as eólicas ou aerogeradores, para que, juntos possamos sair desta situação catastrófica de falta de energia eléctrica, o que nunca contribuirá para o desenvolvimento sustentável das nossas ilhas.
O presente artigo está estruturado da seguinte forma:
- Breve análise da situação de fornecimento de energia eléctrica em são Tomé e Príncipe;
- A energia eólica;
- Organização e gestão de projecto para instalação deste tipo de energia renovável em São Tomé e Príncipe।
2 Breve análise da situação de energia eléctrica em são Tomé e Príncipe
Em S.Tomé e Príncipe é a empresa EMAE – Empresa de Água e Electricidade, responsável pela distribuição de energia eléctrica à população. Com cerca de 20.000 clientes a produção da empresa foi de 41,5 Gwh no ano 2005. Entretanto existem sistemas isolados na zona rural que garante o fornecimento de electricidade as zonas que não estão conectadas a rede da EMAE. A capacidade total de geração nas ilhas é de 12 Mw, sendo 10 Mw diesel e 2 Mw hidroeléctrica. Existem centrais hidroeléctricas que funcionam em regime isolado, como por exemplo, a central da Empresa Agostinho Neto de 0,32 MW.
Assim, realçamos o seguinte:
v Falta de potência suficiente para garantir um normal fornecimento de electricidade aos clientes, durante as 24 horas do dia, isto é, potência instalada é de 12 MW mas a demanda actual do País já atinge 15 MW;
v Os investimentos no sector eléctrico não estão sendo realizados, ou quando são realizados, não em tempo oportuno;
v Má qualidade de electricidade, cortes constantes causando danos avultados na economia nacional;
v Custo de produção de electricidade elevado devido ao elevado custo do diesel;
v Ausência de uma capacidade de reserva de combustíveis diminuindo a segurança energética de S.Tomé e Príncipe;
v Perdas técnicas e não técnicas muito elevadas, acima de 40%, devido ao estado de conservação dos centros de produção e de distribuição, roubos e fraudes;
v Grande parte da população dos centros urbanos, zonas rurais e empresas agrícolas, utilizam a biomassa para confeccionar alimentos, com tecnologias muito antigas, causando danos avultados ao País;
v Falta de conhecimento acerca dos recursos energéticos do País (desconhecimento sobre as potencialidades do País, p.e. no que toca as energias renováveis)
v Gestão deficiente dos recursos disponíveis.
v Falta de vontade política para mudar o rumo actual da situação energética.
A potência instalada do País é de 12 MW (sendo 10 MW térmica e 2 MW Hidroeléctrica), mas a demanda actual é de 15 MW. Entretanto, se efectivamente tomarmos em conta os investimentos previstos, tais como, o porto das águas profundas, o aeroporto e os hotéis projectados, facilmente entenderemos, que mesmo à curto e médio prazos a demanda de electricidade, será muito superior à 15 MW.
A análise do gráfico permite chegar a conclusão que o país produz muito menos que devia produzir para abastecer convenientemente o mercado Santomense।
3 Energia eólica
As eólicas ou aérogeradores (cf. figura 1, e imagem 1) são um concentrado de tecnologia onde se cruzam a informática, a mecânica, a electrónica, a electrotécnica, os materiais compósitos. Estes aparelhos têm uma grandeza de que vai de 70 a 140 metros de altura.
A principal característica de uma eólica é a potência do alternador, medido em kilowatt (KW). As eólicas modernas têm uma potência que varia entre 1000 a 2000 KW ou seja de 1 a 2 MegaWatts (MW).
A energia produzida é medida em Kilowatthora (KWH), e depende principalmente da velocidade media do vento durante a exploração.
4 Organização e gestão do projecto
A implementação de centrais eólicas passa por três grandes fases, a saber:
· Estudo do vento;
· Elaboração do projecto incluindo estudo do impacto do mesmo meio ambiente, a ligação a rede eléctrica nacional;
· Execução, fiscalização do projecto e
· Modalidade de exploração futura do empreendimento
Neste momento, o que nos interessa é a fase de estudo do vento, pois esta fase é determinante para as fases seguintes. Nesta óptica vamos simplesmente concentrarmos no estudo do vento.
4.1 Estudo do vento
O estudo do vento serve para determinar, localizar de forma optimal as fontes de vento e por conseguinte a viabilidade e a rentabilidade do projecto.
Este estudo vai permitir realçar toda a característica do vento em São Tomé e Príncipe como o quadro de contingência dos diferentes pontos escolhidos, como sendo lugares para a instalação de eólicas.
5 Conclusão
A situação energética em que se encontram as ilhas de São Tomé e Príncipe, não nos permite hoje falar de desenvolvimento sustentável. Pois a energia é um dos factores necessários, mas não suficiente, para abordar a questão de desenvolvimento.
A sugestão para a utilização de eólicas para a produção energética em São Tomé e Príncipe é uma das soluções hoje disponível e admissível internacionalmente como sendo:
· Interminável,
· Que não produz poluição atmosférica,
· Que não produz lixos,
· Que evita a combustão de energia fóssil (Petróleo, gás),
· Pouca frequência de manutenção,
· E têm por função complementar as outras fontes de energia disponíveis.
Ao utilizarmos esta tecnologia só estaríamos a contribuir para, nível local, poluir menos (poluição do rio Agua-Grande e poluição sonora) e a nível mundial seguir ou fazer um gesto no sentido do protocolo de Kyoto.
Admitindo que São Tomé e Príncipe têm uma demanda de 15 MW e tendo em conta a tecnologia existente ao nível das eólicas, São Tomé e Príncipe poderá ganhar muito se implementar essa tecnologia, no sentido de cobrir as necessidades da população. Obviamente isto necessitaria mais análises e reflexões que seriam desenvolvidos uma vez o estudo do vento realizado.
É importante realçar que o estudo do vento pode ser considerado como um projecto, pois ela serviria para outros trabalhos que só os serviços da meteorologia podem dar mais detalhes. Desde já, é importante dizer que este projecto deve ser enquadrado e acompanhado pelos serviços técnicos do Instituto Nacional de Meteorologia, pelo menos nesta primeira fase. Segundo os técnicos do Instituto Nacional de Meteorologia, o estudo do vento e os outros parâmetros da meteorologia só são realizados no aeroporto. Dados, que não permitem falar de quadro de contingência e por conseguinte de rosa-dos-ventos do país.
Este artigo tem por função de solicitar a quem de direito a promessa de financiamento para a realização deste estudo. Não se deve basear no empirismo[5] para afirmar que São Tomé e Príncipe, na sua globalidade, não tem vento suficiente quando cientificamente pode-se confirmar ou negar esta teoria. O empirismo é utilizado na ciência quando a ciência atinge limites, quando não a ciência deve imperar.
Contribuições técnicas, conceptuais e cientíफीका
Eng. Faustino Neto (Empresa EMAE)
Eng. Raul Jorge (Informático da INE)
Sr. François Sanchez (Centro Politécnico)
Técnicos da Meteorologia
[1] Sistema que utiliza o vento como força para a produção de energia.
[2] Estrago constante dos equipamentos electrodomésticos.
[3] Empresas na incapacidade de produzir.
[4] Vai inevitavelmente causar transtornos na economia do país.
[5] Sobretudo quando esta teoria é baseada da experiência de levantamentos efectuados somente na zona de aeroporto.
+Juka+ vai dar “show” na inauguração de um hotel 5 estrelas na capital de São Tomé
O conceituado cantor são-tomense Carlos Alberto de Castro +Juka+ encontra - se desde alguns dias em São Tomé e Príncipe para dar um concerto num dos hotéis da capital são-tomense, - apurou hoje, agência STP-Press.
Proveniente de Lisboa (Portugal) onde reside, +Juka+ como é geralmente conhecido no mundo da música, disse a agência STP-Press que regressa ao seu País natal com +satisfação+ e +alegria para os meus fãs+.
+Juka+ detentor já de 11 discos na sua carreira tem programado para o dia 21 deste mês na capital são-tomense um concerto, no âmbito de inauguração do novo hotel de cinco estrelas (Hotel +Pestana São Tomé+) construída pelo grupo empresarial português +Pestana+.
Esse cantor são-tomense faz - se acompanhar da sua banda bem como de duas bailarinas que geralmente utiliza nos seus concertos.
Agência STP-Press sabe também que esse cantor são-tomense deve deslocar – se no próximo mês de Setembro a Cabo Verde para receber mais um disco de Ouro nas mãos do Chefe de Estado cabo-verdiano, Comandante Pedro Pires.
Proveniente de Lisboa (Portugal) onde reside, +Juka+ como é geralmente conhecido no mundo da música, disse a agência STP-Press que regressa ao seu País natal com +satisfação+ e +alegria para os meus fãs+.
+Juka+ detentor já de 11 discos na sua carreira tem programado para o dia 21 deste mês na capital são-tomense um concerto, no âmbito de inauguração do novo hotel de cinco estrelas (Hotel +Pestana São Tomé+) construída pelo grupo empresarial português +Pestana+.
Esse cantor são-tomense faz - se acompanhar da sua banda bem como de duas bailarinas que geralmente utiliza nos seus concertos.
Agência STP-Press sabe também que esse cantor são-tomense deve deslocar – se no próximo mês de Setembro a Cabo Verde para receber mais um disco de Ouro nas mãos do Chefe de Estado cabo-verdiano, Comandante Pedro Pires.
AS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS ERGUEM MUSEU DE CAFÉ EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE
As autoridades governamentais são-tomenses oficializaram hoje, na antiga Empresa Monte Café, a construção de um Museu de Café no País.
O projecto consistirá na recuperação, restauro ou reabilitação da antiga casa colonial existente nessa antiga empresa produtora de café, localizada no Distrito de Mé-Zochi e à mais de 700 metros de altitude.
Fontes governamentais disseram que o empreendimento, primeiro de género no País, conta com um financiamento de Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD) no valor de 73 mil dólares.
A cerimonia de oficialização das obras foi realizada hoje, em Monte Café, num edifício de grande valor arquitectónico e presidida pelo Ministro do Comércio, Industria e Turismo, Francisco Rita.
Além desse governante, estiveram igualmente presentes a Ministra da Educação, Ruth Leal, director do turismo, Hugo Menezes, e alguns quadros seniores do País afectos ao Ministério em causa.
Na circunstância, Rita destacou alguma atenção ao sector primário da economia nacional, apontando agricultura como eixo que “nunca morre”, sublinhando que esse Museu irá jogar um papel dinamizador na sua revitalização desvalorizando o “petróleo que tem um tempo de vida de apenas 50 á 100 anos”.
Na óptica desse estadista, a construção do Museu insere-se num projecto mais vasto no plano turístico no País, ao qual visa “potenciar a reabilitação das plantações” e criar “mecanismos de atracção para que isso seja um pólo turístico cativador e canalizador de investimentos”.
Além de uma sala de exposição, esse futuro Museu que deve ser erguido em 90 dias compreenderá, entre outros, uma sala da história da introdução do café no País e um salão de vendas.
Entretanto, além de cacau, uma das potencialidades agrícolas da agricultura são-tomense assenta-se no cultivo de café introduzido no País no século 16 pelos colonos vindos do Brasil.
O projecto consistirá na recuperação, restauro ou reabilitação da antiga casa colonial existente nessa antiga empresa produtora de café, localizada no Distrito de Mé-Zochi e à mais de 700 metros de altitude.
Fontes governamentais disseram que o empreendimento, primeiro de género no País, conta com um financiamento de Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD) no valor de 73 mil dólares.
A cerimonia de oficialização das obras foi realizada hoje, em Monte Café, num edifício de grande valor arquitectónico e presidida pelo Ministro do Comércio, Industria e Turismo, Francisco Rita.
Além desse governante, estiveram igualmente presentes a Ministra da Educação, Ruth Leal, director do turismo, Hugo Menezes, e alguns quadros seniores do País afectos ao Ministério em causa.
Na circunstância, Rita destacou alguma atenção ao sector primário da economia nacional, apontando agricultura como eixo que “nunca morre”, sublinhando que esse Museu irá jogar um papel dinamizador na sua revitalização desvalorizando o “petróleo que tem um tempo de vida de apenas 50 á 100 anos”.
Na óptica desse estadista, a construção do Museu insere-se num projecto mais vasto no plano turístico no País, ao qual visa “potenciar a reabilitação das plantações” e criar “mecanismos de atracção para que isso seja um pólo turístico cativador e canalizador de investimentos”.
Além de uma sala de exposição, esse futuro Museu que deve ser erguido em 90 dias compreenderá, entre outros, uma sala da história da introdução do café no País e um salão de vendas.
Entretanto, além de cacau, uma das potencialidades agrícolas da agricultura são-tomense assenta-se no cultivo de café introduzido no País no século 16 pelos colonos vindos do Brasil.
Domingo Desportivo vence a sua congenere de Angola em futsal
A equipa do Domingo Desportivo de São Tomé venceu a sua congénere Os Amigos da Rádio “cinco” de Angola por 1-0 em jogo particular de futsal disputado domingo no parque da Capital de São Tomé no âmbito de um torneio de Amizade.
As duas equipas bateram-se iguais num jogo emotivo, viril e de espectáculo com destaque para o único golo da partida apontado nos primeiros minutos do embate com assinatura do avançado Celso Garrido através de um remate indefensável para fundo da baliza contrária.
Com golo madrugador do Domingo Desportivo, os Amigos da Rádio “Cinco” muito fizeram para inverter o resultado, mas a eficácia do guardades são-tomense, Hamilton “Gato Petro”, não permitiu o desejo da equipa angolana.
Arbitrado por internacional são-tomense, Gastão Ferreira, o jogo contou com um número considerável de público que animou o recinto de jogos do parque da capital.
No quadro do torneio, a equipa de Angola havia empatado sábado com 5 de Amanhã no jogo de abertura desta competição amigável de futsal.
As duas equipas bateram-se iguais num jogo emotivo, viril e de espectáculo com destaque para o único golo da partida apontado nos primeiros minutos do embate com assinatura do avançado Celso Garrido através de um remate indefensável para fundo da baliza contrária.
Com golo madrugador do Domingo Desportivo, os Amigos da Rádio “Cinco” muito fizeram para inverter o resultado, mas a eficácia do guardades são-tomense, Hamilton “Gato Petro”, não permitiu o desejo da equipa angolana.
Arbitrado por internacional são-tomense, Gastão Ferreira, o jogo contou com um número considerável de público que animou o recinto de jogos do parque da capital.
No quadro do torneio, a equipa de Angola havia empatado sábado com 5 de Amanhã no jogo de abertura desta competição amigável de futsal.
Capital são-tomense recebe conferência de ministros da Educação
São Tomé - Uma conferência tripartida dos ministros da Educação de São Tomé e Príncipe, Gabão e Guiné Equatorial tem lugar amanhã, sexta-feira, na capital são-tomense. A cobertura escolar nestes países será um das questões em cima da mesa.
O objectivo do encontro, sob o lema «Investir na Educação das Raparigas», é promover uma reflexão exaustiva sobre a situação escolar de raparigas e procurar soluções para o enquadramento no sistema educativo das jovens que, por diversos factores, permanecem excluídas deste.
A conferência será inaugurada pelo Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes, tendo sido já precedida de uma reunião técnica para análise de questões de interesse comum relativas à educação das raparigas nos três países, visando a identificação de estratégias comuns a adoptar com base na troca de experiências.
No evento, patrocinado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), participam directores de escolas, representantes de organismos internacionais sediadas no país e de organizações não governamentais (ONG).
O objectivo do encontro, sob o lema «Investir na Educação das Raparigas», é promover uma reflexão exaustiva sobre a situação escolar de raparigas e procurar soluções para o enquadramento no sistema educativo das jovens que, por diversos factores, permanecem excluídas deste.
A conferência será inaugurada pelo Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes, tendo sido já precedida de uma reunião técnica para análise de questões de interesse comum relativas à educação das raparigas nos três países, visando a identificação de estratégias comuns a adoptar com base na troca de experiências.
No evento, patrocinado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), participam directores de escolas, representantes de organismos internacionais sediadas no país e de organizações não governamentais (ONG).
São Tomé: População oposta a campanha contra o paludismo
São Tomé – A população do distrito de Lobata, Micoló e Condi, a 10 km da capital santomense opuseram-se à campanha de prevenção ao paludismo, paradoxalmente estas localidades registaram um aumento de 10 por cento da endemia.
A recusa dos populares assenta numa suposta «má qualidade» dos produtos que são aplicados nas paredes das habitações que teriam causado irritações cutâneas nos habitantes. Segundo Heriodes Santos, coordenador do programa nacional de luta contra o paludismo, serão adoptadas medidas coercivas para obrigar as populações aceitarem as pulverizações intra-domiciliares através de um projecto-lei. «Como identidade responsável pela garantia da saúde ao nível dos órgãos da soberania nunca iremos permitir que uma ou duas pessoas ponham em causa a vida da maioria», disse o mesmo responsável.
O coordenador do programa adiantou também que o país esta num momento delicado e decisivo apesar dos resultados já obtido e lembra que o índice de prevalência ainda se situa a 3.5 por cento podendo contudo aumentar fulminantemente caso não prossigam as medidas de prevenção, daí que as autoridades do arquipélago não excluem a possibilidade da publicação de um projecto-lei que obrigará a população a aderir a pulverização.
O projecto-lei, segundo Heriodes, poderá ser apresentado na Assembleia Nacional para análise e aprovação antes das duas últimas fases de pulverização que irá decorrer ainda neste ano.
A recusa dos populares assenta numa suposta «má qualidade» dos produtos que são aplicados nas paredes das habitações que teriam causado irritações cutâneas nos habitantes. Segundo Heriodes Santos, coordenador do programa nacional de luta contra o paludismo, serão adoptadas medidas coercivas para obrigar as populações aceitarem as pulverizações intra-domiciliares através de um projecto-lei. «Como identidade responsável pela garantia da saúde ao nível dos órgãos da soberania nunca iremos permitir que uma ou duas pessoas ponham em causa a vida da maioria», disse o mesmo responsável.
O coordenador do programa adiantou também que o país esta num momento delicado e decisivo apesar dos resultados já obtido e lembra que o índice de prevalência ainda se situa a 3.5 por cento podendo contudo aumentar fulminantemente caso não prossigam as medidas de prevenção, daí que as autoridades do arquipélago não excluem a possibilidade da publicação de um projecto-lei que obrigará a população a aderir a pulverização.
O projecto-lei, segundo Heriodes, poderá ser apresentado na Assembleia Nacional para análise e aprovação antes das duas últimas fases de pulverização que irá decorrer ainda neste ano.
Aguinaldo Salvaterra vai construir um hotel no Príncipe
São Tomé - Fonte do Jornal.st confirmou à nossa redacção que o empresário santomense Aguinaldo Salvaterra irá construir na região autónoma do Príncipe um complexo hoteleiro de três pisos.
Segundo a mesma fonte esse complexo será erguido à frente do Paço de Concelho e do Mercado da região que envolve um investimento que ronda os 600 mil euros. A obra estará concluída dentro de 3 anos.Aguinaldo Salvaterra é proprietário de um dos mais conhecidos bares de São Tomé e Príncipe, Tropicana, e uma discoteca com o mesmo nome. Também está ligado à comunicação social através da radio Tropicana que actualmente não tem emitido. Aguinaldo Salvaterra também director da empresa Bahnhof Lda tornou-se no principal precursor privado de internet, banda larga e sem fios, em São Tomé.
Segundo a mesma fonte esse complexo será erguido à frente do Paço de Concelho e do Mercado da região que envolve um investimento que ronda os 600 mil euros. A obra estará concluída dentro de 3 anos.Aguinaldo Salvaterra é proprietário de um dos mais conhecidos bares de São Tomé e Príncipe, Tropicana, e uma discoteca com o mesmo nome. Também está ligado à comunicação social através da radio Tropicana que actualmente não tem emitido. Aguinaldo Salvaterra também director da empresa Bahnhof Lda tornou-se no principal precursor privado de internet, banda larga e sem fios, em São Tomé.
Ferguson nada preocupado com Scolari
O treinador do Manchester United, Alex Ferguson, desvalorizou hoje o potencial do Chelsea, agora orientado por Luiz Felipe Scolari, para lutar pelo título inglês. Em Durban, na África do Sul, onde os “red devils” estão em digressão, Alex Ferguson disse que via uma ameaça maior no Chelsea de José Mourinho, que conquistou os títulos em 2005 e 2006, elogiando também o israelita Avram Grant, que perdeu a final da Liga dos Campeões para o Manchester United.“Não estou preocupado com o Chelsea. Avram Grant fez um bom trabalho e Mourinho conquistou o título dois anos consecutivos. Não há ninguém que, realmente, consiga melhorar o recorde de Mourinho. Tinha de superar o trabalho de Mourinho para nos preocupar”, considerou. De acordo com o técnico escocês, “será um grande desafio” para os jogadores que o Chelsea e para as novas contratações, entre as quais estão os portugueses Deco e Bosingwa, melhorar o desempenho do técnico português.“São uma equipa experiente. Não estou, necessariamente, a dizer que eles são velhos, até porque com os novos métodos podes estar a jogar bem aos 30 anos. O que quero dizer é que não se pode fazer grandes melhorias com uma equipa com média de 30 anos”, referiu.
S. Tomé e Princípe Islands
PARADISE ON EARTH
Welcome to the exotic and beautiful islands of São Tomé and Principe. Like no other islands in the Atlantic Ocean, Sao Tome seems to embody a kind of lush tropical paradise usually associated with the south pacific. The atmosphere here is palpably luxury and it is an intoxicating blend of sunlight, sea, air and fantastically abundant vegetation.
Welcome to the exotic and beautiful islands of São Tomé and Principe. Like no other islands in the Atlantic Ocean, Sao Tome seems to embody a kind of lush tropical paradise usually associated with the south pacific. The atmosphere here is palpably luxury and it is an intoxicating blend of sunlight, sea, air and fantastically abundant vegetation.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE: Procuram-se camisinhas
Ninguém achava que a reacção aos distribuidores de preservativos vazios em São Tomé e Príncipe seria tão inflamada.
“Pensei que os preservativos tinham acabado no país, vocês estão a falhar demais”, desabafou Palmira Torres, dona do restaurante Alfa, defronte ao porto de São Tomé.
Depois de uma falha de um mês no fornecimento de camisinhas, foi com reclamações como essa que os educadores de pares como Almerindo Ferreira e Desinela Barros, da organização não-governamental italiana Alisei, foram recebidos nos estabelecimentos.
A interrupção no abastecimento de preservativos aconteceu devido à avaria de uma viatura e falta de pessoal, deixando distribuidores vazios nos distritos de Água Grande, Me-Zochi, Caué, Lobata, Cantagalo e Lembá.
“No domingo passado veio cá uma miúda bastante aflita à procura de preservativos e não havia. Sabe-se lá o que aconteceu a ela”, contou Torres.
O restaurante Alfa, cuja clientela inclui funcionários públicos, marinheiros e profissionais de sexo, é um dos postos de distribuição que a Alisei considera “quentes”, onde um pacote com 144 camisinhas acaba em duas semanas.
Camisinhas à mão
Essa procura por preservativos é um fenómeno novo em São Tomé e Príncipe.
Um dos seus gatilhos é um projecto que, desde o início do ano, está a colocar distribuidores de preservativos em locais de alta circulação, como restaurantes, discotecas e lojas.
Cada estabelecimento recebe mensalmente 432 camisinhas, que são distribuídas gratuitamente ao público.
De Janeiro a Junho deste ano já foram colocados quase um milhão de preservativos nos 376 distribuidores espalhados pelo país.
A iniciativa é uma parceria do Programa Nacional de Luta contra a SIDA (PNLS), do Projecto de Apoio ao Sector Social, do Fundo da Nações Unidas para a População e do Fundo Global de Luta contra SIDA, Tuberculose e Malária.
A seroprevalência no arquipélago de 160 mil habitantes, na costa do Gabão, é de menos de 1,5 por cento, considerada baixa para o continente africano.
Salva-vidas
Ainda era cedo quando a carrinha da Alisei carregada de preservativos fez o abastecimento no restaurante Boca Loca, no Ponte Tavares, no começo de Julho. O último abastecimento havia ocorrido na primeira semana de Maio.
Nuno Santos, 25 anos, que estava no restaurante a tomar o pequeno almoço, nem esperou acabar a refeição para retirar duas carteiras de preservativos do distribuidor.
“O salva-vidas chegou”, brincou.
“Foi difícil funcionar sem a camisinha, todos os clientes interrogavam-nos bastante devido à ausência”, afirmou Valdemar Paquete, balconista do Boca Loca.
Também considerado um ponto “quente”, o restaurante fica aberto 24 horas, sete dias por semana. A movimentação nocturna atinge o pico aos sábados e domingos: quem sai das discotecas Dolores, Tropicana Club, Kizomba, no centro da capital, faz a última paragem no Boca Loca.
Photo: Lourenço Silva/PlusNews
Salva-vidas
“O preservativo é procurado por todo o mundo, mas parece-me que os jovens são os que mais levam. As meninas também vêm aqui buscar”, explicou Paquete.
Segundo Alzira do Rosário, directora do PNLS, os números são animadores, mas falta saber se as pessoas realmente estão a utilizar os preservativos distribuídos.
Com a grande demanda de preservativos, as autoridades sanitárias temem uma rotura do estoque, razão pela qual submeteram uma proposta de reforço ao Fundo Global, no início de Julho.
Mais preservativos disponíveis
Atendendo a pedidos de restaurantes, casas comerciais e discotecas, a Alisei dará início a mais uma fase de colocação de distribuidores de preservativos esta semana.
Os novos pontos passam por uma inspecção antes de receber os distribuidores e a Alisei leva em conta a movimentação de pessoas e a localização do estabelecimento.
As autoridades sanitárias pretendem atingir 400 postos de distribuição até o final do ano para garantir um maior acesso da população aos preservativos.
Em 2005, um inquérito do PNLS realizado em 49 localidades indicou que 95 por cento da população são-tomense têm conhecimento do preservativo.
Das 921 pessoas entrevistadas, 125 homens disseram que utilizam sempre o preservativo nas relações sexuais. A média de relações ocasionais naquele ano em São Tomé e Príncipe foi de 21,9 por cento.
“Pensei que os preservativos tinham acabado no país, vocês estão a falhar demais”, desabafou Palmira Torres, dona do restaurante Alfa, defronte ao porto de São Tomé.
Depois de uma falha de um mês no fornecimento de camisinhas, foi com reclamações como essa que os educadores de pares como Almerindo Ferreira e Desinela Barros, da organização não-governamental italiana Alisei, foram recebidos nos estabelecimentos.
A interrupção no abastecimento de preservativos aconteceu devido à avaria de uma viatura e falta de pessoal, deixando distribuidores vazios nos distritos de Água Grande, Me-Zochi, Caué, Lobata, Cantagalo e Lembá.
“No domingo passado veio cá uma miúda bastante aflita à procura de preservativos e não havia. Sabe-se lá o que aconteceu a ela”, contou Torres.
O restaurante Alfa, cuja clientela inclui funcionários públicos, marinheiros e profissionais de sexo, é um dos postos de distribuição que a Alisei considera “quentes”, onde um pacote com 144 camisinhas acaba em duas semanas.
Camisinhas à mão
Essa procura por preservativos é um fenómeno novo em São Tomé e Príncipe.
Um dos seus gatilhos é um projecto que, desde o início do ano, está a colocar distribuidores de preservativos em locais de alta circulação, como restaurantes, discotecas e lojas.
Cada estabelecimento recebe mensalmente 432 camisinhas, que são distribuídas gratuitamente ao público.
De Janeiro a Junho deste ano já foram colocados quase um milhão de preservativos nos 376 distribuidores espalhados pelo país.
A iniciativa é uma parceria do Programa Nacional de Luta contra a SIDA (PNLS), do Projecto de Apoio ao Sector Social, do Fundo da Nações Unidas para a População e do Fundo Global de Luta contra SIDA, Tuberculose e Malária.
A seroprevalência no arquipélago de 160 mil habitantes, na costa do Gabão, é de menos de 1,5 por cento, considerada baixa para o continente africano.
Salva-vidas
Ainda era cedo quando a carrinha da Alisei carregada de preservativos fez o abastecimento no restaurante Boca Loca, no Ponte Tavares, no começo de Julho. O último abastecimento havia ocorrido na primeira semana de Maio.
Nuno Santos, 25 anos, que estava no restaurante a tomar o pequeno almoço, nem esperou acabar a refeição para retirar duas carteiras de preservativos do distribuidor.
“O salva-vidas chegou”, brincou.
“Foi difícil funcionar sem a camisinha, todos os clientes interrogavam-nos bastante devido à ausência”, afirmou Valdemar Paquete, balconista do Boca Loca.
Também considerado um ponto “quente”, o restaurante fica aberto 24 horas, sete dias por semana. A movimentação nocturna atinge o pico aos sábados e domingos: quem sai das discotecas Dolores, Tropicana Club, Kizomba, no centro da capital, faz a última paragem no Boca Loca.
Photo: Lourenço Silva/PlusNews
Salva-vidas
“O preservativo é procurado por todo o mundo, mas parece-me que os jovens são os que mais levam. As meninas também vêm aqui buscar”, explicou Paquete.
Segundo Alzira do Rosário, directora do PNLS, os números são animadores, mas falta saber se as pessoas realmente estão a utilizar os preservativos distribuídos.
Com a grande demanda de preservativos, as autoridades sanitárias temem uma rotura do estoque, razão pela qual submeteram uma proposta de reforço ao Fundo Global, no início de Julho.
Mais preservativos disponíveis
Atendendo a pedidos de restaurantes, casas comerciais e discotecas, a Alisei dará início a mais uma fase de colocação de distribuidores de preservativos esta semana.
Os novos pontos passam por uma inspecção antes de receber os distribuidores e a Alisei leva em conta a movimentação de pessoas e a localização do estabelecimento.
As autoridades sanitárias pretendem atingir 400 postos de distribuição até o final do ano para garantir um maior acesso da população aos preservativos.
Em 2005, um inquérito do PNLS realizado em 49 localidades indicou que 95 por cento da população são-tomense têm conhecimento do preservativo.
Das 921 pessoas entrevistadas, 125 homens disseram que utilizam sempre o preservativo nas relações sexuais. A média de relações ocasionais naquele ano em São Tomé e Príncipe foi de 21,9 por cento.
Burocracia impede desenvolvimento do negócio de petróleo com a Nigéria
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, Bagudu Hirse, disse hoje que o excesso de burocracia está a impedir o desenvolvimento dos negócios de petróleo entre São Tomé e Nigéria no quadro da zona de desenvolvimento Conjunto.
“Quero dizer sem qualquer receio que esse dossier está preso pela burocracia oficial”, disse Bagudu Hirse que se encontra na capital são-tomense, onde chefia uma delegação do seu país, de mais de trinta membros, entre os quais quatro ministros, para participar nos trabalhos da 16ª reunião da autoridade conjunta entre os dois países.
“O tratado que estabelece a JDZ (zona de desenvolvimento conjunto de exploração de petróleo) destina-se a aproximar os dois países em termos dos recursos naturais se soubermos tirar o máximo proveito disso", afirmou o ministro nigeriano.
"Temos a responsabilidade de fazer funcionar esse negócio. Não podemos deixar esse processo ficar preso pela burocracia”, prosseguiu.
“Quando concordamos com um assunto, temos que ir para a frente, temos que avançar rapidamente”, disse Bagudu Hirse, que sublinhou a importância das relações bilaterais entre os dois países.
“Com o petróleo que estamos à espera essa ilha [São Tomé] vai ser muita mais bonita próspera”, disse.
Lamentou que os “problemas políticos” surgidos nos últimos meses em São Tomé tivessem adiado a realização desta reunião.
A reunião que decorre no hotel Pestana São Tomé vai analisar três assuntos: a aceleração de quatro novas perfurações na zona de exploração conjunta, a partilha de produção dos blocos 5 e 6 cujo leilão foi feito há vários anos e a criação de uma comissão de segurança destinada a proteger as empresas que vão futuramente fazer a recolha de dados cismicos e efectuar as perfurações.
Em Outubro do próximo ano está prevista a realização de quatro furos e esses irão determinar se há ou não petróleo em quantidade comercial na zona de exploração conjunta entre os dois países.
Por esse motivo, o governo são-tomense considera 2009 como “um ano decisivo” quanto à exploração de petróleo, disse à Lusa o presidente do conselho de administração da JDZ, Jorge Santos.
O chefe da diplomacia nigeriana dirige uma delegação do seu país que integra os ministros da Defesa, Fidélia Njeze, da Agricultura, Maina Waziri, e da energia (petróleo), Odein Ajumogobia
“Quero dizer sem qualquer receio que esse dossier está preso pela burocracia oficial”, disse Bagudu Hirse que se encontra na capital são-tomense, onde chefia uma delegação do seu país, de mais de trinta membros, entre os quais quatro ministros, para participar nos trabalhos da 16ª reunião da autoridade conjunta entre os dois países.
“O tratado que estabelece a JDZ (zona de desenvolvimento conjunto de exploração de petróleo) destina-se a aproximar os dois países em termos dos recursos naturais se soubermos tirar o máximo proveito disso", afirmou o ministro nigeriano.
"Temos a responsabilidade de fazer funcionar esse negócio. Não podemos deixar esse processo ficar preso pela burocracia”, prosseguiu.
“Quando concordamos com um assunto, temos que ir para a frente, temos que avançar rapidamente”, disse Bagudu Hirse, que sublinhou a importância das relações bilaterais entre os dois países.
“Com o petróleo que estamos à espera essa ilha [São Tomé] vai ser muita mais bonita próspera”, disse.
Lamentou que os “problemas políticos” surgidos nos últimos meses em São Tomé tivessem adiado a realização desta reunião.
A reunião que decorre no hotel Pestana São Tomé vai analisar três assuntos: a aceleração de quatro novas perfurações na zona de exploração conjunta, a partilha de produção dos blocos 5 e 6 cujo leilão foi feito há vários anos e a criação de uma comissão de segurança destinada a proteger as empresas que vão futuramente fazer a recolha de dados cismicos e efectuar as perfurações.
Em Outubro do próximo ano está prevista a realização de quatro furos e esses irão determinar se há ou não petróleo em quantidade comercial na zona de exploração conjunta entre os dois países.
Por esse motivo, o governo são-tomense considera 2009 como “um ano decisivo” quanto à exploração de petróleo, disse à Lusa o presidente do conselho de administração da JDZ, Jorge Santos.
O chefe da diplomacia nigeriana dirige uma delegação do seu país que integra os ministros da Defesa, Fidélia Njeze, da Agricultura, Maina Waziri, e da energia (petróleo), Odein Ajumogobia
Parlamento discute programa do governo, espera-se aprovação amanhã
A Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe começou hoje a discussão do programa do 13º governo constitucional, cuja aprovação poderá ocorrer já terça-feira, destacando-se, entre os três eixos prioritários, estancar a degradação sócio-económica.
O programa é caracterizado por três eixos fundamentais, sendo confrontado com a única oposição da bancada parlamentar do partido Acção Democrática Independente (ADI).
Estancar a degradação económica e social, lançar infra-estruturas fundamentais ao crescimento económico e desenvolvimento nacional e resgatar a confiança dos cidadãos nas instituições do Estado constituem as linhas mestras do programa do governo de Rafael Branco, cuja prioridade é a segurança alimentar, água, energia e turismo.
Rafael Branco manifestou-se já convencido de que conseguirá mobilizar recursos suficientes, sobretudo externos, para financiar a execução do seu programa e procura, ao mesmo tempo, mobilizar também o apoio dos cidadãos no aumento da produtividade.
“O programa pretende responder às exigências mínimas da população, nomeadamente o estancamento da degradação das suas condições de vida, igualdade de oportunidade e solidariedade efectiva para com os que menos têm e mais sofrem, bem como lançar as bases para o crescimento sustentado do país e numa aposta acrescida no desenvolvimento humano”, disse Rafael Branco, no discurso de apresentação do programa.
O chefe do executivo de São Tomé adiantou que se trata de um programa elaborado com “as contribuições dos partidos que conferem apoio parlamentar” ao governo, admitindo, porém, que está condicionado pelo “horizonte temporal do seu mandato e a conjuntura internacional”.
Nesta legislatura de quatro anos, este é o terceiro programa de governo que vai a discussão na assembleia nacional.
O primeiro foi o do governo de Tomé Vera Cruz, que completou dois anos de mandato, seguindo-se o de Patrice Trovoada, cujo mandato durou apenas três meses.
“É neste contexto que o meu governo quer propor a este parlamento e aos são-tomenses uma nova visão estratégica, que implica dar ao país um rumo e a construção paciente de uma relação de confiança entre os cidadãos e o Estado”, disse Rafael Branco, cujo partido era único na oposição até há três meses atrás.
Para Rafael Branco, a proposta lançada pelo seu governo ao país baseia-se "numa visão estratégica" e fundamenta-se nas suas reconhecidas potencialidades, "assumindo com realismo e determinação aquilo que é efectivamente possível fazer”.
Entende, por isso, ser necessário dar continuidade às acções em curso “vindas de outros governos e que são objecto de um grande consenso nacional".
Essas acções, acrescentou, "abrem também novas ideias ao governo, novas abordagens, novas maneiras de fazer, mobilizando novos agentes para o desenvolvimento e buscando sempre, mas sempre, uma participação empenhada de todos os cidadãos”.
O programa é caracterizado por três eixos fundamentais, sendo confrontado com a única oposição da bancada parlamentar do partido Acção Democrática Independente (ADI).
Estancar a degradação económica e social, lançar infra-estruturas fundamentais ao crescimento económico e desenvolvimento nacional e resgatar a confiança dos cidadãos nas instituições do Estado constituem as linhas mestras do programa do governo de Rafael Branco, cuja prioridade é a segurança alimentar, água, energia e turismo.
Rafael Branco manifestou-se já convencido de que conseguirá mobilizar recursos suficientes, sobretudo externos, para financiar a execução do seu programa e procura, ao mesmo tempo, mobilizar também o apoio dos cidadãos no aumento da produtividade.
“O programa pretende responder às exigências mínimas da população, nomeadamente o estancamento da degradação das suas condições de vida, igualdade de oportunidade e solidariedade efectiva para com os que menos têm e mais sofrem, bem como lançar as bases para o crescimento sustentado do país e numa aposta acrescida no desenvolvimento humano”, disse Rafael Branco, no discurso de apresentação do programa.
O chefe do executivo de São Tomé adiantou que se trata de um programa elaborado com “as contribuições dos partidos que conferem apoio parlamentar” ao governo, admitindo, porém, que está condicionado pelo “horizonte temporal do seu mandato e a conjuntura internacional”.
Nesta legislatura de quatro anos, este é o terceiro programa de governo que vai a discussão na assembleia nacional.
O primeiro foi o do governo de Tomé Vera Cruz, que completou dois anos de mandato, seguindo-se o de Patrice Trovoada, cujo mandato durou apenas três meses.
“É neste contexto que o meu governo quer propor a este parlamento e aos são-tomenses uma nova visão estratégica, que implica dar ao país um rumo e a construção paciente de uma relação de confiança entre os cidadãos e o Estado”, disse Rafael Branco, cujo partido era único na oposição até há três meses atrás.
Para Rafael Branco, a proposta lançada pelo seu governo ao país baseia-se "numa visão estratégica" e fundamenta-se nas suas reconhecidas potencialidades, "assumindo com realismo e determinação aquilo que é efectivamente possível fazer”.
Entende, por isso, ser necessário dar continuidade às acções em curso “vindas de outros governos e que são objecto de um grande consenso nacional".
Essas acções, acrescentou, "abrem também novas ideias ao governo, novas abordagens, novas maneiras de fazer, mobilizando novos agentes para o desenvolvimento e buscando sempre, mas sempre, uma participação empenhada de todos os cidadãos”.
Entre o perdão da dívida e a idade do petróleo
Alcançado o perdão de parte substancial da dívida externa, São Tomé e Príncipe aspira agora à "idade do petróleo", mas enfrenta uma conjuntura económica que encarece as importações e pressiona em alta a inflação.
Segundo o estudo "O Impacto dos Choques de Preços de Alimentação e Combustíveis nas Balanças de Pagamentos dos Países Africanos de Baixos Rendimentos", publicado este mês pelo Departamento Africano do FMI, a actual conjuntura inflacionista das matérias-primas afecta as contas de São Tomé no equivalente a 2,2 por cento do PIB e 8,9 por cento das reservas externas.
Em 2007, a inflação rondava os 18,6 por cento, ainda assim mais baixa do que os 23,1 por cento registados no ano anterior ou os 19,8 por cento de 2005.
Para manter a tendência de descida do índice de preços ao consumidor, as instituições financeiras de apoio ao desenvolvimento têm apelado à contenção dos gastos públicos, principalmente aos assumidos em função da expectativa de que o país se torne dentro de poucos anos um produtor petrolífero.
Num relatório divulgado recentemente em Washington, o FMI recomendou uma actualização do programa de redução da pobreza no arquipélago e uma "revisão cuidadosa" das perspectivas para o petróleo, porque "os trabalhos exploratórios não confirmaram até agora a existência de reservas comercialmente utilizáveis".
São Tomé era dos Estados africanos mais endividados, mas a sua situação ficou consideravelmente mais desafogada em 2007, depois de o Clube de Paris, que reúne 19 países credores, ter anulado quase 24 milhões de dólares de dívida, comprometendo-se a negociar o perdão dos restantes 13 por cento em contactos bilaterais.
Em 2006, a dívida externa equivalia a 293 por cento do PIB; no ano seguinte apenas a 74,6 por cento.
Tratou-se, refere o Banco de Portugal no relatório "Evolução das Economias dos PALOP e Timor-Leste (2006/2007)", de um "acontecimento de crucial importância, por se tratar da concretização de um dos principais objectivos da política económica assumidos pelas autoridades desde há pelo menos uma década", e permite "encarar de forma mais sustentada os desafios da actual fase de transição para a esperada idade do petróleo".
Para as autoridades são-tomenses, o perdão permite libertar verbas para investimentos internos necessários a desenvolver a pequena economia do arquipélago, avaliada em 142 milhões de dólares.
Fortemente vocacionada para a produção de cacau e para o comércio, a economia são-tomense tem vindo acelerar continuamente o seu crescimento até aos sete por cento de 2006, mas no ano passado o ritmo abrandou para os seis por cento.
No índice de desenvolvimento das Nações Unidas, São Tomé figura na 123ª posição, entre 177 países, com uma esperança média de vida de 64,9 anos e uma taxa de alfabetização de 84,9 por cento.
Segundo o estudo "O Impacto dos Choques de Preços de Alimentação e Combustíveis nas Balanças de Pagamentos dos Países Africanos de Baixos Rendimentos", publicado este mês pelo Departamento Africano do FMI, a actual conjuntura inflacionista das matérias-primas afecta as contas de São Tomé no equivalente a 2,2 por cento do PIB e 8,9 por cento das reservas externas.
Em 2007, a inflação rondava os 18,6 por cento, ainda assim mais baixa do que os 23,1 por cento registados no ano anterior ou os 19,8 por cento de 2005.
Para manter a tendência de descida do índice de preços ao consumidor, as instituições financeiras de apoio ao desenvolvimento têm apelado à contenção dos gastos públicos, principalmente aos assumidos em função da expectativa de que o país se torne dentro de poucos anos um produtor petrolífero.
Num relatório divulgado recentemente em Washington, o FMI recomendou uma actualização do programa de redução da pobreza no arquipélago e uma "revisão cuidadosa" das perspectivas para o petróleo, porque "os trabalhos exploratórios não confirmaram até agora a existência de reservas comercialmente utilizáveis".
São Tomé era dos Estados africanos mais endividados, mas a sua situação ficou consideravelmente mais desafogada em 2007, depois de o Clube de Paris, que reúne 19 países credores, ter anulado quase 24 milhões de dólares de dívida, comprometendo-se a negociar o perdão dos restantes 13 por cento em contactos bilaterais.
Em 2006, a dívida externa equivalia a 293 por cento do PIB; no ano seguinte apenas a 74,6 por cento.
Tratou-se, refere o Banco de Portugal no relatório "Evolução das Economias dos PALOP e Timor-Leste (2006/2007)", de um "acontecimento de crucial importância, por se tratar da concretização de um dos principais objectivos da política económica assumidos pelas autoridades desde há pelo menos uma década", e permite "encarar de forma mais sustentada os desafios da actual fase de transição para a esperada idade do petróleo".
Para as autoridades são-tomenses, o perdão permite libertar verbas para investimentos internos necessários a desenvolver a pequena economia do arquipélago, avaliada em 142 milhões de dólares.
Fortemente vocacionada para a produção de cacau e para o comércio, a economia são-tomense tem vindo acelerar continuamente o seu crescimento até aos sete por cento de 2006, mas no ano passado o ritmo abrandou para os seis por cento.
No índice de desenvolvimento das Nações Unidas, São Tomé figura na 123ª posição, entre 177 países, com uma esperança média de vida de 64,9 anos e uma taxa de alfabetização de 84,9 por cento.
Prémio Camões atribuído a João Ubaldo Ribeiro
26.07.2008 - 18h40 PÚBLICO
O escritor brasileiro João Ubaldo Ribeiro foi o eleito pelo júri da 20ª edição do Prémio Camões, o mais importante galardão atribuído a autores de língua portuguesa.
Autor de romances como “Sargento Getúlio”, “Viva o Povo Brasileiro" ou o mais recente “A Casa dos Budas Ditosos”, Ubaldo Ribeiro estendeu a sua produção literária aos contos infantis, ensaio, traduções e adaptações para cinema e televisão, a que se juntam as crónicas na imprensa brasileira.
O presidente do júri Ruy Espinheira Filho justificou a atribuição do galardão com "alto nível da obra literária" do escritor baiano, "especialmente densa das culturas portuguesa, africanas e dos habitantes originais do Brasil".
Espinheira Filho explicou que, sem trair "o espírito" do prémio, o júri da 20 ª edição "decidiu que centraria a sua discussão em escritores brasileiros". "Esses é que foram trazidos para análise no concurso de hoje", adiantou o jornalista e escritor, sem revelar os outros nomes da lista.
"Não foi fácil a decisão. Todos os candidatos discutidos eram à altura do prémio", reconheceu, sublinhando, porém, que João Ubaldo Ribeiro foi escolhido com uma "maioria significativa".
Instituído pelos governos português e brasileiro em 1988, o Prémio Camões distingue, anualmente, um autor que, pelo conjunto da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua portuguesa.
Miguel Torga foi o primeiro autor distinguido, em 1989, e desde então o galardão foi atribuído a nove portugueses - Lobo Antunes foi o vencedor da última edição - oito brasileiros, dois angolanos e um moçambicano.
Jornalismo, romances e adaptações no currículo
Nascido em 1941 na Ilha de Itaparica, Baía, e depois de uma infância marcada pelos estudos literários orientados pelo pai, João Ubaldo Ribeiro estreia-se aos 16 anos como jornalista no “Jornal da Baía”, ainda antes de ingressar no curso de Direito, licenciando-se numa profissão que nunca chegará a exercer.
Na universidade, toma parte nos movimentos literários estudantis, mas só em 1963 escreve o seu primeiro romance “Setembro não Faz Sentido” (já depois de ter assinado vários contos), livro que será editado dois anos depois, com o patrocínio de Jorge Amado. Seguem-se “Sargento Getúlio” (1971), obra que lhe valerá a atenção da crítica e que viria a ser editado nos EUA oito anos depois.
Em 1984, já depois de uma residência literária em Lisboa, graças a uma bolsa concedida pela Gulbenkian, Ubaldo Ribeiro publica o romance “Viva o povo brasileiro”, passado na ilha natal de Itaparica e através do qual desfia quatro séculos da história do Brasil.
No final da década, estreia “O Sorriso do Lagarto”, que como várias das suas obras é adaptada nos anos seguintes para formato televisivo ("Sargento Getúlio" chega mesmo ao cinema, em 1983, numa realização de Hermano Penna).
Em 1996, foi responsável pela adaptação para o cinema do romance de Jorge Amado "Tieta do Agreste", e três anos depois publica “A Casa dos Budas Ditosos”, que obtém enorme sucesso de vendas e é rapidamente traduzido para várias línguas. Em Portugal, a polémica instala-se depois de duas cadeias de supermercados terem decidido proibir a venda do livro nos seus espaços, dado o seu conteúdo erótico, incidente que acabou por contribuir para o aumento das vendas do romance.
O escritor brasileiro João Ubaldo Ribeiro foi o eleito pelo júri da 20ª edição do Prémio Camões, o mais importante galardão atribuído a autores de língua portuguesa.
Autor de romances como “Sargento Getúlio”, “Viva o Povo Brasileiro" ou o mais recente “A Casa dos Budas Ditosos”, Ubaldo Ribeiro estendeu a sua produção literária aos contos infantis, ensaio, traduções e adaptações para cinema e televisão, a que se juntam as crónicas na imprensa brasileira.
O presidente do júri Ruy Espinheira Filho justificou a atribuição do galardão com "alto nível da obra literária" do escritor baiano, "especialmente densa das culturas portuguesa, africanas e dos habitantes originais do Brasil".
Espinheira Filho explicou que, sem trair "o espírito" do prémio, o júri da 20 ª edição "decidiu que centraria a sua discussão em escritores brasileiros". "Esses é que foram trazidos para análise no concurso de hoje", adiantou o jornalista e escritor, sem revelar os outros nomes da lista.
"Não foi fácil a decisão. Todos os candidatos discutidos eram à altura do prémio", reconheceu, sublinhando, porém, que João Ubaldo Ribeiro foi escolhido com uma "maioria significativa".
Instituído pelos governos português e brasileiro em 1988, o Prémio Camões distingue, anualmente, um autor que, pelo conjunto da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua portuguesa.
Miguel Torga foi o primeiro autor distinguido, em 1989, e desde então o galardão foi atribuído a nove portugueses - Lobo Antunes foi o vencedor da última edição - oito brasileiros, dois angolanos e um moçambicano.
Jornalismo, romances e adaptações no currículo
Nascido em 1941 na Ilha de Itaparica, Baía, e depois de uma infância marcada pelos estudos literários orientados pelo pai, João Ubaldo Ribeiro estreia-se aos 16 anos como jornalista no “Jornal da Baía”, ainda antes de ingressar no curso de Direito, licenciando-se numa profissão que nunca chegará a exercer.
Na universidade, toma parte nos movimentos literários estudantis, mas só em 1963 escreve o seu primeiro romance “Setembro não Faz Sentido” (já depois de ter assinado vários contos), livro que será editado dois anos depois, com o patrocínio de Jorge Amado. Seguem-se “Sargento Getúlio” (1971), obra que lhe valerá a atenção da crítica e que viria a ser editado nos EUA oito anos depois.
Em 1984, já depois de uma residência literária em Lisboa, graças a uma bolsa concedida pela Gulbenkian, Ubaldo Ribeiro publica o romance “Viva o povo brasileiro”, passado na ilha natal de Itaparica e através do qual desfia quatro séculos da história do Brasil.
No final da década, estreia “O Sorriso do Lagarto”, que como várias das suas obras é adaptada nos anos seguintes para formato televisivo ("Sargento Getúlio" chega mesmo ao cinema, em 1983, numa realização de Hermano Penna).
Em 1996, foi responsável pela adaptação para o cinema do romance de Jorge Amado "Tieta do Agreste", e três anos depois publica “A Casa dos Budas Ditosos”, que obtém enorme sucesso de vendas e é rapidamente traduzido para várias línguas. Em Portugal, a polémica instala-se depois de duas cadeias de supermercados terem decidido proibir a venda do livro nos seus espaços, dado o seu conteúdo erótico, incidente que acabou por contribuir para o aumento das vendas do romance.
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