São Tomé e Príncipe, enfrenta uma crise económica sem precedentes . Esta crise afecta as nossas vidas a organização da sociedade e até mesmo os comportamentos eleitorais como a bem pouco tempo observamos a quando da realização das eleições legislativas.
Os Cidadãos perderam a esperança de um dia poderem a vir usufruir de uma vida condigna , e a generalidade não mais acreditar nas instituições do Estado para a resolução dos seus problemas.
Entre a população mais jovens, é crescente a vontade de abandonar o país com vista a encontrar a solução para os inúmeros problemas que localmente não encontram.
É frequente dizer-se, que a causa principal da situação actual que o nosso país vive, resulta de uma gestão pouco criteriosa e transparente dos recursos em prol de desenvolvimento Nacional. As sucessivas crises políticas, dentre outras as quais eu reforçaria neste meu artigo, é a falta de uma visão estratégica de desenvolvimento.
De facto, ao longo desses 33 anos, S.Tomé e Príncipe como nação, não foi capaz de definir uma visão estratégica de desenvolvimento o que lhe permitisse a mobilização de recursos com vista a alcançar os objectivos nele expressa.
A maioria de países com características semelhantes ao nosso já se aperceberam disto, e através de uma visão integrada de desenvolvimento, tem dado passos significativos rumo a este grande objectivo.
Ao nível do continente africano temos a destacar os casos das ilhas « Maurícias, que passou de um país pobre e agrário em finais dos anos 60 a um país de desenvolvimento médio actualmente, e com uma taxa de crescimento variada entre 5 % a 6 % por ano, as ilhas Seicheles, não se esquecendo claro de Cabo-Verde, País com qual estamos ligados historicamente, e que tem conhecido um desenvolvimento notável.
Até mesmo o conturbado arquipélago das Comores no Índico, tem demonstrado uma forte vontade de crescer e mudar. É notório ainda que estes países têm vindo a implementar estratégicas de desenvolvimento alicerçadas na diversificação das suas economias, como forma de fazer face aos choques externos resultantes de uma economia cada vez mais globalizados.
S.Tomé e Príncipe, por contraste entre a classe política, não se fala do tema , apenas anunciam medidas avulsas, tomam-se decisões que muitas vezes até comprometem o desenvolvimento sustentável do país, reflexo claro, de uma falta de visão estratégica e integrada no desenvolvimento
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