segunda-feira, 1 de setembro de 2008

JORNADA DE REFLEXÃO SOBRE A SITUAÇÃO ENERGÉTICA EM S.T.P PERSPECTIVA E DESENVOLVIMENTO


Hotel Bombaim foi o ponto central da Jornada de Reflexão sobre a Situação Energética em S. Tomé e Príncipe, evento que contou com a presença do presidente da República, Primeiro ministro e Chefe do Governo, líderes dos Partidos Políticos e membros do corpo Diplomático.

Encontro que prolongou cerca de 10 horas incluído debates para encontrar, melhores soluções possíveis sobre o processo energéticas que é comprometido actualmente em S. Tomé e Príncipe.

“A preocupação do Governo Chefiado pelo Doutor Joaquim Rafael Branco é de procurar garantir energia estável e abundante à população.

Por isso estamos a tomar todas as medidas para diminuir consideravelmente os cortes” disse Ministro de Recursos Naturais, Ambiente e Energia, Doutor Agostinho Rita.

Segundo Doutor Agostinho Rita, “Por outro lado, a população terá que preocupar pagaras suas facturas regularmente e ajudar-nos a combater fraudes e ligações ilegais de corrente eléctrica, que ás veses apresenta um certo perigo contra a vida humana.

Em segundo lugar, em relação aos operadores actuais (Hidroeléctrica STP, ITALBREVETTI S.A. e Alliance Energy Limited – ALSTP e potenciais parceiros tais como a República da China Taiwan, a Cooperação Brasileira, Grupo Comercial CUETO e a possível intervenção do Grupo inglês Biwater, queremos assegurar a todos eles o apoio total das autoridades competentes dentro do estrito respeito da Lei e pedir –lhes que não colaborem nem participem em indício de corrupção. Terão todo o nosso apoio e não precisarão participar em acordos não transparentes que não lhes dão nenhuma garantia de continuidade.

Entre o futuro parceiro, queremos agradecer especialmente o Embaixador da República da China Taiwan, Senhor Chen Chum, que desde princípio se disponibilizou para a compra de uma nova Central Térmica, para colmatar a falta de energia, tendo em conta o pedido que foi feito pelo Excelentíssimo Senhor Presidente da República Fradique Bandeira Melo de Meneses ao seu homólogo Tailandês e cujo dossier, incluindo as características técnicas e a marca já se encontravam em muito avançada antes da nossa entrada em função como Ministro fase. O nosso muito obrigado a essa cooperação, pelo seu apoio indefectível a esta segunda prioridade do actual Governo.

Finalmente os nossos agradecimentos aos Bancos Comerciais que actuam em S. Tomé and Príncipe: Banco Internacional de S. Tome e Príncipe, Banco Equador, Afriland –First, Bank, Comercial Bank of São Tomé and Príncipe, Island Bank , Ecobank e o recém inaugurado Oceanic Bankm, que juntos estão a possibilidade de um financiamento conjunto para a manutenção e a compra de peças para a EMAE até á privatização desta empresa conforme o programa do Governo aprovado pela Assembleia Nacional .

Efectivamente, o pedido do Ministro dos Recursos Naturais, Energia, e Ambiente e sob a coordenação do primeiro Banco Comercial Privado em S.Tomé e Príncipe, na pessoa do Doutor Jõao Cristóvão, africano como nós, que nasceu em terras Moçambicanas, uma proposta de financiamento dos Bancos Comerciais num valor estimado em um Milhão de Euros; está a ser preparada para ser submetida à apreciação e aprovação pelo Venerando Conselho de Ministros.

Uma vez aprovada, abrir-se-á Concurso Público para manutenção e assistência técnica por uma casa especializada na área de energia eléctrica até a mudança da forma de gestão da EMAE.

Será efectuado no fim do desembolso por esses Bancos, uma auditoria independente sobre a forma de utilização do citado fundo. Mas uma vez o nosso, muito obrigado o Presidente da Comissão Executiva do Banco Internacional de S. Tomé e Príncipe, Doutor João Cristóvão, que deste o primeiro contacto acarinhou e apadrinhou essa ideia e procurou dar-lhe forma de conformidade com as leis Bancárias em vigor.

A todos muito obrigado e desejo que haja uma participação crítica e construtiva sobre este sector estratégico que afecta a todos nós e em especial a população mais pobre”, disse Agostinho Rita, Ministro dos Recursos Naturais, Energia, e Ambiente, durante o seu discurso sobre a jornada de reflexão sobre a situação energética de São Tomé e Príncipe que realizou nas instalações do Hotel Bombaim.


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SEJA LÁ O QUE OS POLÍTICOS QUISEREM!

Janeiro de 2008.

Já?!

22-01-2008 - Já estamos em 2008?! Como o tempo passa!

O tempo foi passando, passando, … e passou.

Tínhamos noção da sucessão dos segundos, das horas, dos minutos, dos dias, também dos meses, … mas só que a complexidade dos fenómenos do dia-a-dia martelavam de tal forma que a mente, que maneira!… entrava em perplexidade. E nesse espaço entre os acontecimentos e a tentativa de os entender, lá continuava o tempo sempre se voluteando.

Porque o tempo nunca espera.

Enquanto se “esvoaça”, o tempo brinda com ensinamentos e apelos. A casmurrice dos homens, porém, impede-os de enxergar.

Refiro-me, no caso concreto, aos são-tomenses.

Refiro-me a estes homens que, até hoje, não conseguem justificar nem perante eles mesmos, nem perante aos homens de outras paragens, a razão porque quiseram e se empenharam em transformar o arquipélago de São-Tomé e Príncipe em Estado Soberano, Independente.

Os são-tomenses negaram a colonização sob o argumento de que não lhes servia. E conquistaram a Independência.

Negaram os primeiros quinze anos dessa Independência por não suportarem o regime único, sinónimo de ditadura.

A partir da década de 90, instituíram o regime de democracia, sinónimo de abertura e tolerância política que pudesse permitir um melhor convívio e impulsionar uma participação massiva nas acções de desenvolvimento. Tantos partidos políticos, tantas eleições, tantos governantes, tantos representantes do povo no parlamento, … e, no entanto, continua flutuando no ar esta questão: aonde está o boi, aonde está a carroça?

Está tudo atabalhoado.

Parece não haver Estado e, nessa conjuntura, claro está que não se pode falar de Autoridade do Estado. Aliás, o “exemplo” continua a vir de cima.

Você, caro leitor, decerto que já tem uma opinião formada daquilo que é o nosso Parlamento.

A bancada da Oposição diverte-se lançando baforadas, enquanto que, do lado do Poder, é como se a bancada ficasse sem jeito de se explicar. Seguem-se umas risadas (diga-se, forçadas), e pronto. Termina a sessão, com a próxima já agendada.

Não se sabe se a Oposição é que é grosseira/matreira demais, ou se o Poder é que é demasiado complacente/simplório. A verdade é que um dos lados anda a tirar proveito da postura do outro.

Uma coisa é certa. O tempo vai passando e o país, mesmo com perdão da sua dívida externa e com sistemáticos apoios externos de toda a índole, continua tal e qual uma barca sem norte, em mar alto e turbulento, produto de uma política que se vem revelando meramente diversionista.

Com esse entretenimento, políticos & companhia lá se safam enquanto que o grosso da sociedade se sobrevive sabe-se lá como.

Tem sido assim, desde a Independência até 2007. E tudo indica que 2008 não será diferente.

Aos 4 de Janeiro, é rendida homenagem ao Rei Amador, símbolo de resistência ao jugo colonial. Aos 3 de Fevereiro, o país pára para recordar as vítimas do Massacre de 1953. É feita romaria à praia de Fernão Dias onde, entre manifestações culturais e religiosas, é prestada homenagem a aqueles que, com a vida, pagaram por negação ao trabalho forçado.

Por essas alturas, soltam-se palavras de exaltação, de reconhecimento pela entrega dessas pessoas à causa nacional.

Depois, tudo cai no esquecimento, até as mesmas datas nos anos seguintes. Quanto cinismo! Que me perdoem, os bem-intencionados!

Mais doloroso é o facto de, após a Independência Nacional, serem os próprios são-tomenses a produzirem o sofrimento dos seus compatriotas e a se divertirem com o cenário.

Enfim! Olhos de cepticismo estão agora virados para a “sorte” do Orçamento Geral do Estado/2008 cuja discussão para eventual aprovação está para breve.

O povo que, desiludido, agora só pensa infelizmente em campanhas eleitorais como ocasião fértil para se conseguir dinheiro, apenas rumoreja: Seja lá o que os políticos quiserem! Telmo Trindade

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