O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, anuncia nesta segunda-feira os nomes que integrarão a sua equipe econômica. Obama revelará a lista durante uma entrevista coletiva à imprensa, em Chicago, mas os indicados para alguns cargos já foram revelados.
Timothy Geithner, de 47 anos, atual presidente do Banco Central de Nova Iorque, seria o futuro secretário do Tesouro. Lawrence Summers, de 53 anos, ex-secretário do Tesouro na administração Bill Clinton, deve ser nomeado para a direção do Conselho Econômico Nacional.
A equipe de Obama já estaria elaborando um plano econômico para lutar contra crise financeira nos Estados Unidos. Fontes do partido democrata falam em um pacote de, no mínimo, 175 bilhões de dólares. Para estimular a economia, o futuro presidente também estuda a possibilidade de adiar o cumprimento de uma de suas principais promessas de campanha: cortar beneficios tributários para os mais ricos.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Crise interna no MDFM-PL, provoca o afastamento definitivo do tenente-coronel Victor Monteiro membro da comissão política do partido
Militante activo, que deu provas disso mesmo na luta política do MDFM-PL no ano 2006, para conquista do poder em coligação com o PCD, o tenente-coronel Victor Monteiro que é também assessor do Presidente da República para questões de defesa, anunciou a sua demissão do MDFM-PL numa carta enviada ao partido antes da realização do conselho nacional especial do último fim-de-semana que dissolveu a anterior direcção. Segundo o militante e membro da comissão política o MDFM-PL, as situações de extrema desonestidade, de hipocrisia e falta de lealdade que vem testemunhando entre os membros da estrutura superior do partido, acabaram por lhe indicar a porta de saída.
A retirada do tenente-coronel Victor Monteiro das estruturas do MDFM-PL, pode ser o início da debandada, que se poderá verificar na força política de inspiração do Presidente da República, se os líderes não controlarem a tendência conflituosa reinante no seio do partido.
Após a dissolução no último fim-de-semana da liderança do partido saída do congresso extraordinário, mais pessoas poderão abandonar o barco, disse ao Téla Nón, uma dos membros da comissão política que tomou parte na reunião do último fim-de-semana.
Victor Monteiro que foi o primeiro a saltar para fora antes da dissolução da liderança, justifica sua decisão com a desonestidade, hipocrisia, e falta de lealdade que alegadamente terá tomado conta do partido. O ainda assessor do Presidente da República para questões de defesa, diz na carta que o Téla Nón publica abaixo, que pela forma como o comboio liberal está a andar «não quer ser cúmplice de eventuais momentos inglórios que o partido possa vir a conhecer», alusão clara aos desafios eleitorais que se avizinham, enquanto os recursos políticos do MDFM-PL são esgotados para tentar sanear as crises internas.
Abel Veiga
A retirada do tenente-coronel Victor Monteiro das estruturas do MDFM-PL, pode ser o início da debandada, que se poderá verificar na força política de inspiração do Presidente da República, se os líderes não controlarem a tendência conflituosa reinante no seio do partido.
Após a dissolução no último fim-de-semana da liderança do partido saída do congresso extraordinário, mais pessoas poderão abandonar o barco, disse ao Téla Nón, uma dos membros da comissão política que tomou parte na reunião do último fim-de-semana.
Victor Monteiro que foi o primeiro a saltar para fora antes da dissolução da liderança, justifica sua decisão com a desonestidade, hipocrisia, e falta de lealdade que alegadamente terá tomado conta do partido. O ainda assessor do Presidente da República para questões de defesa, diz na carta que o Téla Nón publica abaixo, que pela forma como o comboio liberal está a andar «não quer ser cúmplice de eventuais momentos inglórios que o partido possa vir a conhecer», alusão clara aos desafios eleitorais que se avizinham, enquanto os recursos políticos do MDFM-PL são esgotados para tentar sanear as crises internas.
Abel Veiga
João Costa Alegre, Eugénio Tiny, e Frederico Ferreira dirigem interinamente o MDFM-PL até ao congresso extraordinário previsto para o início do próxim
A liderança do MDFM-Pl que nasceu do congresso extraordinário de Setembro último sob a presidência de Manuel de Deus Lima, foi dissolvida no último fim-de-semana, numa reunião especial do conselho nacional do MDFM-PL, realizada na quinta da Favorita. O antigo secretário-geral do partido João Costa Alegre, assim como o Presidente Interino da Assembleia Nacional, Eugénio Tiny, foram escolhidos para assumir a gestão interina da força política até a realização de mais um congresso extraordinário. Frederico Ferreira é outro membro da comissão de gestão criada sob os auspícios do Presidente da República.
A decisão do conselho nacional especial do MDFM-PL, que teve lugar na quinta privada do Chefe de Estado Fradique de Menezes, Presidente Honorário, da força política que integra o governo de coligação, em dissolver a liderança que foi eleita no congresso extraordinário de Setembro, não está a ser pacífica.
Pelo que o Téla Nón apurou alguns membros do partido estão a questionar a legalidade do acto. Manuel de Deus Lima, vulgo Minho foi eleito Presidente do partido em congresso, assim como o seu adversário político, o secretário-geral Agostinho Rita. Fonte do partido disse que alguns militantes não estão a entender como é que a legitimidade ganha em congresso pelo voto dos militantes, pode ser posta em causa ou dissolvida por um conselho nacional.
Certo porém é que a liderança de Manuel de Deus Lima, terminou no último sábado. Sob a orientação do Chefe de Estado são-tomense e criador do partido Fradique de Menezes, foi criada uma comissão para gerir o MDFM-PL até a realização do congresso extraordinário.
João Costa Alegre, considerado pela fonte do Téla Nón como um dos estrategas da actual crise no seio do MDFM-PL, foi escolhido para integrar a comissão de gestão. Antes do congresso de Setembro João Costa Alegre era secretário-geral adjunto do MDFM-PL. Eugénio Tiny actual presidente interino da Assembleia Nacional, também identificado como um dos homens que mais trabalhou nos bastidores para derrubar a liderança de Manuel de Deus Lima, é outro membro da comissão, assim como Frederico Ferreira deputado do MDFM-PL, que exercia as funções de secretário-geral adjunto no já defunta presidência de Manuel de Deus Lima.
Na ala que preparou a queda de Minho (Manuel de Deus Lima), destaca-se pelo menos um membro do partido que é ministro do governo de Rafael Branco, explicou a fonte do Téla Nón sem no entanto citar o nome do ministro que muito trabalhou nos bastidores, até a vitória final conseguida no último sábado na quinta privada da Favorita.
Espera-se que o congresso extraordinário previsto para início de 2009, tire o MDFM-PL da crise interna que se agudizou nos últimos meses.
A decisão do conselho nacional especial do MDFM-PL, que teve lugar na quinta privada do Chefe de Estado Fradique de Menezes, Presidente Honorário, da força política que integra o governo de coligação, em dissolver a liderança que foi eleita no congresso extraordinário de Setembro, não está a ser pacífica.
Pelo que o Téla Nón apurou alguns membros do partido estão a questionar a legalidade do acto. Manuel de Deus Lima, vulgo Minho foi eleito Presidente do partido em congresso, assim como o seu adversário político, o secretário-geral Agostinho Rita. Fonte do partido disse que alguns militantes não estão a entender como é que a legitimidade ganha em congresso pelo voto dos militantes, pode ser posta em causa ou dissolvida por um conselho nacional.
Certo porém é que a liderança de Manuel de Deus Lima, terminou no último sábado. Sob a orientação do Chefe de Estado são-tomense e criador do partido Fradique de Menezes, foi criada uma comissão para gerir o MDFM-PL até a realização do congresso extraordinário.
João Costa Alegre, considerado pela fonte do Téla Nón como um dos estrategas da actual crise no seio do MDFM-PL, foi escolhido para integrar a comissão de gestão. Antes do congresso de Setembro João Costa Alegre era secretário-geral adjunto do MDFM-PL. Eugénio Tiny actual presidente interino da Assembleia Nacional, também identificado como um dos homens que mais trabalhou nos bastidores para derrubar a liderança de Manuel de Deus Lima, é outro membro da comissão, assim como Frederico Ferreira deputado do MDFM-PL, que exercia as funções de secretário-geral adjunto no já defunta presidência de Manuel de Deus Lima.
Na ala que preparou a queda de Minho (Manuel de Deus Lima), destaca-se pelo menos um membro do partido que é ministro do governo de Rafael Branco, explicou a fonte do Téla Nón sem no entanto citar o nome do ministro que muito trabalhou nos bastidores, até a vitória final conseguida no último sábado na quinta privada da Favorita.
Espera-se que o congresso extraordinário previsto para início de 2009, tire o MDFM-PL da crise interna que se agudizou nos últimos meses.
Venezuela: Chávez vence em 17 estados mas perde Caracas
Caracas – O presidente venezuelano Hugo Chaves mostrou-se satisfeito com os resultados das eleições regionais deste domingo reiterando que na Venezuela «existe um sistema democrático.»
Chávez qualificou os resultados obtidos pelos candidatos do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) como uma «grande vitória» uma vez que venceram em 17 dos 22 estados, contra três vitórias da oposição. Entre estas três vitórias, que correspondem aos estados mais populosos, encontra-se o segundo posto mais importante do país a seguir à presidência, a Câmara de Caracas, sendo que, há ainda dois estados sem vencedores definidos.
O presidente venezuelano felicitou os vencedores da oposição reconhecendo a sua vitória, afirmando que na Venezuela «há um sistema democrático» e que «se respeita a decisão do povo.» Chávez acrescentou ainda que esta vitória o impulsiona a seguir com o projecto de estabelecer o socialismo na Venezuela.
Destaca-se a elevada participação eleitoral destas eleições que, segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), atingiu 65,45 por cento do total de 17 milhões de eleitores. As longas filas para aceder às urnas durante todo o domingo obrigaram alguns centros de votação a permanecer abertos até às 22 horas pois segundo a legislação venezuelana as urnas não podem ser fechadas enquanto houver eleitores na fila de votação.
Chávez qualificou os resultados obtidos pelos candidatos do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) como uma «grande vitória» uma vez que venceram em 17 dos 22 estados, contra três vitórias da oposição. Entre estas três vitórias, que correspondem aos estados mais populosos, encontra-se o segundo posto mais importante do país a seguir à presidência, a Câmara de Caracas, sendo que, há ainda dois estados sem vencedores definidos.
O presidente venezuelano felicitou os vencedores da oposição reconhecendo a sua vitória, afirmando que na Venezuela «há um sistema democrático» e que «se respeita a decisão do povo.» Chávez acrescentou ainda que esta vitória o impulsiona a seguir com o projecto de estabelecer o socialismo na Venezuela.
Destaca-se a elevada participação eleitoral destas eleições que, segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), atingiu 65,45 por cento do total de 17 milhões de eleitores. As longas filas para aceder às urnas durante todo o domingo obrigaram alguns centros de votação a permanecer abertos até às 22 horas pois segundo a legislação venezuelana as urnas não podem ser fechadas enquanto houver eleitores na fila de votação.
Conferência internacional sobre petróleo arranca em São Tomé e Príncipe
São Tomé - A primeira conferência internacional sobre petróleo na zona de exploração conjunta entre São Tomé e Príncipe e a Nigéria começou esta quinta-feira na capital são-tomense. Envolver o empresariado nacional nos negócios petrolíferos é o principal objectivo do evento de dois dias.
Inaugurado pela primeira-ministra são-tomense, Maria das Neves, o encontro conta com a presença de aproximadamente 200 participantes, na sua maioria vindos da Nigéria. Algumas empresas nigerianas aproveitam a ocasião para expor as suas experiências como prestadoras de serviços para as grandes companhias internacionais.
No seu discurso de abertura, Maria das Neves considerou «urgente» a adopção de medidas, entre as quais a criação de estruturas que garantam uma gestão de regulação adequada do sector, antes da chegada dos recursos do petróleo.
A chefe do Governo são-tomense considera também necessário modernizar as estruturas da administração pública, por forma a responder às exigências da indústria, defendendo, por isso, a concepção de planos e programas para uma utilização judiciosa dos recursos petrolíferos.
Inaugurado pela primeira-ministra são-tomense, Maria das Neves, o encontro conta com a presença de aproximadamente 200 participantes, na sua maioria vindos da Nigéria. Algumas empresas nigerianas aproveitam a ocasião para expor as suas experiências como prestadoras de serviços para as grandes companhias internacionais.
No seu discurso de abertura, Maria das Neves considerou «urgente» a adopção de medidas, entre as quais a criação de estruturas que garantam uma gestão de regulação adequada do sector, antes da chegada dos recursos do petróleo.
A chefe do Governo são-tomense considera também necessário modernizar as estruturas da administração pública, por forma a responder às exigências da indústria, defendendo, por isso, a concepção de planos e programas para uma utilização judiciosa dos recursos petrolíferos.
São Tomé e Príncipe: Sindicato protesta contra decisão do Banco Mundial
São Tomé - O sindicato da função pública santomense, Aurélio Silva, ameaçou o Banco Mundial com uma manifestação caso este mantenha a posição contra o aumento salarial inscrito no projecto de Orçamento de Estado para 2009.
O Banco Mundial (BM) considerou exagerado o aumento salarial projectado para o Orçamento de Estado do próximo ano e por isso sugeriu que este fosse revisto, contestando o facto de as despesas com o pessoal estarem a prejudicar o investimento em áreas prioritárias em São Tomé e Príncipe. O sindicato alerta para a hipótese de convocar uma greve no caso de forçarem o governo a baixar o aumento salarial programado para 2009.
O aumento de 20 por cento que está projectado seria, segundo Aurélio Silva, suportado com as verbas resultantes da venda da empresa Enco à petrolífera estatal angolana Sonangol, venda essa que permitiu acumular 22 milhões de dólares no cofre dos Estado. A delegação do Fundo Monetário Internacional (FMI) em São Tomé (com o intuito de avaliar a situação macroeconómica do país) considera pelo contrário, que é necessário encontrar formas internas de suportar as despesas.
Mais de 80 por cento do Orçamento de Estado santomense é financiado pelos parceiros internacionais, entre os quais, o BM, que já garantiu para o próximo Orçamento de Estado a quantia de quatro milhões de dólares e Taiwan, que financia todos os anos o estado com cerca de 15 milhões de dólares.
Num país onde a produção é praticamente nula e a taxa de inflação é de 27,7 por cento (em 2007) a opinião do chefe da missão do FMI, Jian-Yewang é de que o governo precisa de adoptar uma política que defina a inflação de uma forma sustentada, de melhorar a gestão das reservas em divisa e também melhorar o rendimento interno
O Banco Mundial (BM) considerou exagerado o aumento salarial projectado para o Orçamento de Estado do próximo ano e por isso sugeriu que este fosse revisto, contestando o facto de as despesas com o pessoal estarem a prejudicar o investimento em áreas prioritárias em São Tomé e Príncipe. O sindicato alerta para a hipótese de convocar uma greve no caso de forçarem o governo a baixar o aumento salarial programado para 2009.
O aumento de 20 por cento que está projectado seria, segundo Aurélio Silva, suportado com as verbas resultantes da venda da empresa Enco à petrolífera estatal angolana Sonangol, venda essa que permitiu acumular 22 milhões de dólares no cofre dos Estado. A delegação do Fundo Monetário Internacional (FMI) em São Tomé (com o intuito de avaliar a situação macroeconómica do país) considera pelo contrário, que é necessário encontrar formas internas de suportar as despesas.
Mais de 80 por cento do Orçamento de Estado santomense é financiado pelos parceiros internacionais, entre os quais, o BM, que já garantiu para o próximo Orçamento de Estado a quantia de quatro milhões de dólares e Taiwan, que financia todos os anos o estado com cerca de 15 milhões de dólares.
Num país onde a produção é praticamente nula e a taxa de inflação é de 27,7 por cento (em 2007) a opinião do chefe da missão do FMI, Jian-Yewang é de que o governo precisa de adoptar uma política que defina a inflação de uma forma sustentada, de melhorar a gestão das reservas em divisa e também melhorar o rendimento interno
sábado, 4 de outubro de 2008
João Viegas quer levar iluminação
A Câmara Distrital de Água Grande pretende levar iluminação a diversos bairros e zonas sob a sua tutela à semelhança da iluminação pública, que hoje é uma realidade, em Óque-del-Rei e Água Marçal, inaugurada em finais de Agosto passado.
Segundo João Viegas, Presidente da Câmara de Água Grande, esse projecto em carteira visa levar a iluminação pública a S.João da Vargem, Atrás do Cemitério, Mato Quichibá, Ponta-Mina, Atrás da Cadeia, Água Porca, incluindo Blúblú. “A medida que formos conseguindo verbas – defende João Viegas – vamos materializando essa intenção que, para nós, é satisfazer aquilo que consideramos um bem básico da população”.
Com os bairros iluminados, permite dar maior segurança nocturna às pessoas que circulam nessas zonas, conforme defende o Presidente da maior câmara em termos populacionais.
Para João Viegas, a sua actual preocupação não está somente concentrada nos projectos de iluminação, como também está virada para a construção de chafarizes e latrinas noutras zonas circunscritas à Água Grande. Tudo isso no quadro de outro projecto virado para o saneamento do meio, incluindo a recuperação de alguns jardins da cidade de SãoTomé.
A recuperação do Jardim do Parque Secreta com apoio de Câmaras de Portugal está na agenda de forma a levar diversão às crianças nos recreios escolares e nos fins-de-semana. Ou seja, a Câmara pretende colocar no local, vários objectos de brincadeiras e de passatempo para as crianças.
Segundo João Viegas, Presidente da Câmara de Água Grande, esse projecto em carteira visa levar a iluminação pública a S.João da Vargem, Atrás do Cemitério, Mato Quichibá, Ponta-Mina, Atrás da Cadeia, Água Porca, incluindo Blúblú. “A medida que formos conseguindo verbas – defende João Viegas – vamos materializando essa intenção que, para nós, é satisfazer aquilo que consideramos um bem básico da população”.
Com os bairros iluminados, permite dar maior segurança nocturna às pessoas que circulam nessas zonas, conforme defende o Presidente da maior câmara em termos populacionais.
Para João Viegas, a sua actual preocupação não está somente concentrada nos projectos de iluminação, como também está virada para a construção de chafarizes e latrinas noutras zonas circunscritas à Água Grande. Tudo isso no quadro de outro projecto virado para o saneamento do meio, incluindo a recuperação de alguns jardins da cidade de SãoTomé.
A recuperação do Jardim do Parque Secreta com apoio de Câmaras de Portugal está na agenda de forma a levar diversão às crianças nos recreios escolares e nos fins-de-semana. Ou seja, a Câmara pretende colocar no local, vários objectos de brincadeiras e de passatempo para as crianças.
Portugal Telecom garante transmissão em directo
A Portugal Telecom e o Sport Lisboa e Benfica vão oferecer a transmissão em directo do jogo da segunda mão da primeira eliminatória da taça UEFA – Benfica versus Nápoles, às televisões nacionais de Angola, Cabo Verde, Moçambique e S. Tomé e Príncipe, segundo um comunicado de imprensa distribuído pela Companhia Santomense de Telecomunicações – CST.
Sensíveis ao facto de o futebol português, nomeadamente o Benfica, ser um tema de grande relevância nos palop’s e ai continuar a despertar grandes paixões, e numa acção sem precedentes, a Portugal Telecom e o Sport Lisboa e Benfica vão proporcionar em simultâneo a emissão especial da Benfica TV.
Inclui também o jogo Benfica vs. Nápoles, ao mesmo tempo que é exibida em Portugal. E todos poderão também assistir em directo, no dia 2 de Outubro ao jogo Benfica vs. Nápoles. Esta emissão abrange um universo de 44 milhões de falantes de língua portuguesa.
Esta transmissão é mais um exemplo de que a estratégia internacional da Portugal Telecom, na qual África desempenha um papel fundamental, é marcada não só pelo crescimento e criação de valor para as operações onde participa, mas também pelo envolvimento com a comunidade dos países onde actua. Refira-se que a Portugal Telecom tem participações em operações de telecomunicações em Angola, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
A TPA (Televisão Pública de Angola), a RTC (Rádio Televisão de Cabo Verde), a TVM (Televisão de Moçambique), a Soico TV (Moçambique), a TIM (Moçambique) e a TVS (Televisão de São Tomé), são as televisões nacionais que vão transmitir no dia 2 de Outubro, às 20:15 (hora Lisboa), esta eliminatória da taça UEFA.
Esta estratégia de envolvimento esteve também presente durante a deslocação do Sport Lisboa e Benfica, clube patrocinado pela Portugal Telecom, a Cabo Verde e Angola. Nesta deslocação foram utilizados os logótipos da CV Móvel e Unitel, empresas em que a PT detém uma participação, nos equipamentos dos encarnados.
Em Portugal este jogo vai ser transmitido gratuitamente e em exclusivo para todos os clientes Meo (IPTV e Satélite). Trata-se de uma emissão especial da futura Benfica TV, cujo lançamento está previsto, em exclusivo no Meo, durante o último trimestre deste ano. O Meo, lançado em Abril deste ano, já conta com mais de 200 mil clientes e disponibiliza a maior gama de canais de desporto: Sport TV1, Sport TV 2, Sport TV 3, Eurosport, Eurosport 2, Eurosportnews, Eurosport HD, PFC, ESPN Classic, NASN, canais TV dos cinco maiores clubes europeus (Chelsea FC, FC Barcelona, Inter de Milão, Manchester United e Real Madrid), Benfica TV, AB moteurs, Motors TV e Sailing.
Estratégia de crescimento da PT passa por África
A estratégia internacional da Portugal Telecom, na qual África desempenha um papel fundamental, é ambiciosa e marcada não só pelo crescimento, mas também pela qualidade de execução e criação de valor para as operações participadas.
As telecomunicações nesta região estão em desenvolvimento acelerado, com os mercados a amadurecerem rapidamente e onde apesar de uma crescente consolidação, existem ainda oportunidades por explorar.
A Portugal Telecom possui uma posição consolidada no mercado africano, com presença em 9 países (Cabo Verde, Angola, Moçambique, Botswana, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau, Namíbia, Marrocos e Quénia).
Sensíveis ao facto de o futebol português, nomeadamente o Benfica, ser um tema de grande relevância nos palop’s e ai continuar a despertar grandes paixões, e numa acção sem precedentes, a Portugal Telecom e o Sport Lisboa e Benfica vão proporcionar em simultâneo a emissão especial da Benfica TV.
Inclui também o jogo Benfica vs. Nápoles, ao mesmo tempo que é exibida em Portugal. E todos poderão também assistir em directo, no dia 2 de Outubro ao jogo Benfica vs. Nápoles. Esta emissão abrange um universo de 44 milhões de falantes de língua portuguesa.
Esta transmissão é mais um exemplo de que a estratégia internacional da Portugal Telecom, na qual África desempenha um papel fundamental, é marcada não só pelo crescimento e criação de valor para as operações onde participa, mas também pelo envolvimento com a comunidade dos países onde actua. Refira-se que a Portugal Telecom tem participações em operações de telecomunicações em Angola, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
A TPA (Televisão Pública de Angola), a RTC (Rádio Televisão de Cabo Verde), a TVM (Televisão de Moçambique), a Soico TV (Moçambique), a TIM (Moçambique) e a TVS (Televisão de São Tomé), são as televisões nacionais que vão transmitir no dia 2 de Outubro, às 20:15 (hora Lisboa), esta eliminatória da taça UEFA.
Esta estratégia de envolvimento esteve também presente durante a deslocação do Sport Lisboa e Benfica, clube patrocinado pela Portugal Telecom, a Cabo Verde e Angola. Nesta deslocação foram utilizados os logótipos da CV Móvel e Unitel, empresas em que a PT detém uma participação, nos equipamentos dos encarnados.
Em Portugal este jogo vai ser transmitido gratuitamente e em exclusivo para todos os clientes Meo (IPTV e Satélite). Trata-se de uma emissão especial da futura Benfica TV, cujo lançamento está previsto, em exclusivo no Meo, durante o último trimestre deste ano. O Meo, lançado em Abril deste ano, já conta com mais de 200 mil clientes e disponibiliza a maior gama de canais de desporto: Sport TV1, Sport TV 2, Sport TV 3, Eurosport, Eurosport 2, Eurosportnews, Eurosport HD, PFC, ESPN Classic, NASN, canais TV dos cinco maiores clubes europeus (Chelsea FC, FC Barcelona, Inter de Milão, Manchester United e Real Madrid), Benfica TV, AB moteurs, Motors TV e Sailing.
Estratégia de crescimento da PT passa por África
A estratégia internacional da Portugal Telecom, na qual África desempenha um papel fundamental, é ambiciosa e marcada não só pelo crescimento, mas também pela qualidade de execução e criação de valor para as operações participadas.
As telecomunicações nesta região estão em desenvolvimento acelerado, com os mercados a amadurecerem rapidamente e onde apesar de uma crescente consolidação, existem ainda oportunidades por explorar.
A Portugal Telecom possui uma posição consolidada no mercado africano, com presença em 9 países (Cabo Verde, Angola, Moçambique, Botswana, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau, Namíbia, Marrocos e Quénia).
Portugal já deu “luz verde” à sua embaixada em STP
Do “mau tempo” na embaixada lusa, que impede os estudantes são-tomenses seguirem para Portugal, chega a bonança. Fonte digna de crédito do Palácio do Governo garantiu na tarde de ontem a “O Parvo” que as autoridades portuguesas já deram “luz verde” à embaixada portuguesa em SãoTomé e Príncipe para dar vistos aos jovens estudantes bolseiros entrarem em Portugal, onde irão continuar os seus estudos em diversas escolas e universidades portuguesas.
Fonte da embaixada confirma isso mesmo, avançando que antes o Ministério são-tomense dos Negócios Estrangeiros e a Embaixada irão tornar público, ainda hoje, um comunicado conjunto, anunciando uma solução encontrada para o problema. Feito isto, espera-se que tudo ficará normalizado e, quem sabe, hoje mesmo, a embaixada poderá começar a dar vistos àqueles estudantes para que possam começar a viajar já na próxima semana.
Foi positiva a luta dos estudantes e, ao reboque, valeu a pena a pronta mediação do governo são-tomense, impedindo que o assunto não atiçasse amarguras nas relações diplomáticas entre SãoTomé e Príncipe e Portugal.
A polémica de vistos que a embaixada portuguesa negava aos estudantes começou a atingir outros contornos no dia 28 de Setembro, quando mais de duas dezenas de estudantes fizeram vigília em frente à embaixada. Tudo por razões inexplicáveis, os 25 estudantes com bolsas cedidas pela Câmara Municipal de Maia, no quadro do acordo de geminação com a sua congénere de Água Grande, viam-se impedidos de viajar porque a embaixada lhes negava visto.
O número de estudantes nesta situação ultrapassa duas centenas e toda a polémica de vistos está relacionada com a política de idade, estando a embaixada a aceitar estudantes que tenham idade até 21 anos. Uma polémica que não vai ter fim à vista se as autoridades são-tomenses e lusas não estabelecerem uma política mais flexível, de ajuda e de solidariedade na área de formação de quadros.
Fonte da embaixada confirma isso mesmo, avançando que antes o Ministério são-tomense dos Negócios Estrangeiros e a Embaixada irão tornar público, ainda hoje, um comunicado conjunto, anunciando uma solução encontrada para o problema. Feito isto, espera-se que tudo ficará normalizado e, quem sabe, hoje mesmo, a embaixada poderá começar a dar vistos àqueles estudantes para que possam começar a viajar já na próxima semana.
Foi positiva a luta dos estudantes e, ao reboque, valeu a pena a pronta mediação do governo são-tomense, impedindo que o assunto não atiçasse amarguras nas relações diplomáticas entre SãoTomé e Príncipe e Portugal.
A polémica de vistos que a embaixada portuguesa negava aos estudantes começou a atingir outros contornos no dia 28 de Setembro, quando mais de duas dezenas de estudantes fizeram vigília em frente à embaixada. Tudo por razões inexplicáveis, os 25 estudantes com bolsas cedidas pela Câmara Municipal de Maia, no quadro do acordo de geminação com a sua congénere de Água Grande, viam-se impedidos de viajar porque a embaixada lhes negava visto.
O número de estudantes nesta situação ultrapassa duas centenas e toda a polémica de vistos está relacionada com a política de idade, estando a embaixada a aceitar estudantes que tenham idade até 21 anos. Uma polémica que não vai ter fim à vista se as autoridades são-tomenses e lusas não estabelecerem uma política mais flexível, de ajuda e de solidariedade na área de formação de quadros.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Situação energética na actualidade governativa
O governo está a prepara-se para rever todos os acordos com parceiros privados do sector energético do país para o seu devido enquadramento legal. Esta é uma das medidas do Conselho de Ministros da última semana de Agosto findo que, da mesma forma, decidiu dissolveu o Conselho de Administração da única Empresa de Água e Energia, EMAE, no país, evocando medida de “reestruturação e saneamento” no sector.
Preocupado com a crónica crise energética, o governo diz que vai avançar com um plano de reestruturação do sector e “isso não significa que o actual Conselho de Administração seja o responsável pela crise de energia”. Trata-se de uma substituição que se “enquadra na reestruturação no saneamento que o governo vai fazer na empresa”, disse o porta-voz do Conselho de Ministros, Justino Veiga.
Sem avançar as datas concretas para a saída da actual administração da EMAE e o perfil dos futuros membros do Conselho de Administração, os próximos dias poderão ser de muita corrida aos “tachos”. Criação de uma equipa para elaborar os termos de referência de um plano director de energia para fazer vincar as medidas do governo, também faz parte dessa corrida.
A EMAE, já conheceu vários Conselhos de Administração. Nenhuma das administrações conseguiu introduzir melhorias necessárias no sector, enquanto a situação energética continua deficitária e, em contrapartida, a energia tem ficado mais cara para os consumidores. Aliás, o Conselho de Ministro reconheceu isso mesmo quando torna público dizendo que a situação energética deficitária não é da responsabilidade da Administração da Empresa.
A iluminação pública nalguns postes espalhados pela capital, disfarça-se no apagão já característico de várias zonas do país. Dia sim, dia não, é assim a distribuição de energia eléctrica aos serviços públicos, empresas e residências habitacionais dos são-tomenses.
Preocupado com a crónica crise energética, o governo diz que vai avançar com um plano de reestruturação do sector e “isso não significa que o actual Conselho de Administração seja o responsável pela crise de energia”. Trata-se de uma substituição que se “enquadra na reestruturação no saneamento que o governo vai fazer na empresa”, disse o porta-voz do Conselho de Ministros, Justino Veiga.
Sem avançar as datas concretas para a saída da actual administração da EMAE e o perfil dos futuros membros do Conselho de Administração, os próximos dias poderão ser de muita corrida aos “tachos”. Criação de uma equipa para elaborar os termos de referência de um plano director de energia para fazer vincar as medidas do governo, também faz parte dessa corrida.
A EMAE, já conheceu vários Conselhos de Administração. Nenhuma das administrações conseguiu introduzir melhorias necessárias no sector, enquanto a situação energética continua deficitária e, em contrapartida, a energia tem ficado mais cara para os consumidores. Aliás, o Conselho de Ministro reconheceu isso mesmo quando torna público dizendo que a situação energética deficitária não é da responsabilidade da Administração da Empresa.
A iluminação pública nalguns postes espalhados pela capital, disfarça-se no apagão já característico de várias zonas do país. Dia sim, dia não, é assim a distribuição de energia eléctrica aos serviços públicos, empresas e residências habitacionais dos são-tomenses.
Carlos Manuel Mendes (Kalú Mendes) é o vencedor do Prémio Gibela de Jornalismo 2008
Kalú Mendes, autor do trabalho jornalístico de reportagem televisiva sobre “Floresta – Paraíso Ameaçado”, venceu o Prémio Gibela de Jornalismo 2008, anunciado e entregue ao laureado no dia 8 de Setembro, Dia Internacional do Jornalista. Aurélio Martins, presidente do Grupo Gibela, foi quem procedeu a entrega do grande prémio de quatro mil dólares ao laureado, durante uma gala realizada, neste dia, no Palácio dos Congressos.
Com base no veredicto do júri, o Prémio Revelação de 2.500 dólares foi atribuído ao jornalista mais jovem participante no concurso que recaiu em Ramusel Alves de Carvalho da Graça com o trabalho “Escândalo no Futsal”, publicado na revista “O Parvo”. E Gerson Pedro de Freitas Soares arrecadou o Prémio de Imagem de 1.500 dólares sobre a reportagem televisiva na TVS intitulada “Desenvolvimento do Ecoturismo em Porto Alegre”.
Os jornalistas Óscar Orté de Almeida Medeiros e Hydy Wary Dias Vaz de Freitas foram contemplados com a Menção Honrosa, recebendo cada um, 500 dólares.
Óscar Medeiros concorreu com uma reportagem publicada na TVS, intitulada “SãoTomé e Príncipe na rota do ouro negro” e Hydy Wary Dias Vaz de Freitas com um trabalho publicado no “Correio da Semana” intitulado “Cinco famílias no ilhéu das Rolas resistem à indemnização”.
A este concurso de Prémio Jornalismo Gibela 2008, os 16 candidatos concorrentes são jornalistas da TVS, da RTP-África, do “Vitrina online”, da STP-Press e da revista “O Parvo” e do jornal “Correio da Semana”. Nenhum jornalista da Rádio Nacional concorreu aos prémios e, no universo de 16 participantes, só uma jornalista concorreu. E, por ser uma e única jornalista a participar, a equipa dos jurados decidiu propor à Direcção do Grupo Gibela que fosse atribuída uma Menção Especial à Amarilde Quaresma dos Santos que concorreu com uma reportagem sobre o “Dia da Rádio Nacional”.
Fizeram parte do júri, Barbosa Neto (presidente), Nelson Mendes (secretário), Juvenal Rodrigues, Ambrósio Quaresma, Filipe Gomes, Manuel Dende e Teobaldo Cabral, cuja pontuação foi de 1 a 10. A avaliação dos trabalhos obedeceu aos critérios de “Impacto do tema à sociedade são-tomense; Riqueza do conteúdo, tendo em conta a criatividade e o profissionalismo; Qualidade redactorial e uso correcto da língua portuguesa e Originalidade”.
O Prémio Jornalismo Gibela proclamado a oito de Setembro de 2007, por ocasião do Dia Internacional do Jornalista, visa contribuir a uma maior visibilidade à data e criar nos jornalistas o espírito pelo exercício de bom profissionalismo.
Conforme diz o preâmbulo do Regulamento dos prémios a Empresa Gibela “considera que os profissionais da comunicação social estatal e privada, podem desempenhar na informação, educação e formação dos cidadãos, produzindo trabalhos jornalísticos objectivos, isentos e imparciais, que reflictam as realidades e potencialidades do País nos diversos domínios da actividade humana”.
Dia Internacional do Jornalista
O dia 8 de Setembro é o dia internacional do jornalismo devido ao assassinato do jornalista checo, Julius Fucik, em 1943, no decorrer da II Guerra Mundial. Julius Fucik revelou-se, na altura, num acérrimo defensor da liberdade de imprensa e inspirava nos seus despachos a luta contra o fascismo e advogava ideais de independência dos povos oprimidos.
O seu carácter profissional lhe valeu em 1950 o prémio da paz, a título póstumo, outorgado pelo Conselho Mundial da Paz.
Em muitos países de inspiração democrática, essa data é assinalada todos os anos com algumas actividades ligadas à vida profissional dos jornalistas. E no caso de SãoTomé e Príncipe, a efeméride passou com uma gala em que o momento mais alto foi a entrega de prémios aos jornalistas vencedores do Prémio de Jornalismo Gibela 2008.
Com base no veredicto do júri, o Prémio Revelação de 2.500 dólares foi atribuído ao jornalista mais jovem participante no concurso que recaiu em Ramusel Alves de Carvalho da Graça com o trabalho “Escândalo no Futsal”, publicado na revista “O Parvo”. E Gerson Pedro de Freitas Soares arrecadou o Prémio de Imagem de 1.500 dólares sobre a reportagem televisiva na TVS intitulada “Desenvolvimento do Ecoturismo em Porto Alegre”.
Os jornalistas Óscar Orté de Almeida Medeiros e Hydy Wary Dias Vaz de Freitas foram contemplados com a Menção Honrosa, recebendo cada um, 500 dólares.
Óscar Medeiros concorreu com uma reportagem publicada na TVS, intitulada “SãoTomé e Príncipe na rota do ouro negro” e Hydy Wary Dias Vaz de Freitas com um trabalho publicado no “Correio da Semana” intitulado “Cinco famílias no ilhéu das Rolas resistem à indemnização”.
A este concurso de Prémio Jornalismo Gibela 2008, os 16 candidatos concorrentes são jornalistas da TVS, da RTP-África, do “Vitrina online”, da STP-Press e da revista “O Parvo” e do jornal “Correio da Semana”. Nenhum jornalista da Rádio Nacional concorreu aos prémios e, no universo de 16 participantes, só uma jornalista concorreu. E, por ser uma e única jornalista a participar, a equipa dos jurados decidiu propor à Direcção do Grupo Gibela que fosse atribuída uma Menção Especial à Amarilde Quaresma dos Santos que concorreu com uma reportagem sobre o “Dia da Rádio Nacional”.
Fizeram parte do júri, Barbosa Neto (presidente), Nelson Mendes (secretário), Juvenal Rodrigues, Ambrósio Quaresma, Filipe Gomes, Manuel Dende e Teobaldo Cabral, cuja pontuação foi de 1 a 10. A avaliação dos trabalhos obedeceu aos critérios de “Impacto do tema à sociedade são-tomense; Riqueza do conteúdo, tendo em conta a criatividade e o profissionalismo; Qualidade redactorial e uso correcto da língua portuguesa e Originalidade”.
O Prémio Jornalismo Gibela proclamado a oito de Setembro de 2007, por ocasião do Dia Internacional do Jornalista, visa contribuir a uma maior visibilidade à data e criar nos jornalistas o espírito pelo exercício de bom profissionalismo.
Conforme diz o preâmbulo do Regulamento dos prémios a Empresa Gibela “considera que os profissionais da comunicação social estatal e privada, podem desempenhar na informação, educação e formação dos cidadãos, produzindo trabalhos jornalísticos objectivos, isentos e imparciais, que reflictam as realidades e potencialidades do País nos diversos domínios da actividade humana”.
Dia Internacional do Jornalista
O dia 8 de Setembro é o dia internacional do jornalismo devido ao assassinato do jornalista checo, Julius Fucik, em 1943, no decorrer da II Guerra Mundial. Julius Fucik revelou-se, na altura, num acérrimo defensor da liberdade de imprensa e inspirava nos seus despachos a luta contra o fascismo e advogava ideais de independência dos povos oprimidos.
O seu carácter profissional lhe valeu em 1950 o prémio da paz, a título póstumo, outorgado pelo Conselho Mundial da Paz.
Em muitos países de inspiração democrática, essa data é assinalada todos os anos com algumas actividades ligadas à vida profissional dos jornalistas. E no caso de SãoTomé e Príncipe, a efeméride passou com uma gala em que o momento mais alto foi a entrega de prémios aos jornalistas vencedores do Prémio de Jornalismo Gibela 2008.
Polícia de Investigação Criminal (PIC) forma 35 novos agentes
A formação de 3 meses, visa dotar a instituição responsável pelo combate a criminalidade, de recursos humanos capazes de dar resposta as novas exigências num país onde o índice de criminalidade está a aumentar. O Director da PIC aproveitou o momento para recordar que a instituição deve ser um dos principais alicerces do sistema nacional de segurança.
Organizada pelo ministério da justiça em parceria com a procuradoria-geral da república, o curso de investigação criminal, pretende segundo o Director da PIC, Lázaro Afonso, encontrar uma nova forma de ser e de estar «dos polícias de investigação criminal». O criminologista que dirige a PIC, disse que só com a formação de uma nova mentalidade na luta contra a criminalidade, a instituição poderá dar respostas as novas exigências. «As vertentes de segurança nacional não cabe só as forças armadas e a polícia nacional, ou as outras forças de manutenção da ordem e segurança mas também cabe a PIC, como única e exclusiva chamada a investigar todo crime sob orientação do ministério público no contexto nacional. Neste contexto ninguém deve esquecer que a PIC também faz parte do sistema de segurança interna e do sistema de justiça penal», afirmou o Director Lázaro Afonso.
Parente pobre do estado, a PIC sempre viveu grandes dificuldades, isto mesmo, foi sublinhado pelo Director para depois alertar que «o estado deve rever de forma séria e responsável o que se pretende fazer na luta contra a delinquência no sentido real das coisas», conclui.
Para o Procurador-geral da República, Roberto Raposo, a formação de novos agentes acontece num momento crucial. «No momento em que se fala da falta de autoridade do estado, que se fala da impunidade, que se fala do surgimento de nova tipologia de crime, presenciar a abertura da formação de novos agentes da polícia de investigação criminal, é para nós um motivo de satisfação e de certeza que vai contribuir para a promoção da legalidade, a defesa da legalidade democrática e do exercício da acção penal no combate a criminalidade», frisou o Procurador-geral.
O governo através do ministro da Justiça, avisou aos formandos que o desafio é grande e a missão bastante espinhosa. Segundo Justino Veiga, até chegar ao cume do monte, os agentes da PIC, terão que percorrer vales espinhosos. «Mas aqueles que fazem opções determinantes sabem que um dia depois do sacrifício no vale hão-de chegar ao cume do monte», declarou, o ministro para depois garantir que vai estar atento ao que se vai passar nos próximos 3 meses. «Não podemos correr o risco de usar, vinho novo em odres velhos. Aqueles que estão aqui, aqueles que vão continuar aqui têm que se comprometer que o desafio que é feito aos jovens que hoje entram é o desafio também que impende sobre todos. Porque todos nós da PIC , do ministério da justiça, da procuradoria, e da magistratura todos nós temos responsabilidade no pressuposto da alteração daquilo que a PIC tem que fazer. Não quero garantir apenas aos jovens que vou estar atento, não é atento a distância. Eu vou seguir a formação», prometeu, o titular da pasta da justiça.
Brasil, Taiwan e Portugal, juntam-se a outras organizações que apoiam a realização do curso de formação de novos agentes da Polícia de Investigação Criminal.
Organizada pelo ministério da justiça em parceria com a procuradoria-geral da república, o curso de investigação criminal, pretende segundo o Director da PIC, Lázaro Afonso, encontrar uma nova forma de ser e de estar «dos polícias de investigação criminal». O criminologista que dirige a PIC, disse que só com a formação de uma nova mentalidade na luta contra a criminalidade, a instituição poderá dar respostas as novas exigências. «As vertentes de segurança nacional não cabe só as forças armadas e a polícia nacional, ou as outras forças de manutenção da ordem e segurança mas também cabe a PIC, como única e exclusiva chamada a investigar todo crime sob orientação do ministério público no contexto nacional. Neste contexto ninguém deve esquecer que a PIC também faz parte do sistema de segurança interna e do sistema de justiça penal», afirmou o Director Lázaro Afonso.
Parente pobre do estado, a PIC sempre viveu grandes dificuldades, isto mesmo, foi sublinhado pelo Director para depois alertar que «o estado deve rever de forma séria e responsável o que se pretende fazer na luta contra a delinquência no sentido real das coisas», conclui.
Para o Procurador-geral da República, Roberto Raposo, a formação de novos agentes acontece num momento crucial. «No momento em que se fala da falta de autoridade do estado, que se fala da impunidade, que se fala do surgimento de nova tipologia de crime, presenciar a abertura da formação de novos agentes da polícia de investigação criminal, é para nós um motivo de satisfação e de certeza que vai contribuir para a promoção da legalidade, a defesa da legalidade democrática e do exercício da acção penal no combate a criminalidade», frisou o Procurador-geral.
O governo através do ministro da Justiça, avisou aos formandos que o desafio é grande e a missão bastante espinhosa. Segundo Justino Veiga, até chegar ao cume do monte, os agentes da PIC, terão que percorrer vales espinhosos. «Mas aqueles que fazem opções determinantes sabem que um dia depois do sacrifício no vale hão-de chegar ao cume do monte», declarou, o ministro para depois garantir que vai estar atento ao que se vai passar nos próximos 3 meses. «Não podemos correr o risco de usar, vinho novo em odres velhos. Aqueles que estão aqui, aqueles que vão continuar aqui têm que se comprometer que o desafio que é feito aos jovens que hoje entram é o desafio também que impende sobre todos. Porque todos nós da PIC , do ministério da justiça, da procuradoria, e da magistratura todos nós temos responsabilidade no pressuposto da alteração daquilo que a PIC tem que fazer. Não quero garantir apenas aos jovens que vou estar atento, não é atento a distância. Eu vou seguir a formação», prometeu, o titular da pasta da justiça.
Brasil, Taiwan e Portugal, juntam-se a outras organizações que apoiam a realização do curso de formação de novos agentes da Polícia de Investigação Criminal.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
JORNADA DE REFLEXÃO SOBRE A SITUAÇÃO ENERGÉTICA EM S.T.P PERSPECTIVA E DESENVOLVIMENTO

Hotel Bombaim foi o ponto central da Jornada de Reflexão sobre a Situação Energética em S. Tomé e Príncipe, evento que contou com a presença do presidente da República, Primeiro ministro e Chefe do Governo, líderes dos Partidos Políticos e membros do corpo Diplomático.
Encontro que prolongou cerca de 10 horas incluído debates para encontrar, melhores soluções possíveis sobre o processo energéticas que é comprometido actualmente em S. Tomé e Príncipe.
“A preocupação do Governo Chefiado pelo Doutor Joaquim Rafael Branco é de procurar garantir energia estável e abundante à população.
Por isso estamos a tomar todas as medidas para diminuir consideravelmente os cortes” disse Ministro de Recursos Naturais, Ambiente e Energia, Doutor Agostinho Rita.
Segundo Doutor Agostinho Rita, “Por outro lado, a população terá que preocupar pagaras suas facturas regularmente e ajudar-nos a combater fraudes e ligações ilegais de corrente eléctrica, que ás veses apresenta um certo perigo contra a vida humana.
Em segundo lugar, em relação aos operadores actuais (Hidroeléctrica STP, ITALBREVETTI S.A. e Alliance Energy Limited – ALSTP e potenciais parceiros tais como a República da China Taiwan, a Cooperação Brasileira, Grupo Comercial CUETO e a possível intervenção do Grupo inglês Biwater, queremos assegurar a todos eles o apoio total das autoridades competentes dentro do estrito respeito da Lei e pedir –lhes que não colaborem nem participem em indício de corrupção. Terão todo o nosso apoio e não precisarão participar em acordos não transparentes que não lhes dão nenhuma garantia de continuidade.
Entre o futuro parceiro, queremos agradecer especialmente o Embaixador da República da China Taiwan, Senhor Chen Chum, que desde princípio se disponibilizou para a compra de uma nova Central Térmica, para colmatar a falta de energia, tendo em conta o pedido que foi feito pelo Excelentíssimo Senhor Presidente da República Fradique Bandeira Melo de Meneses ao seu homólogo Tailandês e cujo dossier, incluindo as características técnicas e a marca já se encontravam em muito avançada antes da nossa entrada em função como Ministro fase. O nosso muito obrigado a essa cooperação, pelo seu apoio indefectível a esta segunda prioridade do actual Governo.
Finalmente os nossos agradecimentos aos Bancos Comerciais que actuam em S. Tomé and Príncipe: Banco Internacional de S. Tome e Príncipe, Banco Equador, Afriland –First, Bank, Comercial Bank of São Tomé and Príncipe, Island Bank , Ecobank e o recém inaugurado Oceanic Bankm, que juntos estão a possibilidade de um financiamento conjunto para a manutenção e a compra de peças para a EMAE até á privatização desta empresa conforme o programa do Governo aprovado pela Assembleia Nacional .
Efectivamente, o pedido do Ministro dos Recursos Naturais, Energia, e Ambiente e sob a coordenação do primeiro Banco Comercial Privado em S.Tomé e Príncipe, na pessoa do Doutor Jõao Cristóvão, africano como nós, que nasceu em terras Moçambicanas, uma proposta de financiamento dos Bancos Comerciais num valor estimado em um Milhão de Euros; está a ser preparada para ser submetida à apreciação e aprovação pelo Venerando Conselho de Ministros.
Uma vez aprovada, abrir-se-á Concurso Público para manutenção e assistência técnica por uma casa especializada na área de energia eléctrica até a mudança da forma de gestão da EMAE.
Será efectuado no fim do desembolso por esses Bancos, uma auditoria independente sobre a forma de utilização do citado fundo. Mas uma vez o nosso, muito obrigado o Presidente da Comissão Executiva do Banco Internacional de S. Tomé e Príncipe, Doutor João Cristóvão, que deste o primeiro contacto acarinhou e apadrinhou essa ideia e procurou dar-lhe forma de conformidade com as leis Bancárias em vigor.
A todos muito obrigado e desejo que haja uma participação crítica e construtiva sobre este sector estratégico que afecta a todos nós e em especial a população mais pobre”, disse Agostinho Rita, Ministro dos Recursos Naturais, Energia, e Ambiente, durante o seu discurso sobre a jornada de reflexão sobre a situação energética de São Tomé e Príncipe que realizou nas instalações do Hotel Bombaim.
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SEJA LÁ O QUE OS POLÍTICOS QUISEREM!
Janeiro de 2008.
Já?!
22-01-2008 - Já estamos em 2008?! Como o tempo passa!
O tempo foi passando, passando, … e passou.
Tínhamos noção da sucessão dos segundos, das horas, dos minutos, dos dias, também dos meses, … mas só que a complexidade dos fenómenos do dia-a-dia martelavam de tal forma que a mente, que maneira!… entrava em perplexidade. E nesse espaço entre os acontecimentos e a tentativa de os entender, lá continuava o tempo sempre se voluteando.
Porque o tempo nunca espera.
Enquanto se “esvoaça”, o tempo brinda com ensinamentos e apelos. A casmurrice dos homens, porém, impede-os de enxergar.
Refiro-me, no caso concreto, aos são-tomenses.
Refiro-me a estes homens que, até hoje, não conseguem justificar nem perante eles mesmos, nem perante aos homens de outras paragens, a razão porque quiseram e se empenharam em transformar o arquipélago de São-Tomé e Príncipe em Estado Soberano, Independente.
Os são-tomenses negaram a colonização sob o argumento de que não lhes servia. E conquistaram a Independência.
Negaram os primeiros quinze anos dessa Independência por não suportarem o regime único, sinónimo de ditadura.
A partir da década de 90, instituíram o regime de democracia, sinónimo de abertura e tolerância política que pudesse permitir um melhor convívio e impulsionar uma participação massiva nas acções de desenvolvimento. Tantos partidos políticos, tantas eleições, tantos governantes, tantos representantes do povo no parlamento, … e, no entanto, continua flutuando no ar esta questão: aonde está o boi, aonde está a carroça?
Está tudo atabalhoado.
Parece não haver Estado e, nessa conjuntura, claro está que não se pode falar de Autoridade do Estado. Aliás, o “exemplo” continua a vir de cima.
Você, caro leitor, decerto que já tem uma opinião formada daquilo que é o nosso Parlamento.
A bancada da Oposição diverte-se lançando baforadas, enquanto que, do lado do Poder, é como se a bancada ficasse sem jeito de se explicar. Seguem-se umas risadas (diga-se, forçadas), e pronto. Termina a sessão, com a próxima já agendada.
Não se sabe se a Oposição é que é grosseira/matreira demais, ou se o Poder é que é demasiado complacente/simplório. A verdade é que um dos lados anda a tirar proveito da postura do outro.
Uma coisa é certa. O tempo vai passando e o país, mesmo com perdão da sua dívida externa e com sistemáticos apoios externos de toda a índole, continua tal e qual uma barca sem norte, em mar alto e turbulento, produto de uma política que se vem revelando meramente diversionista.
Com esse entretenimento, políticos & companhia lá se safam enquanto que o grosso da sociedade se sobrevive sabe-se lá como.
Tem sido assim, desde a Independência até 2007. E tudo indica que 2008 não será diferente.
Aos 4 de Janeiro, é rendida homenagem ao Rei Amador, símbolo de resistência ao jugo colonial. Aos 3 de Fevereiro, o país pára para recordar as vítimas do Massacre de 1953. É feita romaria à praia de Fernão Dias onde, entre manifestações culturais e religiosas, é prestada homenagem a aqueles que, com a vida, pagaram por negação ao trabalho forçado.
Por essas alturas, soltam-se palavras de exaltação, de reconhecimento pela entrega dessas pessoas à causa nacional.
Depois, tudo cai no esquecimento, até as mesmas datas nos anos seguintes. Quanto cinismo! Que me perdoem, os bem-intencionados!
Mais doloroso é o facto de, após a Independência Nacional, serem os próprios são-tomenses a produzirem o sofrimento dos seus compatriotas e a se divertirem com o cenário.
Enfim! Olhos de cepticismo estão agora virados para a “sorte” do Orçamento Geral do Estado/2008 cuja discussão para eventual aprovação está para breve.
O povo que, desiludido, agora só pensa infelizmente em campanhas eleitorais como ocasião fértil para se conseguir dinheiro, apenas rumoreja: Seja lá o que os políticos quiserem! Telmo Trindade
VISÃO ESTRATÉGICA DO DESENVOLVIMENTO DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE.
São Tomé e Príncipe, enfrenta uma crise económica sem precedentes . Esta crise afecta as nossas vidas a organização da sociedade e até mesmo os comportamentos eleitorais como a bem pouco tempo observamos a quando da realização das eleições legislativas.
Os Cidadãos perderam a esperança de um dia poderem a vir usufruir de uma vida condigna , e a generalidade não mais acreditar nas instituições do Estado para a resolução dos seus problemas.
Entre a população mais jovens, é crescente a vontade de abandonar o país com vista a encontrar a solução para os inúmeros problemas que localmente não encontram.
É frequente dizer-se, que a causa principal da situação actual que o nosso país vive, resulta de uma gestão pouco criteriosa e transparente dos recursos em prol de desenvolvimento Nacional. As sucessivas crises políticas, dentre outras as quais eu reforçaria neste meu artigo, é a falta de uma visão estratégica de desenvolvimento.
De facto, ao longo desses 33 anos, S.Tomé e Príncipe como nação, não foi capaz de definir uma visão estratégica de desenvolvimento o que lhe permitisse a mobilização de recursos com vista a alcançar os objectivos nele expressa.
A maioria de países com características semelhantes ao nosso já se aperceberam disto, e através de uma visão integrada de desenvolvimento, tem dado passos significativos rumo a este grande objectivo.
Ao nível do continente africano temos a destacar os casos das ilhas « Maurícias, que passou de um país pobre e agrário em finais dos anos 60 a um país de desenvolvimento médio actualmente, e com uma taxa de crescimento variada entre 5 % a 6 % por ano, as ilhas Seicheles, não se esquecendo claro de Cabo-Verde, País com qual estamos ligados historicamente, e que tem conhecido um desenvolvimento notável.
Até mesmo o conturbado arquipélago das Comores no Índico, tem demonstrado uma forte vontade de crescer e mudar. É notório ainda que estes países têm vindo a implementar estratégicas de desenvolvimento alicerçadas na diversificação das suas economias, como forma de fazer face aos choques externos resultantes de uma economia cada vez mais globalizados.
S.Tomé e Príncipe, por contraste entre a classe política, não se fala do tema , apenas anunciam medidas avulsas, tomam-se decisões que muitas vezes até comprometem o desenvolvimento sustentável do país, reflexo claro, de uma falta de visão estratégica e integrada no desenvolvimento
Os Cidadãos perderam a esperança de um dia poderem a vir usufruir de uma vida condigna , e a generalidade não mais acreditar nas instituições do Estado para a resolução dos seus problemas.
Entre a população mais jovens, é crescente a vontade de abandonar o país com vista a encontrar a solução para os inúmeros problemas que localmente não encontram.
É frequente dizer-se, que a causa principal da situação actual que o nosso país vive, resulta de uma gestão pouco criteriosa e transparente dos recursos em prol de desenvolvimento Nacional. As sucessivas crises políticas, dentre outras as quais eu reforçaria neste meu artigo, é a falta de uma visão estratégica de desenvolvimento.
De facto, ao longo desses 33 anos, S.Tomé e Príncipe como nação, não foi capaz de definir uma visão estratégica de desenvolvimento o que lhe permitisse a mobilização de recursos com vista a alcançar os objectivos nele expressa.
A maioria de países com características semelhantes ao nosso já se aperceberam disto, e através de uma visão integrada de desenvolvimento, tem dado passos significativos rumo a este grande objectivo.
Ao nível do continente africano temos a destacar os casos das ilhas « Maurícias, que passou de um país pobre e agrário em finais dos anos 60 a um país de desenvolvimento médio actualmente, e com uma taxa de crescimento variada entre 5 % a 6 % por ano, as ilhas Seicheles, não se esquecendo claro de Cabo-Verde, País com qual estamos ligados historicamente, e que tem conhecido um desenvolvimento notável.
Até mesmo o conturbado arquipélago das Comores no Índico, tem demonstrado uma forte vontade de crescer e mudar. É notório ainda que estes países têm vindo a implementar estratégicas de desenvolvimento alicerçadas na diversificação das suas economias, como forma de fazer face aos choques externos resultantes de uma economia cada vez mais globalizados.
S.Tomé e Príncipe, por contraste entre a classe política, não se fala do tema , apenas anunciam medidas avulsas, tomam-se decisões que muitas vezes até comprometem o desenvolvimento sustentável do país, reflexo claro, de uma falta de visão estratégica e integrada no desenvolvimento
ASSALTO AOS SUPERCONSTELLATION DA GUERRA DE BIAFRA
Era de esperar que alguma pessoa gostasse muito pouco da presença dos restos dos dois Superconstellations no aeroporto de São Tomé. Mais se estão a ser reutilizados e ainda mais se tem o apoio de um amplo e diverso grupo de gente que solicitou oficialmente, já faz um ano, a declaração dessas velhas aeronaves como Monumento Histórico à Ajuda Humanitária, por tratar-se dos últimos vestígios da Guerra de Biafra nas Ilhas (vejam a web especial da Campanha, ainda aberta:
http://es.geocities.com/caueass/caue_projetos/caue_biafra/caue_stpxbiafra.htm
O caso é que em uma última visita, a passado Julho, com uns colegas do Seminário sobre a Educação Ambiental e o Eco-turismo, que fizemos de noite (os aviões tornaram-se fantasmagóricos numa noite de lua cheia…), o guarda, muito amável, nos explicou que recentemente tiveram de acrescentar a segurança por causa da perpetração de um roubo, feito por um grupo muito numeroso de cidadãos nigerianos (ao redor de umas 15 pessoas falou o guarda) que vinham com um camião e entraram pela parte de trás.
Ficamos surpreendidos. Mas mais surpreendido foi o guarda que teve que afugentar os agressores com todas as armas ao seu alcance e pedir ajuda aos vizinhos. "Lutamos, sim! Pancadas, porradas aos berros, mostramos machim… Tiros não porquê não tinha espingarda nessa altura… Um deles saiu ferido, com certeza…". Trás esse incidente -assegura os donos das "Asas do avião" (que assim chama-se o restaurante que reutiliza o espaço) decidiram acrescentar as vigílias.
"Essas gentes não gosta dos aviões. Lembranças terríveis de genocídios. Gostariam de derrubar totalmente estes monumentos", falou o guarda. "Eram pretos, mas estrangeiros. Falavam língua Nigéria". Explicou que tiveram tempo de levar parte de um motor que um dos supercontellation ainda tinha dentro. Quiçá para peças, quiçá para vender os metades, quiçá nem tão sequer para isso: uma demonstração de força?
Parece que isso passou há já uns meses. Mas foi um acto de simples roubo ou tinha fintes de qualquer significação política? Ver para crer… ou quiçá também para duvidar e crer mais numa fantasia do guarda? O certo é que o motor de reposição que se mantinha dentro do CF-NAL já não está no cenário.
Por sorte, ainda estão em pé essas magníficos aviões, com os que a Joint Churches Aid (JCA, também conhecida como "Jesus Christ Airlines") levaram com mais de 2000 voos nocturnos, milhares de toneladas de ajuda humanitária a Biafra, para mitigar a fome voraz com a que a Nigéria pretendia reduzir os separatistas dessa república africana. Os aviões ficção lá como lembrança imponente da contestação internacional contra a barbárie da guerra, memória sossegada contra o que nunca teve que acontecer.
Entretanto, sugere-se essa cervejinha sossegada, baixo o fresquinho as asas, antes de empreender a volta a Europa, e brindar com veemência por esses aviadores, heróis quase anónimos, que levaram cada noite esses aviões para o continente, que desafiaram o fogo antiaéreo, para salvar vidas humanas... Há 40 anos já!
http://es.geocities.com/caueass/caue_projetos/caue_biafra/caue_stpxbiafra.htm
O caso é que em uma última visita, a passado Julho, com uns colegas do Seminário sobre a Educação Ambiental e o Eco-turismo, que fizemos de noite (os aviões tornaram-se fantasmagóricos numa noite de lua cheia…), o guarda, muito amável, nos explicou que recentemente tiveram de acrescentar a segurança por causa da perpetração de um roubo, feito por um grupo muito numeroso de cidadãos nigerianos (ao redor de umas 15 pessoas falou o guarda) que vinham com um camião e entraram pela parte de trás.
Ficamos surpreendidos. Mas mais surpreendido foi o guarda que teve que afugentar os agressores com todas as armas ao seu alcance e pedir ajuda aos vizinhos. "Lutamos, sim! Pancadas, porradas aos berros, mostramos machim… Tiros não porquê não tinha espingarda nessa altura… Um deles saiu ferido, com certeza…". Trás esse incidente -assegura os donos das "Asas do avião" (que assim chama-se o restaurante que reutiliza o espaço) decidiram acrescentar as vigílias.
"Essas gentes não gosta dos aviões. Lembranças terríveis de genocídios. Gostariam de derrubar totalmente estes monumentos", falou o guarda. "Eram pretos, mas estrangeiros. Falavam língua Nigéria". Explicou que tiveram tempo de levar parte de um motor que um dos supercontellation ainda tinha dentro. Quiçá para peças, quiçá para vender os metades, quiçá nem tão sequer para isso: uma demonstração de força?
Parece que isso passou há já uns meses. Mas foi um acto de simples roubo ou tinha fintes de qualquer significação política? Ver para crer… ou quiçá também para duvidar e crer mais numa fantasia do guarda? O certo é que o motor de reposição que se mantinha dentro do CF-NAL já não está no cenário.
Por sorte, ainda estão em pé essas magníficos aviões, com os que a Joint Churches Aid (JCA, também conhecida como "Jesus Christ Airlines") levaram com mais de 2000 voos nocturnos, milhares de toneladas de ajuda humanitária a Biafra, para mitigar a fome voraz com a que a Nigéria pretendia reduzir os separatistas dessa república africana. Os aviões ficção lá como lembrança imponente da contestação internacional contra a barbárie da guerra, memória sossegada contra o que nunca teve que acontecer.
Entretanto, sugere-se essa cervejinha sossegada, baixo o fresquinho as asas, antes de empreender a volta a Europa, e brindar com veemência por esses aviadores, heróis quase anónimos, que levaram cada noite esses aviões para o continente, que desafiaram o fogo antiaéreo, para salvar vidas humanas... Há 40 anos já!
“Já não existe desvio de gasóleo na EMAE”
Director-geral da EMAE (Empresa de Água e Electricidade) disse a “O Parvo” que põe a sua “cabeça a prémio” caso alguém consiga confirmar que ainda existem desvios de gasóleo nesta empresa. Júlio da Silva desmente desta forma as informações postas a circular de que o gasóleo para geradores continua a ser desviado.
O desmentido de Júlio Silva é como que tivesse dito que o desvio de combustível que rondava cerca de 40 mil litros por semana e que se detectou na sua empresa já terá ficado para história. Actualmente, ninguém de fora e nem os funcionários da empresa podem usufruir desse gasóleo, porque o sector de Logística e Aprovisionamento tem um contador que permite registar o número exacto de litros do produto que dá entrada na empresa.
Com sete grupos de geradores a funcionar, a empresa recebe 189 litros de gasóleo por semana da ENCO (Empresa Nacional de Combustíveis e Óleos).
Quanto a questão das dívidas crónicas, praticamente impagáveis, soube “O Parvo” que a EMAE deve actualmente a ENCO cerca de dez milhões de dólares. Trata-se de uma dívida que em Dezembro de 2007 atingiu mais de quatro milhões e meio de dólares e que até Agosto deste ano atingiu aproximadamente dez milhões de dólares.
Júlio Silva não desmente essa dívida com a ENCO. Aliás, por causa desta situação embaraçosa para os cofres da empresa fornecedora do combustível, ela vem suspendendo combustível a crédito várias vezes a EMAE. Quando se regista sucessivos “apagões” no país é derivado muitas vezes da suspensão de fornecimento de gasóleo a crédito à EMAE. Nos dias 20, 21 e 22 foi isso que estava a acontecer, porque a ENCO voltou a vedar portas àquela empresa, voltando a situação a normalizar-se por decisão do governo.
Falando ainda das dívidas, o director disse que tudo isso acontece porque o Estado é o maior devedor da EMAE. Ou seja, de Setembro do ano passado à presente data, o Estado deve 92 biliões de dobras a EMAE, o que não permite que a empresa possa satisfazer os seus compromissos.
Independentemente das dívidas com o combustível, a EMAE soma ainda outras com o Banco Internacional de São Tomé e Príncipe, BISTP (500 mil euros em 2006), Afriland Bank (um milhão de euros 2005) e COBISTP (volta de 200 mil euros em 2006). São empréstimos contraídos para a revisão da central hidroeléctrica do Contador e manutenção de seis grupos de geradores. Todos os meses, a EMAE honra os compromissos com os bancos num total mensal equivalente a dois biliões e setecentos milhões de dobras.
O problema da EMAE pode resumir-se a uma questão de gestão ainda deficiente dos seus recursos, quando se sabe que ela é uma e única empresa que fornece água e energia a todo o país e a preços altíssimos de consumo dos seus produtos. A empresa, em pouco mais de três anos, saiu de 16 mil clientes para 30 mil e com 241 trabalhadores, dos quais, 230 são efectivos e os restantes por contrato de seis meses renováveis.
O director-geral da EMAE desmente categoricamente que algumas avarias que têm acontecido nos grupos geradores são provocadas por esgotamento de óleo por negligência. Júlio Silva esclarece que não é possível que isso aconteça porque os geradores estão dotados de sensores que fazem desligá-los automaticamente, assim que o óleo dê sinais de esgotamento.
Dossier de desvios de gasóleo da EMAE
Refira-se que dossier dos desvios de gasóleo da EMAE foi compilado e entregue à Procuradoria-geral da República para efeitos processuais criminais há mais de um ano. Um dossier que, segundo informações avançadas naquela altura, constam nomes de muitos da alta hierarquia que beneficiavam do combustível remanescente daquela empresa.
O dossier criminal dos desvios de combustível se tiver pernas para andar, poderá passar pelos mesmos caminhos do processo do GGA (Gabinete de Gestão das Agudas) referente aos fundos do arroz doado pelo Japão. Os “grandes” safam-se, devendo responder, normalmente os “médios” e os “pequenos” implicados.
Uma fonte ligada ao processo GGA disse a “O Parvo” que até meados de Setembro o “caso GGA” deverá começar a chamar algumas pessoas para o banco dos réus. Ainda sem confirmação, trata-se de um julgamento que poderá levar meses para a sua conclusão, devido a complexidade de vários envolvimentos na gestão dos fundos do arroz, contabilizados em várias dezenas de biliões de dobras que não tiveram destinos esclarecidos.
Os juízes deste complicado processo se começarem a apertar em situações que possam envolver directamente os “grandes”, o governo de Rafael Branco correrá o risco de ir para casa. Porquê? O executivo poderá estar perante uma grande crise política forjada para baralhar tudo e todos, criando situações que poderão levar o tribunal e os processos à estaca zero.
O desmentido de Júlio Silva é como que tivesse dito que o desvio de combustível que rondava cerca de 40 mil litros por semana e que se detectou na sua empresa já terá ficado para história. Actualmente, ninguém de fora e nem os funcionários da empresa podem usufruir desse gasóleo, porque o sector de Logística e Aprovisionamento tem um contador que permite registar o número exacto de litros do produto que dá entrada na empresa.
Com sete grupos de geradores a funcionar, a empresa recebe 189 litros de gasóleo por semana da ENCO (Empresa Nacional de Combustíveis e Óleos).
Quanto a questão das dívidas crónicas, praticamente impagáveis, soube “O Parvo” que a EMAE deve actualmente a ENCO cerca de dez milhões de dólares. Trata-se de uma dívida que em Dezembro de 2007 atingiu mais de quatro milhões e meio de dólares e que até Agosto deste ano atingiu aproximadamente dez milhões de dólares.
Júlio Silva não desmente essa dívida com a ENCO. Aliás, por causa desta situação embaraçosa para os cofres da empresa fornecedora do combustível, ela vem suspendendo combustível a crédito várias vezes a EMAE. Quando se regista sucessivos “apagões” no país é derivado muitas vezes da suspensão de fornecimento de gasóleo a crédito à EMAE. Nos dias 20, 21 e 22 foi isso que estava a acontecer, porque a ENCO voltou a vedar portas àquela empresa, voltando a situação a normalizar-se por decisão do governo.
Falando ainda das dívidas, o director disse que tudo isso acontece porque o Estado é o maior devedor da EMAE. Ou seja, de Setembro do ano passado à presente data, o Estado deve 92 biliões de dobras a EMAE, o que não permite que a empresa possa satisfazer os seus compromissos.
Independentemente das dívidas com o combustível, a EMAE soma ainda outras com o Banco Internacional de São Tomé e Príncipe, BISTP (500 mil euros em 2006), Afriland Bank (um milhão de euros 2005) e COBISTP (volta de 200 mil euros em 2006). São empréstimos contraídos para a revisão da central hidroeléctrica do Contador e manutenção de seis grupos de geradores. Todos os meses, a EMAE honra os compromissos com os bancos num total mensal equivalente a dois biliões e setecentos milhões de dobras.
O problema da EMAE pode resumir-se a uma questão de gestão ainda deficiente dos seus recursos, quando se sabe que ela é uma e única empresa que fornece água e energia a todo o país e a preços altíssimos de consumo dos seus produtos. A empresa, em pouco mais de três anos, saiu de 16 mil clientes para 30 mil e com 241 trabalhadores, dos quais, 230 são efectivos e os restantes por contrato de seis meses renováveis.
O director-geral da EMAE desmente categoricamente que algumas avarias que têm acontecido nos grupos geradores são provocadas por esgotamento de óleo por negligência. Júlio Silva esclarece que não é possível que isso aconteça porque os geradores estão dotados de sensores que fazem desligá-los automaticamente, assim que o óleo dê sinais de esgotamento.
Dossier de desvios de gasóleo da EMAE
Refira-se que dossier dos desvios de gasóleo da EMAE foi compilado e entregue à Procuradoria-geral da República para efeitos processuais criminais há mais de um ano. Um dossier que, segundo informações avançadas naquela altura, constam nomes de muitos da alta hierarquia que beneficiavam do combustível remanescente daquela empresa.
O dossier criminal dos desvios de combustível se tiver pernas para andar, poderá passar pelos mesmos caminhos do processo do GGA (Gabinete de Gestão das Agudas) referente aos fundos do arroz doado pelo Japão. Os “grandes” safam-se, devendo responder, normalmente os “médios” e os “pequenos” implicados.
Uma fonte ligada ao processo GGA disse a “O Parvo” que até meados de Setembro o “caso GGA” deverá começar a chamar algumas pessoas para o banco dos réus. Ainda sem confirmação, trata-se de um julgamento que poderá levar meses para a sua conclusão, devido a complexidade de vários envolvimentos na gestão dos fundos do arroz, contabilizados em várias dezenas de biliões de dobras que não tiveram destinos esclarecidos.
Os juízes deste complicado processo se começarem a apertar em situações que possam envolver directamente os “grandes”, o governo de Rafael Branco correrá o risco de ir para casa. Porquê? O executivo poderá estar perante uma grande crise política forjada para baralhar tudo e todos, criando situações que poderão levar o tribunal e os processos à estaca zero.
sábado, 23 de agosto de 2008
Governo ficou “Chimbôto”?!
Estas imagens de acidentes com os motociclistas e seus acompanhantes são gravadas todos os dias nas estradas públicas do País. Sem um regulamento próprio e adequado, o negócio de moto-taxis, que vem aumentando, tem permitido muita perda de vidas humanas, deixando outras fisicamente incapacitadas na força laboral produtiva.
As autoridades governativas que se mostram incapacitadas para pôr cobro à situação, já determinaram para que os chamados “motoqueiros” e seus acompanhantes utilizassem capacete de protecção. Dois prazos já foram dados, sem sucesso, razão pela qual vozes já dizem que as autoridades governativas e policiais são-tomenses ficaram reféns e “chimbôtos” dos motociclistas. Paralelamente, desafiaram o governo e não acatarem a decisão de os concentrar num local apropriado.
Uma terceira data para todos começarem a utilizar capacete foi tornada pública para 1 de Setembro. Toda a opinião pública que gosta de ver as decisões do Estado a funcionar fica à espera se a partir de 1 de Setembro os “motoqueiros” e seus acompanhantes possam estar munidos do respectivo instrumento de protecção da cabeça.
Os acidentes nas estradas são-tomenses, maioria dos quais, com motorizadas tem estado no centro de preocupação das autoridades sanitárias que já apelaram outras autoridades e aos próprios motoristas a reflectirem sobre a situação. O hospital Central Dr. Ayres Menezes testemunha vários números de acidentados que vêm dando entrada naquela unidade hospitalar.
No entanto, as autoridades de direito não se mostram preocupadas com a situação dos acidentes mortais que se poderia evitar muitos deles, se as medidas preventivas fossem decretadas e seguidas. O caso de capacete é uma dessas medidas preventivas que o governo deveria assumir com todas as consequências, porque o que está em causa são vidas humanas a flor da pele que famílias e o Estado perdem prematuramente.
As moto-taxis chegam a transportar uma senhora acompanhada de duas crianças. Os “motoqueiros” só querem dinheiro e nem se preocupam com as consequências, quando em caso de acidente estariam a pôr em perigo quatro vidas humanas.
A propósito, um leitor preocupado com esta situação pouco digna na gestão do país em termos de transportes dos cidadãos, ficou indignado com o prazo dado ultimamente pelos “motoqueiros” ao governo. Para aquele cidadão, que assina os seus comentários com um alegado pseudónimo, “Auateia”, essa situação se resume a uma palavra: “Corrupção”.
Eis o conteúdo do comentário na íntegra:
“Fico abismado com esse tema. Li e o reli, e, não compreendo como é que um Governo legítima aceita um desafio deste.
Fica a sensação de que os motociclistas constituem uma classe societária, cuja actividade encontra algum assento na nossa legislação. Ao aprazarem, dão a entender que têm legitimidade para o tal. Mas porquê tudo isto?
Durante algum tempo apercebi que os “motoqueiros” são empregados dos senhores “cuá daí cuá dalá”, ou seja, dos manda-chuvas da terra. Razão por que o governo tem mantido sereno e impávido vendo a cortina passar. E mais, os sucessivos governos são reféns daqueles senhores. Pois têm medo de nas próximas legislativas perder algum voto dos “motoqueiros”. Só assim se explica a leviandade e o atrevimento da tomada de posição por parte destes.
Entendo que ao invés do prazo dado pelos “motoqueiros”, cabia ao Estado dar aos mesmos o prazo para deixarem de exercer essa actividade lucrativa e ilegal, retirando-lhes por conseguinte a possibilidade de desafiar o governo. Quem cala, consente!
Os “motoqueiros” não podem, por motivo nenhum, exercer actividade que, desde os primórdios cabe aos taxistas. Ou será que o governo reconhece essa actividade como legal, face a ordem jurídica são-tomense?
No país organizado não se vê “motoqueiros” a exercer actividade lucrativa, como de táxis tratassem. Aliás, isto colide com os ditames da nossa ordem jurídica. A Direcção de Viação como organismo do Estado responsável por essa actividade, o que tem feito? Ou será que também estão aliados aos “motoqueiros”?
Os polícias de segurança pública, o que têm feito? Será que estão a fechar olhos perante essa ilegalidade? Ou será que, por detrás disto, também recebem a sua parte no final do dia? Enfim… pode-se colocar uma série de questões cujas respostas são dadas apenas por uma palavra – COR-RUPÇÃO – isto porque se não houvesse corruptos nos lugares de tomada de decisões contra esse desafio, tudo estaria resolvido com um simples despacho.
O silêncio das instituições responsáveis revela que, de facto, os responsáveis de muitos serviços são proprietários dessas motos. Fazem tudo para manter essa actividade por forma a retirar mais algum dos taxistas. Como que não bastasse os senhores são, na sua maioria, proprietários de muitas viaturas (táxis) que inunda o nosso parque automóvel que, por si, só mete algum “nojo”.
Basta dizer que actualmente todo tipo de viaturas faz táxi quer elas cumpram ou não o mínimo exigível em termos de segurança, pondo quase sempre em perigo a vida quer dos passageiros, bem assim, como dos transeuntes. Enfim… é o país de tanga que temos.
Mas até quando? Façam algum coisa que vale. Dê sinal de pretender organizar”.
Chimbôto na língua materna significa homem sem poder de decisão; é orientado a cem por cento por terceiros, não tem voz em nada, ou seja, é manobrado em quase tudo.
As autoridades governativas que se mostram incapacitadas para pôr cobro à situação, já determinaram para que os chamados “motoqueiros” e seus acompanhantes utilizassem capacete de protecção. Dois prazos já foram dados, sem sucesso, razão pela qual vozes já dizem que as autoridades governativas e policiais são-tomenses ficaram reféns e “chimbôtos” dos motociclistas. Paralelamente, desafiaram o governo e não acatarem a decisão de os concentrar num local apropriado.
Uma terceira data para todos começarem a utilizar capacete foi tornada pública para 1 de Setembro. Toda a opinião pública que gosta de ver as decisões do Estado a funcionar fica à espera se a partir de 1 de Setembro os “motoqueiros” e seus acompanhantes possam estar munidos do respectivo instrumento de protecção da cabeça.
Os acidentes nas estradas são-tomenses, maioria dos quais, com motorizadas tem estado no centro de preocupação das autoridades sanitárias que já apelaram outras autoridades e aos próprios motoristas a reflectirem sobre a situação. O hospital Central Dr. Ayres Menezes testemunha vários números de acidentados que vêm dando entrada naquela unidade hospitalar.
No entanto, as autoridades de direito não se mostram preocupadas com a situação dos acidentes mortais que se poderia evitar muitos deles, se as medidas preventivas fossem decretadas e seguidas. O caso de capacete é uma dessas medidas preventivas que o governo deveria assumir com todas as consequências, porque o que está em causa são vidas humanas a flor da pele que famílias e o Estado perdem prematuramente.
As moto-taxis chegam a transportar uma senhora acompanhada de duas crianças. Os “motoqueiros” só querem dinheiro e nem se preocupam com as consequências, quando em caso de acidente estariam a pôr em perigo quatro vidas humanas.
A propósito, um leitor preocupado com esta situação pouco digna na gestão do país em termos de transportes dos cidadãos, ficou indignado com o prazo dado ultimamente pelos “motoqueiros” ao governo. Para aquele cidadão, que assina os seus comentários com um alegado pseudónimo, “Auateia”, essa situação se resume a uma palavra: “Corrupção”.
Eis o conteúdo do comentário na íntegra:
“Fico abismado com esse tema. Li e o reli, e, não compreendo como é que um Governo legítima aceita um desafio deste.
Fica a sensação de que os motociclistas constituem uma classe societária, cuja actividade encontra algum assento na nossa legislação. Ao aprazarem, dão a entender que têm legitimidade para o tal. Mas porquê tudo isto?
Durante algum tempo apercebi que os “motoqueiros” são empregados dos senhores “cuá daí cuá dalá”, ou seja, dos manda-chuvas da terra. Razão por que o governo tem mantido sereno e impávido vendo a cortina passar. E mais, os sucessivos governos são reféns daqueles senhores. Pois têm medo de nas próximas legislativas perder algum voto dos “motoqueiros”. Só assim se explica a leviandade e o atrevimento da tomada de posição por parte destes.
Entendo que ao invés do prazo dado pelos “motoqueiros”, cabia ao Estado dar aos mesmos o prazo para deixarem de exercer essa actividade lucrativa e ilegal, retirando-lhes por conseguinte a possibilidade de desafiar o governo. Quem cala, consente!
Os “motoqueiros” não podem, por motivo nenhum, exercer actividade que, desde os primórdios cabe aos taxistas. Ou será que o governo reconhece essa actividade como legal, face a ordem jurídica são-tomense?
No país organizado não se vê “motoqueiros” a exercer actividade lucrativa, como de táxis tratassem. Aliás, isto colide com os ditames da nossa ordem jurídica. A Direcção de Viação como organismo do Estado responsável por essa actividade, o que tem feito? Ou será que também estão aliados aos “motoqueiros”?
Os polícias de segurança pública, o que têm feito? Será que estão a fechar olhos perante essa ilegalidade? Ou será que, por detrás disto, também recebem a sua parte no final do dia? Enfim… pode-se colocar uma série de questões cujas respostas são dadas apenas por uma palavra – COR-RUPÇÃO – isto porque se não houvesse corruptos nos lugares de tomada de decisões contra esse desafio, tudo estaria resolvido com um simples despacho.
O silêncio das instituições responsáveis revela que, de facto, os responsáveis de muitos serviços são proprietários dessas motos. Fazem tudo para manter essa actividade por forma a retirar mais algum dos taxistas. Como que não bastasse os senhores são, na sua maioria, proprietários de muitas viaturas (táxis) que inunda o nosso parque automóvel que, por si, só mete algum “nojo”.
Basta dizer que actualmente todo tipo de viaturas faz táxi quer elas cumpram ou não o mínimo exigível em termos de segurança, pondo quase sempre em perigo a vida quer dos passageiros, bem assim, como dos transeuntes. Enfim… é o país de tanga que temos.
Mas até quando? Façam algum coisa que vale. Dê sinal de pretender organizar”.
Chimbôto na língua materna significa homem sem poder de decisão; é orientado a cem por cento por terceiros, não tem voz em nada, ou seja, é manobrado em quase tudo.
Cesaltino Fernandes tropeça no cadastro
O director dos serviços geográficos e cadastrais, está em maus lençois. Há bastante tempo que é identificado pelos trabalhadores da instituição como sendo arrogante. Cerca de 1 ano, após a sua ascensão ao cargo de Director da Instituição que realiza a distribuição de terrenos para construção civil e planeia a urbanização do arquipélago, Cesaltino Fernandes, é alvo de uma carta de protesto dos trabalhadores que exigem a sua demissão. Os profissionais da instituição solicitam explicações do ministério competente, sobre o salário que é pago ao director, uma vez que ele exerce o cargo há mais de 1 anos sem que a sua nomeação tenha sido publicada no diário da república. Uma grande ilegalidade, que para os trabalhadores se junta ao facto de Cesaltino Fernandes, não ter formação nem qualificação profissional, para ocupar a função de director dos serviços geográficos e cadastrais. Segundo relatos dos trabalhadores, antes de ocupar o cargo o Director prometeu angariar cerca de 5 milhões de dólares a favor da instituição, o que não aconteceu. Outras acusações de corrupção marcam o protesto da massa trabalhadora dos serviços cadastrais. Cabe ao ministro das obras públicas e infra-estruturas, Benjamim Vera Cruz, tomar uma decisão sobre o futuro do director Cesaltino Fernandes
Federação dos pequenos agricultores, saúda acções do executivo para ressuscitar o sector agrícola
O Presidente da Federação dos pequenos agricultores de São Tomé e Príncipe, anunciou um conjunto de medidas adoptadas pelo governo, com destaque para a subvenção dos preços dos insumos agrícolas, como sendo sinais de que desta vez a aposta no desenvolvimento da agricultura é real. Segundo Teodorico Campos, a par da campanha de promoção da cultura do cacau, lançada pelo executivo e acarinhada pelos agricultores, registam-se também outras acções e medidas que estão a incentivar os homens da terra a arregaçarem as mangas para o trabalho.
A federação dos agricultores de São Tomé e Príncipe, acredita que após vários anos de quase abandono, a agricultura volta a ser prioridade na acção governativa. Teodorico Campos, na qualidade de Presidente da organização dos agricultores são-tomenses, apresentou vários exemplos. O preço do sulfato de cobre, matéria prima fundamental para garantir a produção do cacau no arquipélago, conheceu importante baixa graças as medidas de subvenção do governo. O preço do insumo que evita a destruição das capsulas do cacau pelo mildio, baixou de 60 mil dobras o quilo para 30 mil dobras.
Nos últimos anos São Tomé e Príncipe perdeu muitas toneladas de cacau, devido a falta do sulfato de cobre no mercado nacional, ou então por causa do alto preço de venda, insuportável para a maioria dos agricultores. Outro elemento destruidor da cultura do cacau é o rato. Ele perfura as capsulas e suga toda goma do interior. Os agricultores são obrigados a utilizar produtos químicos para aniquilar os ratos e outros roedores. Cada quilo de raticida era vendido a 100 mil dobras o quilo, a subvenção do executivo fez o preço baixar em 50%. « O cal foi subvencionado para 7 mil dobras o quilo. Portanto isso já encoraja o agricultor», desabafou Teodorico campos.
Prevenção da crise alimentar faz o governo de Rafael Branco a concentrar as suas atenções na extensa terra fértil do arquipélago, a fim de promover o aumento da produção tanto alimentar como para exportação
A federação dos agricultores de São Tomé e Príncipe, acredita que após vários anos de quase abandono, a agricultura volta a ser prioridade na acção governativa. Teodorico Campos, na qualidade de Presidente da organização dos agricultores são-tomenses, apresentou vários exemplos. O preço do sulfato de cobre, matéria prima fundamental para garantir a produção do cacau no arquipélago, conheceu importante baixa graças as medidas de subvenção do governo. O preço do insumo que evita a destruição das capsulas do cacau pelo mildio, baixou de 60 mil dobras o quilo para 30 mil dobras.
Nos últimos anos São Tomé e Príncipe perdeu muitas toneladas de cacau, devido a falta do sulfato de cobre no mercado nacional, ou então por causa do alto preço de venda, insuportável para a maioria dos agricultores. Outro elemento destruidor da cultura do cacau é o rato. Ele perfura as capsulas e suga toda goma do interior. Os agricultores são obrigados a utilizar produtos químicos para aniquilar os ratos e outros roedores. Cada quilo de raticida era vendido a 100 mil dobras o quilo, a subvenção do executivo fez o preço baixar em 50%. « O cal foi subvencionado para 7 mil dobras o quilo. Portanto isso já encoraja o agricultor», desabafou Teodorico campos.
Prevenção da crise alimentar faz o governo de Rafael Branco a concentrar as suas atenções na extensa terra fértil do arquipélago, a fim de promover o aumento da produção tanto alimentar como para exportação
Maior central sindical do país está indignada com o governo de Rafael Branco
O secretário geral da central sindical, ONTSTP-CS, João Tavares, veio ao público manifestar a indignação para com o governo do Primeiro Ministro Rafael Branco(na foto). O líder sindical diz que o Chefe do Governo está a silenciar as centrais sindicais do país. A ONTSTP acusa também o governo de não se preocupar o suficiente com os problemas dos trabalhadores. João Tavares exige imediatamente a retoma dos trabalhos do conselho de concertação social.
São Tomé e Príncipe tem duas centrais sindicais, nomeadamente a ONTSTP - CS e a UGT - ST. A primeira é mais antiga, vem do periodo do monopartidarismo e a segunda nasceu com o multipartidarismo. João Tavares é o líder da ONTSTP a principal central sindical, que por sinal não está contente com o governo de Rafael Branco.
A ONTSTP considera que o executivo não está a preocupar-se com os problemas dos trabalhadores. Numa reunião do secretariado geral a organização sindical, considerou que os grandes problemas da classe trabalhadora estão a ser menosprezados pelo governo de Rafael Branco, uma vez que desde a sua ascenção ao cargo de Primeiro Ministro Rafael Branco, não se preocupou em reactivar o conselho de concertação social.
Através deste órgão representativo dos sindicatos, patronato(sector privado), e o Governo que lidera o conselho através do próprio Chefe do Governo, as duas centrais sindicais(ONTSTP e a UGT) estabeleceram no passado recente, uma relação de muita simpatia com o antigo Primeiro Ministro Patrice Trovoada, ao ponto de não terem tido qualquer reacção forte em relação a posição do anterior executivo em não aumentar os salários, apesar do partido que na altura governava o país o ter reclamado antes de subir ao palácio do governo. Alías as duas centraius sindicais também tinham lançado um ultimato a exigir aumento dos salários ou paralisação geral do país, caso o primeiro governo do ano não aumentasse os salários.
Num país onde as coisas mudam da noite para o dia, o sindicato da função pública, liderado por Aurélio Silva, que sempre exigiu o aumento dos salários durante a vigência do anterior governo, contrariando a posição das centrais sindicais UGT e ONTSTP, que preferiram estabelecer um namoro com o então primeiro ministro através do conselho de concertação social, está agora contenete com Rafael Branco, apesar do actrual Primeiro Ministro ter deixado bem claro que não é possível fazer-se aumentos na massa salarial, inscrito no orçamento geral do estado já aprovado.
Mas o sindicato de Aurélio Silva conseguiu convencer o actual governo a pagar as indeminizações dos antigos trabalhadores do estado que foram licenciados no quadro do processo de ajustamento estrutural. Uma vitória importante para o sindicato da função pública.
Agora é a ONTSTP, que não está contente com o Governo, porque não promove o conselho de concertação social, onde o sindicato da função pública de Aurélio Silva não tem assento.
Lutas pelos direitos dos trabalhadores, que se confundem também com as guerras inter-sindicais, muito comuns em São Tomé e Príncipe.
São Tomé e Príncipe tem duas centrais sindicais, nomeadamente a ONTSTP - CS e a UGT - ST. A primeira é mais antiga, vem do periodo do monopartidarismo e a segunda nasceu com o multipartidarismo. João Tavares é o líder da ONTSTP a principal central sindical, que por sinal não está contente com o governo de Rafael Branco.
A ONTSTP considera que o executivo não está a preocupar-se com os problemas dos trabalhadores. Numa reunião do secretariado geral a organização sindical, considerou que os grandes problemas da classe trabalhadora estão a ser menosprezados pelo governo de Rafael Branco, uma vez que desde a sua ascenção ao cargo de Primeiro Ministro Rafael Branco, não se preocupou em reactivar o conselho de concertação social.
Através deste órgão representativo dos sindicatos, patronato(sector privado), e o Governo que lidera o conselho através do próprio Chefe do Governo, as duas centrais sindicais(ONTSTP e a UGT) estabeleceram no passado recente, uma relação de muita simpatia com o antigo Primeiro Ministro Patrice Trovoada, ao ponto de não terem tido qualquer reacção forte em relação a posição do anterior executivo em não aumentar os salários, apesar do partido que na altura governava o país o ter reclamado antes de subir ao palácio do governo. Alías as duas centraius sindicais também tinham lançado um ultimato a exigir aumento dos salários ou paralisação geral do país, caso o primeiro governo do ano não aumentasse os salários.
Num país onde as coisas mudam da noite para o dia, o sindicato da função pública, liderado por Aurélio Silva, que sempre exigiu o aumento dos salários durante a vigência do anterior governo, contrariando a posição das centrais sindicais UGT e ONTSTP, que preferiram estabelecer um namoro com o então primeiro ministro através do conselho de concertação social, está agora contenete com Rafael Branco, apesar do actrual Primeiro Ministro ter deixado bem claro que não é possível fazer-se aumentos na massa salarial, inscrito no orçamento geral do estado já aprovado.
Mas o sindicato de Aurélio Silva conseguiu convencer o actual governo a pagar as indeminizações dos antigos trabalhadores do estado que foram licenciados no quadro do processo de ajustamento estrutural. Uma vitória importante para o sindicato da função pública.
Agora é a ONTSTP, que não está contente com o Governo, porque não promove o conselho de concertação social, onde o sindicato da função pública de Aurélio Silva não tem assento.
Lutas pelos direitos dos trabalhadores, que se confundem também com as guerras inter-sindicais, muito comuns em São Tomé e Príncipe.
sábado, 16 de agosto de 2008
A CÂMARA DISTRITAL DE ÁGUA-GRANDE ESTÁ DESARTICULADA
Os lixos proliferam na cidade Capital de São Tomé e Príncipe, em cima dos passeios ou fora dos passeios os lixos tomaram conta dos contentores de lixos que se encontram cheios e pedem socorro.
Ao lado do mercado grande o segundo mercado do país concretamente perto da paragem dos taxes de neves assiste-se por ali cheiros nauseabundos, é deitado para as sarjetas todo tipo de detritos que se vai acumulando para todos arredores do mercado da capital e o actual mercado novo “Côco-Côco”. No que concerne a situação dos balneários públicos, deve-se fazer mais esforço para construir em algumas artérias da nossa cidade mais balneários públicos e, necessário se torna reparação imediata dalgumas sarjetas entupidas. Por os que existem são escassos.
No que concerne ao Parque popular da cidade capital de São Tomé está no estado de quase abandono, algumas pessoas preferem fazer o seu passatempo durante o período do intervalo para hora do almoço, preferindo assim dar melhor vivacidade a vida quotidiana a vida do Parque Popular, um olhar atento sobre parque assenta-se de que seria necessário construção ao todo de um parque novo com novas estruturas.
Dentro do pátio do cisne, denota-se que a água ali existente está turva, necessita de uma limpeza permanente, anteriormente a limpeza era feita em três em três meses…
O antigo avião que se encontra estacionado no Parque Popular, cerca de 8 ou 10 anos, este encontra-se mergulhado de uma casa de ratos, e feito dormitório dos meninos da rua, urge das autoridades Camarárias e de Governo inverter este ciclo.
Soluções
1.º A Câmara Distrital de Água-grande deve promover diligências para execução de limpeza permanente junto aos bombeiros – voluntários, aos sábados de preferência.
2.º Deve diligenciar para encontrar solução junto das autoridades sanitárias arranjarem “CREOLINA” para desinfectar no momento da limpeza nos mercados, os sítios onde estão infectados.
3.º A limpeza do mercado deve ser uma constante promovida não só; pelo presidente da câmara distrital, e que deve estar presente no acto da limpeza, vereadores e de mais trabalhadores da câmara, isto contribui para a melhor saneamento de meio, “CIDADE LIMPA”. Para mais apoio e mão-de-obra, o senhor presidente da câmara deve recorrer a instituição de serviço prisionais a fim de trabalhar mais intensivamente para multiplicar o esforço pela cidade limpa. Bem-haja a todos…
Ao lado do mercado grande o segundo mercado do país concretamente perto da paragem dos taxes de neves assiste-se por ali cheiros nauseabundos, é deitado para as sarjetas todo tipo de detritos que se vai acumulando para todos arredores do mercado da capital e o actual mercado novo “Côco-Côco”. No que concerne a situação dos balneários públicos, deve-se fazer mais esforço para construir em algumas artérias da nossa cidade mais balneários públicos e, necessário se torna reparação imediata dalgumas sarjetas entupidas. Por os que existem são escassos.
No que concerne ao Parque popular da cidade capital de São Tomé está no estado de quase abandono, algumas pessoas preferem fazer o seu passatempo durante o período do intervalo para hora do almoço, preferindo assim dar melhor vivacidade a vida quotidiana a vida do Parque Popular, um olhar atento sobre parque assenta-se de que seria necessário construção ao todo de um parque novo com novas estruturas.
Dentro do pátio do cisne, denota-se que a água ali existente está turva, necessita de uma limpeza permanente, anteriormente a limpeza era feita em três em três meses…
O antigo avião que se encontra estacionado no Parque Popular, cerca de 8 ou 10 anos, este encontra-se mergulhado de uma casa de ratos, e feito dormitório dos meninos da rua, urge das autoridades Camarárias e de Governo inverter este ciclo.
Soluções
1.º A Câmara Distrital de Água-grande deve promover diligências para execução de limpeza permanente junto aos bombeiros – voluntários, aos sábados de preferência.
2.º Deve diligenciar para encontrar solução junto das autoridades sanitárias arranjarem “CREOLINA” para desinfectar no momento da limpeza nos mercados, os sítios onde estão infectados.
3.º A limpeza do mercado deve ser uma constante promovida não só; pelo presidente da câmara distrital, e que deve estar presente no acto da limpeza, vereadores e de mais trabalhadores da câmara, isto contribui para a melhor saneamento de meio, “CIDADE LIMPA”. Para mais apoio e mão-de-obra, o senhor presidente da câmara deve recorrer a instituição de serviço prisionais a fim de trabalhar mais intensivamente para multiplicar o esforço pela cidade limpa. Bem-haja a todos…
A CÂMARA DISTRITAL DE ÁGUA-GRANDE ESTÁ
Os lixos proliferam na cidade Capital de São Tomé e Príncipe, em cima dos passeios ou fora dos passeios os lixos tomaram conta dos contentores de lixos que se encontram cheios e pedem socorro.
Ao lado do mercado grande o segundo mercado do país concretamente perto da paragem dos taxes de neves assiste-se por ali cheiros nauseabundos, é deitado para as sarjetas todo tipo de detritos que se vai acumulando para todos arredores do mercado da capital e o actual mercado novo “Côco-Côco”. No que concerne a situação dos balneários públicos, deve-se fazer mais esforço para construir em algumas artérias da nossa cidade mais balneários públicos e, necessário se torna reparação imediata dalgumas sarjetas entupidas. Por os que existem são escassos.
No que concerne ao Parque popular da cidade capital de São Tomé está no estado de quase abandono, algumas pessoas preferem fazer o seu passatempo durante o período do intervalo para hora do almoço, preferindo assim dar melhor vivacidade a vida quotidiana a vida do Parque Popular, um olhar atento sobre parque assenta-se de que seria necessário construção ao todo de um parque novo com novas estruturas.
Dentro do pátio do cisne, denota-se que a água ali existente está turva, necessita de uma limpeza permanente, anteriormente a limpeza era feita em três em três meses…
O antigo avião que se encontra estacionado no Parque Popular, cerca de 8 ou 10 anos, este encontra-se mergulhado de uma casa de ratos, e feito dormitório dos meninos da rua, urge das autoridades Camarárias e de Governo inverter este ciclo.
Soluções
1.º A Câmara Distrital de Água-grande deve promover diligências para execução de limpeza permanente junto aos bombeiros – voluntários, aos sábados de preferência.
2.º Deve diligenciar para encontrar solução junto das autoridades sanitárias arranjarem “CREOLINA” para desinfectar no momento da limpeza nos mercados, os sítios onde estão infectados.
3.º A limpeza do mercado deve ser uma constante promovida não só; pelo presidente da câmara distrital, e que deve estar presente no acto da limpeza, vereadores e de mais trabalhadores da câmara, isto contribui para a melhor saneamento de meio, “CIDADE LIMPA”. Para mais apoio e mão-de-obra, o senhor presidente da câmara deve recorrer a instituição de serviço prisionais a fim de trabalhar mais intensivamente para multiplicar o esforço pela cidade limpa. Bem-haja a todos…
Ao lado do mercado grande o segundo mercado do país concretamente perto da paragem dos taxes de neves assiste-se por ali cheiros nauseabundos, é deitado para as sarjetas todo tipo de detritos que se vai acumulando para todos arredores do mercado da capital e o actual mercado novo “Côco-Côco”. No que concerne a situação dos balneários públicos, deve-se fazer mais esforço para construir em algumas artérias da nossa cidade mais balneários públicos e, necessário se torna reparação imediata dalgumas sarjetas entupidas. Por os que existem são escassos.
No que concerne ao Parque popular da cidade capital de São Tomé está no estado de quase abandono, algumas pessoas preferem fazer o seu passatempo durante o período do intervalo para hora do almoço, preferindo assim dar melhor vivacidade a vida quotidiana a vida do Parque Popular, um olhar atento sobre parque assenta-se de que seria necessário construção ao todo de um parque novo com novas estruturas.
Dentro do pátio do cisne, denota-se que a água ali existente está turva, necessita de uma limpeza permanente, anteriormente a limpeza era feita em três em três meses…
O antigo avião que se encontra estacionado no Parque Popular, cerca de 8 ou 10 anos, este encontra-se mergulhado de uma casa de ratos, e feito dormitório dos meninos da rua, urge das autoridades Camarárias e de Governo inverter este ciclo.
Soluções
1.º A Câmara Distrital de Água-grande deve promover diligências para execução de limpeza permanente junto aos bombeiros – voluntários, aos sábados de preferência.
2.º Deve diligenciar para encontrar solução junto das autoridades sanitárias arranjarem “CREOLINA” para desinfectar no momento da limpeza nos mercados, os sítios onde estão infectados.
3.º A limpeza do mercado deve ser uma constante promovida não só; pelo presidente da câmara distrital, e que deve estar presente no acto da limpeza, vereadores e de mais trabalhadores da câmara, isto contribui para a melhor saneamento de meio, “CIDADE LIMPA”. Para mais apoio e mão-de-obra, o senhor presidente da câmara deve recorrer a instituição de serviço prisionais a fim de trabalhar mais intensivamente para multiplicar o esforço pela cidade limpa. Bem-haja a todos…
Governo vai decidir o futuro da EMAE em Conselho de Ministros
A privatização de alguns serviços da Empresa de Água e Electricidade, EMAE, vai ser uma das questões a ser analisada na próxima sessão de Conselho de Ministros previsto para o dia 14 deste mês no Palácio do Povo pelo Presidente da República, Fradique Menezes a pedido do chefe do Governo, Rafael Branco. Soube “O Parvo” de fontes próximas do Palácio do Governo, tudo em atenção à reflexão da situação energética realizada oito deste mês em Bombaim.
Várias empresas estrangeiras e nacionais estão interessadas em investir no sector da energia do país e o governo vai decidir sobre o futuro da empresa numa altura em que se regista cortes constantes de energia eléctrica, pouco menos de um mês da inauguração de uma central térmica em Bobo Forro. Uma central eléctrica cuja condição de sua potência de produção eléctrica poderá estar sujeita à investigações para se apurar responsabilidades da aquisição daqueles geradores que não deram provas de produção eléctrica, inicialmente garantida.
“Temos que por mão na EMAE em todo os aspectos. Existem sectores que podem ser esterilizados, como carpintaria, manutenção de cabos” disse o primeiro-ministro, Rafael Branco quando falava na reunião de reflexão energética em Bombaim
Várias empresas estrangeiras e nacionais estão interessadas em investir no sector da energia do país e o governo vai decidir sobre o futuro da empresa numa altura em que se regista cortes constantes de energia eléctrica, pouco menos de um mês da inauguração de uma central térmica em Bobo Forro. Uma central eléctrica cuja condição de sua potência de produção eléctrica poderá estar sujeita à investigações para se apurar responsabilidades da aquisição daqueles geradores que não deram provas de produção eléctrica, inicialmente garantida.
“Temos que por mão na EMAE em todo os aspectos. Existem sectores que podem ser esterilizados, como carpintaria, manutenção de cabos” disse o primeiro-ministro, Rafael Branco quando falava na reunião de reflexão energética em Bombaim
Nova estratégia para colocar serviços estatísticos no centro do desenvolvimento
O Instituto Nacional de Estatísticas, INE, está a definir uma nova estratégia nacional de desenvolvimento estatístico, incluindo o plano de acção e o seu respectivo orçamento de execução.
De acordo com as autoridades, esta nova estratégia vai permitir colocar a estatística no centro da problemática do desenvolvimento, das estratégias nacionais de luta contra a pobreza e dos objectivos do milénio para o desenvolvimento.
O seminário realizado na sala de conferência da Casa da Cultura em SãoTomé, serviu para apresentar a nova estratégia nacional de desenvolvimento estatístico que vai empreender maior dinâmica ao trabalho do INE do país.
“Todos os ministérios técnicos que produzem as estatísticas, desenvolve as suas capacidades através de meios que lhes dão o reforço da cooperação com a ajuda internacional e da coordenação entre os vários componentes do sistema estatístico nacional, será tomado em conta para que se conheçam uns aos outros que se adoptem as suas actividades de uma maneira coerente”, explica o consultor do banco mundial, Jorge Rodrigues.
A nova estratégia coloca, por outro lado, a estatística no centro da problemática do desenvolvimento, com destaque para as políticas de redução da pobreza e os objectivos do milénio para o desenvolvimento. “A estatística fornece 52 indicadores estatísticos para a estratégia nacional de redução da pobreza e fornece indicadores estatísticos para a prossecução dos objectivos do milénio para o desenvolvimento, que são dois eixos importantes do governo” conclui Jorge Rodrigues.
O novo projecto do Instituto Nacional de Estatísticas, com um horizonte de 10 anos, compreende, entre outras coisas, o reforço das capacidades institucionais, o melhoramento da produção de estatísticas nacionais e a formação de recursos humanos.
De acordo com as autoridades, esta nova estratégia vai permitir colocar a estatística no centro da problemática do desenvolvimento, das estratégias nacionais de luta contra a pobreza e dos objectivos do milénio para o desenvolvimento.
O seminário realizado na sala de conferência da Casa da Cultura em SãoTomé, serviu para apresentar a nova estratégia nacional de desenvolvimento estatístico que vai empreender maior dinâmica ao trabalho do INE do país.
“Todos os ministérios técnicos que produzem as estatísticas, desenvolve as suas capacidades através de meios que lhes dão o reforço da cooperação com a ajuda internacional e da coordenação entre os vários componentes do sistema estatístico nacional, será tomado em conta para que se conheçam uns aos outros que se adoptem as suas actividades de uma maneira coerente”, explica o consultor do banco mundial, Jorge Rodrigues.
A nova estratégia coloca, por outro lado, a estatística no centro da problemática do desenvolvimento, com destaque para as políticas de redução da pobreza e os objectivos do milénio para o desenvolvimento. “A estatística fornece 52 indicadores estatísticos para a estratégia nacional de redução da pobreza e fornece indicadores estatísticos para a prossecução dos objectivos do milénio para o desenvolvimento, que são dois eixos importantes do governo” conclui Jorge Rodrigues.
O novo projecto do Instituto Nacional de Estatísticas, com um horizonte de 10 anos, compreende, entre outras coisas, o reforço das capacidades institucionais, o melhoramento da produção de estatísticas nacionais e a formação de recursos humanos.
Porto de Águas Profundas: a nova
Muitos telespectadores terão ficado menos ou mais esclarecidos com as explicações dadas na TVS, horas depois da assinatura do acordo para a construção dessa infra-estrutura pela equipa de acompanhamento dos grandes projectos de desenvolvimento do País.
Os telespectadores ficaram a saber que os rendimentos petrolíferos em SãoTomé e Príncipe são menos promissores para o país em relação ao Porto de Águas Profundas. Com ou sem petróleo, entendeu-se que os seus rendimentos são para pessoas ligadas aos dossiers petróleo.
Ficaram a saber que o Porto de Águas Profundas trás maiores rendimentos directos para os são-tomenses a partir de 2016. Supõe-se ser muito mais tarde ainda de 2016, se até lá não aparecer outro projecto mais rentável.
O Petróleo em 1998/99 servia de esperança para os são-tomenses. Passados dez anos, só existe para alguns receberem directamente os seus rendimentos. Migalhas foram espalhadas por aqui e acolá enquanto que os verdadeiros rendimentos ficam na situação de incerteza. O povo pode tirar esperanças no petróleo. O cidadão comum pode também tirar esperança nas zonas francas. Vai tudo ficar na falência.
Tudo porque há 1 de Agosto de 2008, surgiu o projecto de maior esperança para os são-tomenses. Aquilo que Fradique Menezes chamou histórico para SãoTomé e Príncipe: Porto de Águas Profundas em Fernão Dias. Lembre-se que a assinatura do tratado entre STP e a Nigéria para a exploração conjunta do petróleo, também foi histórico para SãoTomé e Príncipe.
Zona Franca, Petróleo, Turismo só para alguns são-tomenses. Para os são-tomenses, quiçá, para o povo só com o Porto de Águas Profundas, ampliação e modernização do Aeroporto Internacional, novo Sistema de Telecomunicações e novos projectos de Energia e Água.
Até 2016, a comissão técnica de acompanhamento desses grandes projectos em carteira foi constituída para ter o controlo preliminar das coisas económicas mais importantes de momento. Nem que o povo fique um século à espera para vender/escoar os seus produtos ou começar a usufruir dos efeitos benéficos da independência, não está em questão.
Até 2016 já se sobreviveu financeiramente que se farta e nem as premissas desta data irão aparecer porque depois dela seguir-se-ão outras até 2073. Os são-tomenses terão de esperar, pelo menos, mais dois séculos para escoar/vender (verdadeiramente) os seus produtos! Quem irá explorar o primeiro Porto de Águas Profundas para tirar os seus investimentos terão assim “mãos leves” em favor dos negócios são-tomenses!?
Para começar, far-se-ia uma pergunta que não deveria ser feita. Quem irá beneficiar da expropriação dos 40 hectares da área em terra reservada para o referido porto? O Estado são-tomense ou alguns que receberam áreas do território nacional, por influência política? O Estado receberá alguma compensação financeira depois da ocupação dos 40 hectares de terra durante os 65 anos!
Em 2073, as infra-estruturas do Porto de Águas Profundas de Fernão Dias já terão sido “engolidos” pelo mar atlântico. Com o aquecimento da terra os glaciares, até lá, terão ficado em estado líquido e como será o nível dos oceanos em todos os continentes? E no caso das ilhas que a água do mar vem invadindo a grandes velocidades?
E se isso for profético, haverá necessidade de construção de um novo porto de águas profundas com outras tecnologias. SãoTomé e Príncipe correrá o risco de voltar à estaca zero enquanto outros países estiverem a desenvolver novas tecnologias nessa infra-estrutura? Até lá, a nova geração estará avisada e bem preparada!
Os telespectadores ficaram a saber que os rendimentos petrolíferos em SãoTomé e Príncipe são menos promissores para o país em relação ao Porto de Águas Profundas. Com ou sem petróleo, entendeu-se que os seus rendimentos são para pessoas ligadas aos dossiers petróleo.
Ficaram a saber que o Porto de Águas Profundas trás maiores rendimentos directos para os são-tomenses a partir de 2016. Supõe-se ser muito mais tarde ainda de 2016, se até lá não aparecer outro projecto mais rentável.
O Petróleo em 1998/99 servia de esperança para os são-tomenses. Passados dez anos, só existe para alguns receberem directamente os seus rendimentos. Migalhas foram espalhadas por aqui e acolá enquanto que os verdadeiros rendimentos ficam na situação de incerteza. O povo pode tirar esperanças no petróleo. O cidadão comum pode também tirar esperança nas zonas francas. Vai tudo ficar na falência.
Tudo porque há 1 de Agosto de 2008, surgiu o projecto de maior esperança para os são-tomenses. Aquilo que Fradique Menezes chamou histórico para SãoTomé e Príncipe: Porto de Águas Profundas em Fernão Dias. Lembre-se que a assinatura do tratado entre STP e a Nigéria para a exploração conjunta do petróleo, também foi histórico para SãoTomé e Príncipe.
Zona Franca, Petróleo, Turismo só para alguns são-tomenses. Para os são-tomenses, quiçá, para o povo só com o Porto de Águas Profundas, ampliação e modernização do Aeroporto Internacional, novo Sistema de Telecomunicações e novos projectos de Energia e Água.
Até 2016, a comissão técnica de acompanhamento desses grandes projectos em carteira foi constituída para ter o controlo preliminar das coisas económicas mais importantes de momento. Nem que o povo fique um século à espera para vender/escoar os seus produtos ou começar a usufruir dos efeitos benéficos da independência, não está em questão.
Até 2016 já se sobreviveu financeiramente que se farta e nem as premissas desta data irão aparecer porque depois dela seguir-se-ão outras até 2073. Os são-tomenses terão de esperar, pelo menos, mais dois séculos para escoar/vender (verdadeiramente) os seus produtos! Quem irá explorar o primeiro Porto de Águas Profundas para tirar os seus investimentos terão assim “mãos leves” em favor dos negócios são-tomenses!?
Para começar, far-se-ia uma pergunta que não deveria ser feita. Quem irá beneficiar da expropriação dos 40 hectares da área em terra reservada para o referido porto? O Estado são-tomense ou alguns que receberam áreas do território nacional, por influência política? O Estado receberá alguma compensação financeira depois da ocupação dos 40 hectares de terra durante os 65 anos!
Em 2073, as infra-estruturas do Porto de Águas Profundas de Fernão Dias já terão sido “engolidos” pelo mar atlântico. Com o aquecimento da terra os glaciares, até lá, terão ficado em estado líquido e como será o nível dos oceanos em todos os continentes? E no caso das ilhas que a água do mar vem invadindo a grandes velocidades?
E se isso for profético, haverá necessidade de construção de um novo porto de águas profundas com outras tecnologias. SãoTomé e Príncipe correrá o risco de voltar à estaca zero enquanto outros países estiverem a desenvolver novas tecnologias nessa infra-estrutura? Até lá, a nova geração estará avisada e bem preparada!
Porto de Águas Profundas: a nova
Muitos telespectadores terão ficado menos ou mais esclarecidos com as explicações dadas na TVS, horas depois da assinatura do acordo para a construção dessa infra-estrutura pela equipa de acompanhamento dos grandes projectos de desenvolvimento do País.
Os telespectadores ficaram a saber que os rendimentos petrolíferos em SãoTomé e Príncipe são menos promissores para o país em relação ao Porto de Águas Profundas. Com ou sem petróleo, entendeu-se que os seus rendimentos são para pessoas ligadas aos dossiers petróleo.
Ficaram a saber que o Porto de Águas Profundas trás maiores rendimentos directos para os são-tomenses a partir de 2016. Supõe-se ser muito mais tarde ainda de 2016, se até lá não aparecer outro projecto mais rentável.
O Petróleo em 1998/99 servia de esperança para os são-tomenses. Passados dez anos, só existe para alguns receberem directamente os seus rendimentos. Migalhas foram espalhadas por aqui e acolá enquanto que os verdadeiros rendimentos ficam na situação de incerteza. O povo pode tirar esperanças no petróleo. O cidadão comum pode também tirar esperança nas zonas francas. Vai tudo ficar na falência.
Tudo porque há 1 de Agosto de 2008, surgiu o projecto de maior esperança para os são-tomenses. Aquilo que Fradique Menezes chamou histórico para SãoTomé e Príncipe: Porto de Águas Profundas em Fernão Dias. Lembre-se que a assinatura do tratado entre STP e a Nigéria para a exploração conjunta do petróleo, também foi histórico para SãoTomé e Príncipe.
Zona Franca, Petróleo, Turismo só para alguns são-tomenses. Para os são-tomenses, quiçá, para o povo só com o Porto de Águas Profundas, ampliação e modernização do Aeroporto Internacional, novo Sistema de Telecomunicações e novos projectos de Energia e Água.
Até 2016, a comissão técnica de acompanhamento desses grandes projectos em carteira foi constituída para ter o controlo preliminar das coisas económicas mais importantes de momento. Nem que o povo fique um século à espera para vender/escoar os seus produtos ou começar a usufruir dos efeitos benéficos da independência, não está em questão.
Até 2016 já se sobreviveu financeiramente que se farta e nem as premissas desta data irão aparecer porque depois dela seguir-se-ão outras até 2073. Os são-tomenses terão de esperar, pelo menos, mais dois séculos para escoar/vender (verdadeiramente) os seus produtos! Quem irá explorar o primeiro Porto de Águas Profundas para tirar os seus investimentos terão assim “mãos leves” em favor dos negócios são-tomenses!?
Para começar, far-se-ia uma pergunta que não deveria ser feita. Quem irá beneficiar da expropriação dos 40 hectares da área em terra reservada para o referido porto? O Estado são-tomense ou alguns que receberam áreas do território nacional, por influência política? O Estado receberá alguma compensação financeira depois da ocupação dos 40 hectares de terra durante os 65 anos!
Em 2073, as infra-estruturas do Porto de Águas Profundas de Fernão Dias já terão sido “engolidos” pelo mar atlântico. Com o aquecimento da terra os glaciares, até lá, terão ficado em estado líquido e como será o nível dos oceanos em todos os continentes? E no caso das ilhas que a água do mar vem invadindo a grandes velocidades?
E se isso for profético, haverá necessidade de construção de um novo porto de águas profundas com outras tecnologias. SãoTomé e Príncipe correrá o risco de voltar à estaca zero enquanto outros países estiverem a desenvolver novas tecnologias nessa infra-estrutura? Até lá, a nova geração estará avisada e bem preparada!
Os telespectadores ficaram a saber que os rendimentos petrolíferos em SãoTomé e Príncipe são menos promissores para o país em relação ao Porto de Águas Profundas. Com ou sem petróleo, entendeu-se que os seus rendimentos são para pessoas ligadas aos dossiers petróleo.
Ficaram a saber que o Porto de Águas Profundas trás maiores rendimentos directos para os são-tomenses a partir de 2016. Supõe-se ser muito mais tarde ainda de 2016, se até lá não aparecer outro projecto mais rentável.
O Petróleo em 1998/99 servia de esperança para os são-tomenses. Passados dez anos, só existe para alguns receberem directamente os seus rendimentos. Migalhas foram espalhadas por aqui e acolá enquanto que os verdadeiros rendimentos ficam na situação de incerteza. O povo pode tirar esperanças no petróleo. O cidadão comum pode também tirar esperança nas zonas francas. Vai tudo ficar na falência.
Tudo porque há 1 de Agosto de 2008, surgiu o projecto de maior esperança para os são-tomenses. Aquilo que Fradique Menezes chamou histórico para SãoTomé e Príncipe: Porto de Águas Profundas em Fernão Dias. Lembre-se que a assinatura do tratado entre STP e a Nigéria para a exploração conjunta do petróleo, também foi histórico para SãoTomé e Príncipe.
Zona Franca, Petróleo, Turismo só para alguns são-tomenses. Para os são-tomenses, quiçá, para o povo só com o Porto de Águas Profundas, ampliação e modernização do Aeroporto Internacional, novo Sistema de Telecomunicações e novos projectos de Energia e Água.
Até 2016, a comissão técnica de acompanhamento desses grandes projectos em carteira foi constituída para ter o controlo preliminar das coisas económicas mais importantes de momento. Nem que o povo fique um século à espera para vender/escoar os seus produtos ou começar a usufruir dos efeitos benéficos da independência, não está em questão.
Até 2016 já se sobreviveu financeiramente que se farta e nem as premissas desta data irão aparecer porque depois dela seguir-se-ão outras até 2073. Os são-tomenses terão de esperar, pelo menos, mais dois séculos para escoar/vender (verdadeiramente) os seus produtos! Quem irá explorar o primeiro Porto de Águas Profundas para tirar os seus investimentos terão assim “mãos leves” em favor dos negócios são-tomenses!?
Para começar, far-se-ia uma pergunta que não deveria ser feita. Quem irá beneficiar da expropriação dos 40 hectares da área em terra reservada para o referido porto? O Estado são-tomense ou alguns que receberam áreas do território nacional, por influência política? O Estado receberá alguma compensação financeira depois da ocupação dos 40 hectares de terra durante os 65 anos!
Em 2073, as infra-estruturas do Porto de Águas Profundas de Fernão Dias já terão sido “engolidos” pelo mar atlântico. Com o aquecimento da terra os glaciares, até lá, terão ficado em estado líquido e como será o nível dos oceanos em todos os continentes? E no caso das ilhas que a água do mar vem invadindo a grandes velocidades?
E se isso for profético, haverá necessidade de construção de um novo porto de águas profundas com outras tecnologias. SãoTomé e Príncipe correrá o risco de voltar à estaca zero enquanto outros países estiverem a desenvolver novas tecnologias nessa infra-estrutura? Até lá, a nova geração estará avisada e bem preparada!
domingo, 10 de agosto de 2008
O QUE ACONTECE SE NÃO HOUVER PETRÓLEO EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE?...
Pode ser uma salvação para os São-tomenses, como pode ser uma desgraça…
Há um ditado em São Tomé: “Para ficar rico, tudo o que você precisa fazer é ser ministro por 24 horas”.
Veja, por exemplo do ministro. Lima, e todos em São Tomé conhecem a sua história: quando ele trabalhava para o banco central do país, ele fez um acordo com uma empresa de Liechtenstein para criação de uma moeda são-tomense comemorativa do milénio. O único problema é que uma parte dos lucros iria directamente para ele. Lima foi sentenciada a dois anos sob condicional -o que não o impediu de ser nomeado ministro.
Lima estudou na Alemanha Oriental. Ele fala alemão. Quando telefonamos para pedir uma entrevista, ele gritou ao telefone, em alemão: “Petróleo! Petróleo! Petróleo! Todo mundo vem aqui para escrever a respeito, mas ninguém quer nos ajudar a extraí-lo!” Então ele desligou.
Mas os problemas não são puramente domésticos. A história de São Tomé e Príncipe é uma longa história de intervenção estrangeira. Quando os portugueses descobriram as ilhas no século 15, elas eram desabitadas. Navios portugueses compravam escravos africanos aqui com a intenção de enviá-los para as Américas. Os escravos plantavam cana-de-açúcar e posteriormente café e cacau.
Não houve grande mudança -por séculos – até uma ditadura em Lisboa ser derrubada por um golpe militar em 1974. Os portugueses concederam rapidamente a independência para suas últimas colónias remanescentes, incluindo São Tomé e Príncipe, onde 100 mil negros africanos e outras pessoas multirraciais repentinamente tinham seu próprio país.
Trinta e três anos depois, a ilha ainda enfrenta dificuldades. Apesar dos US$ 600 milhões em ajuda que o país recebe desde a independência, o padrão de vida continua caindo. Segundo o Banco Mundial, mais de 50% da população é considerada “pobre”.
Quando depósitos de petróleo foram detectados nos anos 90, o primeiro empresário a aparecer foi o sul-africano descendente de alemães chamado Christian Hellinger, que ganhou fortuna com os diamantes angolanos. Ao chegar, ele supostamente deu a cada ministro um gerador. Logo ele adquiriu o apelido de “Rei de São Tomé”. Ele transferiu sua empresa de transporte aéreo para cá e foi o primeiro a explorar petróleo, isto é fazendo pesquisa de petróleo na zona de morro –peixe.
Hellinger trouxe uma empresa para São Tomé que desde então só significaria problemas. A pequena empresa nascida na Louisiana e actualmente sedeada em Houston, se chama ERHC (Environmental Remediation Holding Corporation). Na época ela era especializada em dar destino aos resíduos da indústria do petróleo e não tinha entendimento nenhum de produção de petróleo. Mas a ERHC convenceu o governo a assinar um contrato em 1997. Por US$ 5 milhões a empresa recebeu direitos exclusivos sobre a comercialização e exploração de todas as reservas de petróleo de São Tomé pelos próximos 25 anos. A organização não-governamental Global Witness posteriormente chamou isto de “um dos acordos mais chocantes de todos os tempos”.
O país fez acordos com outras empresas, incluindo a Exxon Mobil, mas aparentemente foram igualmente ruins. O presidente Fradique conseguiu renegociar alguns dos acordos, mas a ERHC, agora de propriedade de um nigeriano influente, ainda ganha sua parte das concessões e de novas descobertas de petróleo.
O segundo problema de São Tomé sempre foi sua poderosa vizinha, a Nigéria, que não estava interessada em permitir que a minúscula nação lucrasse com petróleo em seu próprio quintal. A Nigéria contestou a fronteira marítima entre os dois países e forçou São Tomé a aceitar um acordo para formação de uma “Zona Conjunta de Desenvolvimento”, no qual 40% da receita da produção de petróleo iria para São Tomé e 60% para a Nigéria.
Quando os dois países leiloaram as primeiras licenças de exploração em 2003 e 2004, as coisas não transcorreram da forma como os são-tomenses esperavam. Grande parte das companhias de petróleo se manteve distante, exceto no caso do mais promissor sector na zona de petróleo, conhecido como Bloco 1, pelo qual um consórcio da Chevron e Exxon Mobil conquistou a licença de exploração por US$ 123 milhões. Todavia, foi um dia monumental para São Tomé. Sua parcela de 40%, US$ 49 milhões, quase equivalia ao orçamento anual do país.
Mas a Nigéria reteve o valor, usando seu controle do dinheiro para forçar São Tomé a conceder licenças a certas empresas pequenas na próxima rodada de leilão -empresas de propriedade de empresários nigerianos com laços estreitos com os políticos do país. O Procurador-geral de São Tomé posteriormente expôs este esquema.
AINDA UM MODELO? AINDA PRECISA DE UMA LUZ NO FUNDO DO TÚNEL…
Independentemente de tudo, os são-tomenses deixaram de acreditar na classe política do dirigente, vêm neles um desinteressar nas soluções que os País enfrentam.
As primeiras sondagens experimentais foram realmente decepcionantes. A Chevron encontrou petróleo a uma profundidade de cerca de 1.700 metros, mas em quantidades tão pequenas e de qualidade tão ruim que não era “comercialmente viável”.
A busca por petróleo nem sempre leva a resultados claros. Dados sísmicos promissores não são garantia da existência de tanto petróleo quanto antecipado. É um pouco como “póquer” você tem uma boa ideia e faz sua aposta, e com sorte pode ganha-la. Descobrir novo petróleo se tornou mais difícil. As empresas estão sondando em profundezas cada vez maiores, mas com o aumento do preço do petróleo, a exploração a grandes profundidades passa a valer a pena,e mas custos elevadíssimos…
Os chineses exploram actualmente no Bloco 2, enquanto os americanos exploram o Bloco 3. A Addax, uma empresa suíça-canadense, está convencida de que petróleo pode ser encontrado a ponto de ter comprado direitos de exploração em todos os quatro blocos. Ela adquiriu a participação da Exxon no Bloco 1 no Outono de 2007 por pouco menos de US$ 78 milhões. O representante da empresa, um americano chamado Tim Martinson, disse que é importante manter o optimismo neste ramo, e que “alguma produção” certamente se materializará, mas dificilmente antes de 2015.
Quase ninguém mais acredita que São Tomé será um modelo para o mundo. Joaquin Sacramento, um pescador, se encontra em uma praia na cidade de São João dos Angolares, a duas horas ao sul da capital. Ele está lixando seu barco de madeira, que colocou sobre blocos na praia, sob uma chuva quente. Ele é um homem de 39 anos e pele bem escura, vestindo uma camisa vermelha de time de futebol.
A verdadeira questão em São Tomé gira em torno dele, se pessoas como Sacramento algum dia verá algum benefício do petróleo e se as visões optimistas de Saches e de sua equipe foram exageradas.
Sacramento não tem respostas. “Nós somos pescadores”, ele diz. “Alguém tem que pescar. O petróleo é para os políticos.”Pode ser uma salvação para os Santomenses, como pode ser uma desgraça…
Ele sabe sobre o mar ele conhece seus humores e a melhor hora do dia para pegar certos tipos de peixe. Mas ele sabe muito pouco sobre petróleo. Ele escutou que o mar fica vermelho quando as empresas perfuram e duvida que isto fará algum bem aos peixes. “O oceano é azul”, ele diz. “É com que estão acostumados.”
Compilado por Aquiles Pequeno
Há um ditado em São Tomé: “Para ficar rico, tudo o que você precisa fazer é ser ministro por 24 horas”.
Veja, por exemplo do ministro. Lima, e todos em São Tomé conhecem a sua história: quando ele trabalhava para o banco central do país, ele fez um acordo com uma empresa de Liechtenstein para criação de uma moeda são-tomense comemorativa do milénio. O único problema é que uma parte dos lucros iria directamente para ele. Lima foi sentenciada a dois anos sob condicional -o que não o impediu de ser nomeado ministro.
Lima estudou na Alemanha Oriental. Ele fala alemão. Quando telefonamos para pedir uma entrevista, ele gritou ao telefone, em alemão: “Petróleo! Petróleo! Petróleo! Todo mundo vem aqui para escrever a respeito, mas ninguém quer nos ajudar a extraí-lo!” Então ele desligou.
Mas os problemas não são puramente domésticos. A história de São Tomé e Príncipe é uma longa história de intervenção estrangeira. Quando os portugueses descobriram as ilhas no século 15, elas eram desabitadas. Navios portugueses compravam escravos africanos aqui com a intenção de enviá-los para as Américas. Os escravos plantavam cana-de-açúcar e posteriormente café e cacau.
Não houve grande mudança -por séculos – até uma ditadura em Lisboa ser derrubada por um golpe militar em 1974. Os portugueses concederam rapidamente a independência para suas últimas colónias remanescentes, incluindo São Tomé e Príncipe, onde 100 mil negros africanos e outras pessoas multirraciais repentinamente tinham seu próprio país.
Trinta e três anos depois, a ilha ainda enfrenta dificuldades. Apesar dos US$ 600 milhões em ajuda que o país recebe desde a independência, o padrão de vida continua caindo. Segundo o Banco Mundial, mais de 50% da população é considerada “pobre”.
Quando depósitos de petróleo foram detectados nos anos 90, o primeiro empresário a aparecer foi o sul-africano descendente de alemães chamado Christian Hellinger, que ganhou fortuna com os diamantes angolanos. Ao chegar, ele supostamente deu a cada ministro um gerador. Logo ele adquiriu o apelido de “Rei de São Tomé”. Ele transferiu sua empresa de transporte aéreo para cá e foi o primeiro a explorar petróleo, isto é fazendo pesquisa de petróleo na zona de morro –peixe.
Hellinger trouxe uma empresa para São Tomé que desde então só significaria problemas. A pequena empresa nascida na Louisiana e actualmente sedeada em Houston, se chama ERHC (Environmental Remediation Holding Corporation). Na época ela era especializada em dar destino aos resíduos da indústria do petróleo e não tinha entendimento nenhum de produção de petróleo. Mas a ERHC convenceu o governo a assinar um contrato em 1997. Por US$ 5 milhões a empresa recebeu direitos exclusivos sobre a comercialização e exploração de todas as reservas de petróleo de São Tomé pelos próximos 25 anos. A organização não-governamental Global Witness posteriormente chamou isto de “um dos acordos mais chocantes de todos os tempos”.
O país fez acordos com outras empresas, incluindo a Exxon Mobil, mas aparentemente foram igualmente ruins. O presidente Fradique conseguiu renegociar alguns dos acordos, mas a ERHC, agora de propriedade de um nigeriano influente, ainda ganha sua parte das concessões e de novas descobertas de petróleo.
O segundo problema de São Tomé sempre foi sua poderosa vizinha, a Nigéria, que não estava interessada em permitir que a minúscula nação lucrasse com petróleo em seu próprio quintal. A Nigéria contestou a fronteira marítima entre os dois países e forçou São Tomé a aceitar um acordo para formação de uma “Zona Conjunta de Desenvolvimento”, no qual 40% da receita da produção de petróleo iria para São Tomé e 60% para a Nigéria.
Quando os dois países leiloaram as primeiras licenças de exploração em 2003 e 2004, as coisas não transcorreram da forma como os são-tomenses esperavam. Grande parte das companhias de petróleo se manteve distante, exceto no caso do mais promissor sector na zona de petróleo, conhecido como Bloco 1, pelo qual um consórcio da Chevron e Exxon Mobil conquistou a licença de exploração por US$ 123 milhões. Todavia, foi um dia monumental para São Tomé. Sua parcela de 40%, US$ 49 milhões, quase equivalia ao orçamento anual do país.
Mas a Nigéria reteve o valor, usando seu controle do dinheiro para forçar São Tomé a conceder licenças a certas empresas pequenas na próxima rodada de leilão -empresas de propriedade de empresários nigerianos com laços estreitos com os políticos do país. O Procurador-geral de São Tomé posteriormente expôs este esquema.
AINDA UM MODELO? AINDA PRECISA DE UMA LUZ NO FUNDO DO TÚNEL…
Independentemente de tudo, os são-tomenses deixaram de acreditar na classe política do dirigente, vêm neles um desinteressar nas soluções que os País enfrentam.
As primeiras sondagens experimentais foram realmente decepcionantes. A Chevron encontrou petróleo a uma profundidade de cerca de 1.700 metros, mas em quantidades tão pequenas e de qualidade tão ruim que não era “comercialmente viável”.
A busca por petróleo nem sempre leva a resultados claros. Dados sísmicos promissores não são garantia da existência de tanto petróleo quanto antecipado. É um pouco como “póquer” você tem uma boa ideia e faz sua aposta, e com sorte pode ganha-la. Descobrir novo petróleo se tornou mais difícil. As empresas estão sondando em profundezas cada vez maiores, mas com o aumento do preço do petróleo, a exploração a grandes profundidades passa a valer a pena,e mas custos elevadíssimos…
Os chineses exploram actualmente no Bloco 2, enquanto os americanos exploram o Bloco 3. A Addax, uma empresa suíça-canadense, está convencida de que petróleo pode ser encontrado a ponto de ter comprado direitos de exploração em todos os quatro blocos. Ela adquiriu a participação da Exxon no Bloco 1 no Outono de 2007 por pouco menos de US$ 78 milhões. O representante da empresa, um americano chamado Tim Martinson, disse que é importante manter o optimismo neste ramo, e que “alguma produção” certamente se materializará, mas dificilmente antes de 2015.
Quase ninguém mais acredita que São Tomé será um modelo para o mundo. Joaquin Sacramento, um pescador, se encontra em uma praia na cidade de São João dos Angolares, a duas horas ao sul da capital. Ele está lixando seu barco de madeira, que colocou sobre blocos na praia, sob uma chuva quente. Ele é um homem de 39 anos e pele bem escura, vestindo uma camisa vermelha de time de futebol.
A verdadeira questão em São Tomé gira em torno dele, se pessoas como Sacramento algum dia verá algum benefício do petróleo e se as visões optimistas de Saches e de sua equipe foram exageradas.
Sacramento não tem respostas. “Nós somos pescadores”, ele diz. “Alguém tem que pescar. O petróleo é para os políticos.”Pode ser uma salvação para os Santomenses, como pode ser uma desgraça…
Ele sabe sobre o mar ele conhece seus humores e a melhor hora do dia para pegar certos tipos de peixe. Mas ele sabe muito pouco sobre petróleo. Ele escutou que o mar fica vermelho quando as empresas perfuram e duvida que isto fará algum bem aos peixes. “O oceano é azul”, ele diz. “É com que estão acostumados.”
Compilado por Aquiles Pequeno
CPI para problemática de energia
A Bancada Parlamentar do MLSTP-PSD, força política que sustenta e lidera o actual Executivo, propôs a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito no sentido de avaliar in loco a situação energética com que o país se confronta. A proposta foi avançada pelo líder da Bancada, Jorge Amado, no decurso dos debates da aprovação do Programa do Governo.
Jorge Amado defendeu a necessidade de uma tal comissão, tendo em vista a situação reinante na Empresa de Água e Electricidade , EMAE, em relação à Central Térmica de Bôbo Fôrro, recentemente inaugurada. « Ainda há pouco, se inaugurou uma Central Eléctrica, onde a capacidade inicial da central era para 4 MW. Na inauguração, falou-se de 3.5 MW. Há pouco menos de um mês da sua inauguração, a Central está a produzir 0,7 MW. Um dos motores velho, que deita óleo por todo o lado, e o segundo motor novo, que se diz novo, também já está avariado.»
O líder da Bancada considera que se trata de um assunto que deve ser encarado com a devida seriedade, porque, «o país não pode continuar a conviver com essas situações. Por esta razão, que tomo a liberdade em propor a Assembleia Nacional que seja criada uma Comissão Eventual, para analisar e avaliar os problemas energéticos que temos em S. Tomé e Príncipe. ».
Jorge Amado defendeu a necessidade de uma tal comissão, tendo em vista a situação reinante na Empresa de Água e Electricidade , EMAE, em relação à Central Térmica de Bôbo Fôrro, recentemente inaugurada. « Ainda há pouco, se inaugurou uma Central Eléctrica, onde a capacidade inicial da central era para 4 MW. Na inauguração, falou-se de 3.5 MW. Há pouco menos de um mês da sua inauguração, a Central está a produzir 0,7 MW. Um dos motores velho, que deita óleo por todo o lado, e o segundo motor novo, que se diz novo, também já está avariado.»
O líder da Bancada considera que se trata de um assunto que deve ser encarado com a devida seriedade, porque, «o país não pode continuar a conviver com essas situações. Por esta razão, que tomo a liberdade em propor a Assembleia Nacional que seja criada uma Comissão Eventual, para analisar e avaliar os problemas energéticos que temos em S. Tomé e Príncipe. ».
Ministra da Defesa Nacional reafirma +irreversibilidade+ de integração de jovens de sexo feminino no Exército são-tomense
São Tomé, 8 Ago (STP-Press) - A Ministra da Defesa Nacional, Elsa Teixeira Pinto, considerou hoje, sexta-feira, em São Tomé, que a integração há três anos de jovens são-tomenses de sexo feminino nas Forças Armadas é uma +conquista+ e um projecto irreversível para as autoridades governamentais.
Texeira Pinto que falava à STP-Press após uma reunião com parceiros políticos e internacionais e que visou análise de um estudo sobre a implicação da mulher no Exército Nacional, disse tratar - se de +uma conquista sem recuo+, mas admitiu no entanto haver alguns +constrangimentos+ que implica +repensar e requacionar o papel de mulheres são-tomenses nas Forças Armadas+.
+ A integração de jovens de sexo feminino no Exército Nacional é uma conquista e um projecto irreversivel e não há recuo do nosso lado quanto à isto+, defendeu.
Mas sublinhou que regista - se alguns constrangimentos que importa +repensar todo esse trabalho e requacionar profundamente aquilo que deverá ser o papel da mulher nas Forças Armadas Nacionais +, - adiantou a governante, primeira mulher na história política do País à frente do Ministério da Defesa Nacional.
A reunião realizada esta manhã nas instalações do parlamento entre a titular da defesa nacional, membros da 5ª Comissão Especializada da Assembleia Nacional e a UNICEF visou problematica do destacamento feminino das Forças Armadas do arquipélago são-tomenses.
Esses estudos foram financiados por essa agência da ONU que a Ministra da Defesa Nacional admite poderá financiar alguns projectos visando de capacitação de jovens mancebas nas Forças Armadas.
Aquela responsavel disse ainda que os estudos em causa focalizavam algumas situações para as quais as autoridades governamentais já equacionaram algumas soluções, assim como aprpriação dessa pesquisa a fim de se conceber um plano de desenvolvimento da área feminino do Exército crioulo.
Além de ostentarem patentes com graus militares diversificado, o Exército são-tomense até então cinfinado apenas aos jovens de sexo maculino, integra há três anos mais de uma centena de raparigas que participa em igualidade de circunstância em actividades militares com colegas masculinos.
Fim/STP-Press
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Texeira Pinto que falava à STP-Press após uma reunião com parceiros políticos e internacionais e que visou análise de um estudo sobre a implicação da mulher no Exército Nacional, disse tratar - se de +uma conquista sem recuo+, mas admitiu no entanto haver alguns +constrangimentos+ que implica +repensar e requacionar o papel de mulheres são-tomenses nas Forças Armadas+.
+ A integração de jovens de sexo feminino no Exército Nacional é uma conquista e um projecto irreversivel e não há recuo do nosso lado quanto à isto+, defendeu.
Mas sublinhou que regista - se alguns constrangimentos que importa +repensar todo esse trabalho e requacionar profundamente aquilo que deverá ser o papel da mulher nas Forças Armadas Nacionais +, - adiantou a governante, primeira mulher na história política do País à frente do Ministério da Defesa Nacional.
A reunião realizada esta manhã nas instalações do parlamento entre a titular da defesa nacional, membros da 5ª Comissão Especializada da Assembleia Nacional e a UNICEF visou problematica do destacamento feminino das Forças Armadas do arquipélago são-tomenses.
Esses estudos foram financiados por essa agência da ONU que a Ministra da Defesa Nacional admite poderá financiar alguns projectos visando de capacitação de jovens mancebas nas Forças Armadas.
Aquela responsavel disse ainda que os estudos em causa focalizavam algumas situações para as quais as autoridades governamentais já equacionaram algumas soluções, assim como aprpriação dessa pesquisa a fim de se conceber um plano de desenvolvimento da área feminino do Exército crioulo.
Além de ostentarem patentes com graus militares diversificado, o Exército são-tomense até então cinfinado apenas aos jovens de sexo maculino, integra há três anos mais de uma centena de raparigas que participa em igualidade de circunstância em actividades militares com colegas masculinos.
Fim/STP-Press
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008
FRADIQUE MENEZES ENCONTRAVA-SE HOSPITALIZADO DERIVADA DE UMA QUEDA NA PRÓPRIA SUA RESIDÊNCIA

O presidente da República de São Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes, foi na tarde de terça-feira hospitalizado na sequência de uma queda, quando visitava obras de construção civil a norte da capital são-tomense.
Fonte hospitalar disse que o Chefe de Estado "sofreu diversas escoriações", que "não inspiram demasiados cuidados", estava ainda em observação no hospital central Ayres de Menezes. Mas, já se encontra em na sua residência em Favorita, desde ontem a noite.
"Os exames de Raio-X e outros efectuados ao presidente não acusaram fracturas nem lesões graves", referiu a mesma fonte, que não soube precisar se o chefe de Estado teria alta ainda terça.
Fradique de Menezes está a ser acompanhado pelos seus médicos, Pascoal de Apresentação e Esperança Carvalho. Por: Aquiles Pequeno
É Interessante!

Preocupa-me imenso o interesse dos são-tomenses quer no país, quer na diáspora. Pela constatação in loco, tenho verificado que, quer os são-tomenses estudantes, e trabalhadores emigrantes, para a revista “O Parvo” como “Tela Nón”, conclui-se que dado a situação actual e passada dos são-tomenses e de SãoTomé e Príncipe, tenho verificado que, o que todos escrevem só se baseiam em críticas, a sensação de desespero, apátrida, cidadão do mundo sem rumo e, sobretudo, sem a personalidade própria!
Dos nossos estudantes, quer pela inexperiência da vida, ou quer pela vivência do mundo, só vejo críticas! Aos trabalhadores emigrantes e emigrantes nacionalizados, só vejo críticas! Sem falar daqueles que acabaram os seus cursos e que hoje labutam no país onde se formaram, que dizem: Por mim quer que eles se lixem. Em suma, para dizer que muitos são os nacionais no estrangeiro, que têm experiências profissionais e políticas, capazes de com suas opiniões mudarem um ou mais estado de coisas no nosso país! Digo isto porque, não é só estando no país ou tendo dinheiro que se ajuda a construir o país que nos viu nascer!
Por isso, apelo a todos os são-tomenses que deixem de criticar e sugiram mais para a correcção de muitos erros que se cometeu e se está cometendo. Não percam esperança, porque SãoTomé e Príncipe não está vencido pela desgraça, nem está adiado como muitos por aí dizem, pois melhores dias irão surgir com nossas críticas e sugestões. Se criticas, é porque viste o erro. E se viste o erro, sugira para que melhore.
Por outro lado, compreendo quão complexo é aceitação dos nossos governantes em acatar a crítica e, quanto muito, a sugestão. Por isso, apelo aos nossos governantes, que deixem do complexo de sabe tudo, cospe nele porque é inferior, porque não é doutor nem engenheiro, etc.… uma gama de complexos de inferioridade que tem contribuído para o atraso e subdesenvolvimento da nossa sociedade e do nosso país.
Aproveito esta oportunidade para fazer uma pequena observação aos indivíduos que são nossos governantes e como tal a milhas de distância de um país desenvolvido como é a Bélgica. Eles em SãoTomé, têm médico de família tão longe e o povo do qual eles são dirigentes não sabe o que é isso, e quando é afectado por uma doença fatal, espera anos a fio por uma junta médica e quando evacuado para um país destes como a Bélgica, chega tarde demais e a doença em estado avançado de diagnóstico. Uns ficam amputados, outros morrem pela falta de assistência atempada e pela falta de um hospital digno de o atender!
Assim, e por outro lado, apresento ao ex-presidente da República os meus mais sinceros sentimentos pelos acontecimentos ocorridos à sua casa, embora lamentando que, se o País desse primazia há um ou mais bombeiros locais, talvez o que aconteceu, não aconteceria e, se acontecesse, não seria daquele tamanho.
Se é divino ou não, os teólogos que o expliquem, porque parece-me que a divindade está a agir sobre os nossos políticos com implacabilidade, começando pelo Sr.Presidente Fradique de Menezes e em seguida ao Sr.Miguel dos Anjos Lisboa Trovoada e possivelmente mais surras estão à caminho!
Aos políticos e dirigentes do país só lhes apelo o seguinte: Trabalhem com consciência para que nos próximos 12 de Julho não assistamos são-tomenses a que se apele um viva a SãoTomé e Príncipe, ninguém bate a palma. Acredito em vós e, em especial, esta equipa, independentemente de ser de A ou B partido, mas sim ainda acredito em são-tomenses.
A todos, os meus votos de felicidades….
terça-feira, 5 de agosto de 2008
FRADIQUE DE MENEZES CONGRATULOU-SE COM PRESENÇA DE PEQUIM NO FÓRUM

O Presidente são-tomense Fradique de Menezes congratulou-se, segunda-feira, com a presença de uma delegação da China continental nos trabalhos do Fórum de Investimento 2008, organizado pela autoridade conjunta São Tomé/Nigéria, cujos trabalhos decorrem na capital são-tomense.
"Eu quero dizer que eu estou muito satisfeito por ver nessa sala o embaixador de Taiwan e ali atrás, os chineses da empresa Sinopec, da China continental. Isso deixa-nos muito contentes. Gostamos do povo chinês no seu todo", disse Fradique de Menezes.
As declarações do Presidente são-tomense podem ser interpretadas como o primeiro passo dado publicamente no sentido de uma maior aproximação desse país africano lusófono com o gigante asiático.
Em Março passado, Fradique de Menezes tinha já deixado transparecer este desejo de aproximação.
"Não tenho um oráculo qualquer para adivinhar que amanhã vamos terminar com este e recomeçar com outro. Vamos ver", afirmou o Presidente da república de São Tomé e Príncipe.
Pequim cortou relações com o arquipélago de São Tomé e Príncipe há mais de dez anos, depois do Governo são-tomense ter estabelecido em Maio de 1997 relações diplomáticas com Taiwan.
Nos últimos tempos, têm surgido diversos contactos entre Pequim e São Tomé, que podem crescer nos próximos tempos, numa altura em que o MLSTP/PSD se encontra no poder em S. Tomé.
O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/ Partido Social-Democrata tem laços históricos com a China que datam dos tempos da luta pela independência.
Aquando do último congresso do MLSTP/PSD, em Fevereiro passado, o partido convidou uma delegação do partido comunista chinês
Lágrimas” de um são-tomense preocupado

1º Os nossos dirigentes ou alguns deles, devem dar provas à população de que são credíveis e patriotas.
2º O Governo deve desencadear uma forte acção de combate cerrado aos ladrões, por forma a proteger os bens adquiridos legalmente por pessoas honestas.
3º O Governo, através dos meios de Comunicação Social, deve desenvolver campanhas de sensibilização à população de forma a fazer entender que a melhor maneira de se ultrapassar os efeitos da crise alimentar é consumir mais os produtos nacionais, ou melhor, substituir na medida do possível os produtos importados pelos produzidos no país.
4º O Governo deve pôr à disposição dos agricultores, horticultores e criadores de gado, apoios financeiros para o desenvolvimento das suas actividades e fazer um rigoroso controlo na utilização do mesmo.
5º O Ministério de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas deve ter um programa de aconselhamento e acompanhamento dirigido aos trabalhadores da terra e dos criadores de gados.
6º Não se deve entender como produtos nacionais, apenas os produtos agrícolas e pecuários. Devem também ser considerados produtos nacionais os provenientes da transformação dos mesmos.
7º Assim, o Governo deve criar todas as condições para o surgimento de pequenas indústrias de transformação no país, procedendo da seguinte forma:
Seleccionar os produtos que podem servir de matéria-prima para a transformação. Mandar formar pessoas nos domínios que correspondam aos produtos seleccionados, por exemplo:
- O milho é um dos produtos seleccionados.
- Automaticamente idealizamos a transformação de milho em farinha. Neste caso, formam-se pessoas na área de produção de farinha de seriais.
- Que sejam agora os gados bovino e caprino outros produtos seleccionados. De forma imediata pensa-se na carne. Porém, deve-se ir mais longe:
Deve-se pensar também no leite, sua conservação e transformação em queijo e manteiga.
Deve-se ainda lembrar que as peles podem ser curtidas e posteriormente utilizadas no fabrico de sapatos. É de salientar que muitos dos nossos bons sapateiros estão inoperantes porque não existe pele no mercado ou porque quando existe o preço é muito exorbitante.
Por fim os excrementos desses animais são excelentes matérias-primas para formação de estrumes que pode substituir com grande vantagem os fertilizantes químicos importados ao preço de ouro, no momento em que se prima pelos produtos biológicos.
Daí surge a necessidade de se formar pessoas em áreas como:
- Extracção e condicionamento de leite fresco, produção de queijo e manteigas e produção de sola e cabedal.
- Independentemente dos dois produtos tomados como exemplo, podem ser seleccionados muitos outros, como:
Cacau, (Produção de chocolates e outros), cana-de-açúcar (Produção de açúcar mascavadas), Produtos hortícolas (sua conservação e transformação), frutos diversos (Produção de sumo) etc.
A Instalação dessas unidades fabris provoca uma agitação benigna no seio dos agricultores, horticultores e criadores de gados porque começam a sentir que devem aumentar a sua produção para terem mais rendimentos, tendo em conta que existem compradores certos para seus produtos, que são as unidades industriais acima mencionadas.
Estas unidades transformadoras criam directa e indirectamente muitos postos de emprego e fazem com que os cidadãos nacionais encontrem no mercado produtos ao nível dos seus salários.
8º Substituir óleo alimentar por azeite de palma, estimulando a produção deste, pelos possuidores de glebas e lotes, como antigamente se faziam.
9º Reactivar a EMOLVE (Empresa de Óleo Vegetal) mas com o principal objectivo de exportar os seus produtos sem, no entanto, descurar a necessidade de atendimento as pessoas que por qualquer motivo não conseguem produzir o referido produto.
10º Substituir o feijão seco importado pelo produzido localmente, aconselhando os horticultores a produzirem também este tipo de feijão.
11º Substituir a batata inglesa e a cebola importadas pela produzida no país. Isto exige apenas o aumento de produção.
12º Substituir o leite, queijo e a manteiga importados pelo produzido localmente, recorrendo a instalação de unidade industrial neste domínio.
Obs.: As substituições acima sugeridas podem ser feitas paulatinamente, conforme a velocidade do aumento de produção local.
13º Substituir com toda a urgência a central termo eléctrica, que é a maior desgraça do país por centrais solares, Eólicas e Hidroeléctricas.
Isto é possível porque S. Tomé e Príncipe é um país considerado não poluente. Pelo contrário, contribui mais para a purificação ambiental de que para poluição.
Nesta base tem o privilégio de poder encontrar financiamento para projectos que visem diminuir mais a poluição atmosférica, desde que o Protocolo do Kioto e outras convenções sejam ratificados pelo Governo.
É bom que se analise o pequeno calculo aritmético abaixo para depressa se avaliar o elevado volume da despesa que o país faz com importação de combustível para a EMAE (Empresa de Água e Electricidade).
Vinte e cinco mil litros de gasóleo por dia multiplicados por 365 dias do ano e pelo preço deste combustível que sobe constantemente já nos dá a clara ideia daquilo que é a despesa do Estado no que concerne a produção de energia eléctrica em S. Tomé.
Esta despesa poderia transformar-se em poupança para o Estado, caso o Governo optasse urgentemente pela substituição da central termo eléctrica existente. Com esta poupança e outras provenientes das demais sugestões anteriores, o Governo pode engrossar as suas reservas de forma a tornar-se mais fácil a subvenção de outros produtos cuja importação é imprescindível
14º Reactivar a fábrica de cal que há tempos funcionou na Praia Melão, evitando com isso, ou pelos menos diminuindo a importação de cal para a agricultura.
15º Aproveitar para alimentação ou fabrico de ração às espesseis e partes de peixe devolvidas à água pelos pescadores estrangeiros e autorizados a pescarem nas nossas águas.
Todos os são-tomenses devem, repito, devem trabalhar muito mais e com a honestidade, cada um no seu sector porque o resultado desse trabalho só vem a favor dos próprios São-tomenses dentro e fora da sua terra mãe.
SÃO TOMÉ TERÁ UM PORTO DE ÁGUAS PROFUNDAS DENTRO DE OITO ANOS

08-2008 - O governo de São Tomé e Príncipe assinou com o consórcio francês Terminal Link um contrato para a construção de um porto em águas profundas, que ficará situado em Fernão Dias, 10 quilómetros ao norte da capital.
O contrato que se destina a construção, desenvolvimento e exploração do terminal de contentores, indica que as obras avaliadas em 400 milhões de dólares (cerca de 250 milhões de euros), são totalmente financiadas por privados.
Na opinião do presidente são-tomense, Fradique de Meneses, a assinatura do contrato constitui "um marco histórico para o desenvolvimento", salientando o "efeito multiplicador do porto na economia" do país, lembrando ainda que o empreendimento vai abrir várias oportunidades de negócio e permitir o crescimento económico.
Visivelmente emocionado, Fradique de Menezes, presente na cerimónia de assinatura do contrato, afirmou que o futuro porto "vai abrir o país de uma vez por todas para o mundo".
Com este acordo, a terceira operadora mundial de contentores, que acumula um capital social de 11.000 milhões de dólares (cerca de 6.900 milhões de euros), vai desenvolver os estudos de viabilidade técnica e de impacte ambiental ao longo dos próximos dois a quatro anos.
O consórcio francês vai necessitar ainda de mais quatro anos para a conclusão de toda a obra, cujo financiamento será totalmente privado.
O porto de águas profundas vai transformar o arquipélago de São Tomé e Príncipe no centro de redistribuição de contentores de grande porte para a sub-região da Africa Central e Ocidental.
O futuro porto de águas profundas de Fernão Dias terá uma superfície de 80 hectares, sendo 40 em terra e outros 40 no mar.
Numa primeira fase, o porto vai empregar cerca de um milhar de pessoas e criar, indirectamente, outros 3.000 postos de trabalho.
A perspectiva é diminuir o custo de venda dos produtos importados em São Tomé e Príncipe.
Outro objectivo é transformar o arquipélago numa placa giratória do golfo da Guiné e ligá-lo também a outras grandes cidades do mundo.
O consórcio Terminal Link integra duas empresas, cujas siglas são CMA e CGM, tendo a sua sede em Marselha (sul de França).
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