segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Obama anuncia hoje formação de sua futura equipe econômica. Nomes já vazaram para a imprensa

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, anuncia nesta segunda-feira os nomes que integrarão a sua equipe econômica. Obama revelará a lista durante uma entrevista coletiva à imprensa, em Chicago, mas os indicados para alguns cargos já foram revelados.

Timothy Geithner, de 47 anos, atual presidente do Banco Central de Nova Iorque, seria o futuro secretário do Tesouro. Lawrence Summers, de 53 anos, ex-secretário do Tesouro na administração Bill Clinton, deve ser nomeado para a direção do Conselho Econômico Nacional.

A equipe de Obama já estaria elaborando um plano econômico para lutar contra crise financeira nos Estados Unidos. Fontes do partido democrata falam em um pacote de, no mínimo, 175 bilhões de dólares. Para estimular a economia, o futuro presidente também estuda a possibilidade de adiar o cumprimento de uma de suas principais promessas de campanha: cortar beneficios tributários para os mais ricos.

Crise interna no MDFM-PL, provoca o afastamento definitivo do tenente-coronel Victor Monteiro membro da comissão política do partido

Militante activo, que deu provas disso mesmo na luta política do MDFM-PL no ano 2006, para conquista do poder em coligação com o PCD, o tenente-coronel Victor Monteiro que é também assessor do Presidente da República para questões de defesa, anunciou a sua demissão do MDFM-PL numa carta enviada ao partido antes da realização do conselho nacional especial do último fim-de-semana que dissolveu a anterior direcção. Segundo o militante e membro da comissão política o MDFM-PL, as situações de extrema desonestidade, de hipocrisia e falta de lealdade que vem testemunhando entre os membros da estrutura superior do partido, acabaram por lhe indicar a porta de saída.

A retirada do tenente-coronel Victor Monteiro das estruturas do MDFM-PL, pode ser o início da debandada, que se poderá verificar na força política de inspiração do Presidente da República, se os líderes não controlarem a tendência conflituosa reinante no seio do partido.

Após a dissolução no último fim-de-semana da liderança do partido saída do congresso extraordinário, mais pessoas poderão abandonar o barco, disse ao Téla Nón, uma dos membros da comissão política que tomou parte na reunião do último fim-de-semana.

Victor Monteiro que foi o primeiro a saltar para fora antes da dissolução da liderança, justifica sua decisão com a desonestidade, hipocrisia, e falta de lealdade que alegadamente terá tomado conta do partido. O ainda assessor do Presidente da República para questões de defesa, diz na carta que o Téla Nón publica abaixo, que pela forma como o comboio liberal está a andar «não quer ser cúmplice de eventuais momentos inglórios que o partido possa vir a conhecer», alusão clara aos desafios eleitorais que se avizinham, enquanto os recursos políticos do MDFM-PL são esgotados para tentar sanear as crises internas.

Abel Veiga

João Costa Alegre, Eugénio Tiny, e Frederico Ferreira dirigem interinamente o MDFM-PL até ao congresso extraordinário previsto para o início do próxim

A liderança do MDFM-Pl que nasceu do congresso extraordinário de Setembro último sob a presidência de Manuel de Deus Lima, foi dissolvida no último fim-de-semana, numa reunião especial do conselho nacional do MDFM-PL, realizada na quinta da Favorita. O antigo secretário-geral do partido João Costa Alegre, assim como o Presidente Interino da Assembleia Nacional, Eugénio Tiny, foram escolhidos para assumir a gestão interina da força política até a realização de mais um congresso extraordinário. Frederico Ferreira é outro membro da comissão de gestão criada sob os auspícios do Presidente da República.

A decisão do conselho nacional especial do MDFM-PL, que teve lugar na quinta privada do Chefe de Estado Fradique de Menezes, Presidente Honorário, da força política que integra o governo de coligação, em dissolver a liderança que foi eleita no congresso extraordinário de Setembro, não está a ser pacífica.

Pelo que o Téla Nón apurou alguns membros do partido estão a questionar a legalidade do acto. Manuel de Deus Lima, vulgo Minho foi eleito Presidente do partido em congresso, assim como o seu adversário político, o secretário-geral Agostinho Rita. Fonte do partido disse que alguns militantes não estão a entender como é que a legitimidade ganha em congresso pelo voto dos militantes, pode ser posta em causa ou dissolvida por um conselho nacional.

Certo porém é que a liderança de Manuel de Deus Lima, terminou no último sábado. Sob a orientação do Chefe de Estado são-tomense e criador do partido Fradique de Menezes, foi criada uma comissão para gerir o MDFM-PL até a realização do congresso extraordinário.

João Costa Alegre, considerado pela fonte do Téla Nón como um dos estrategas da actual crise no seio do MDFM-PL, foi escolhido para integrar a comissão de gestão. Antes do congresso de Setembro João Costa Alegre era secretário-geral adjunto do MDFM-PL. Eugénio Tiny actual presidente interino da Assembleia Nacional, também identificado como um dos homens que mais trabalhou nos bastidores para derrubar a liderança de Manuel de Deus Lima, é outro membro da comissão, assim como Frederico Ferreira deputado do MDFM-PL, que exercia as funções de secretário-geral adjunto no já defunta presidência de Manuel de Deus Lima.

Na ala que preparou a queda de Minho (Manuel de Deus Lima), destaca-se pelo menos um membro do partido que é ministro do governo de Rafael Branco, explicou a fonte do Téla Nón sem no entanto citar o nome do ministro que muito trabalhou nos bastidores, até a vitória final conseguida no último sábado na quinta privada da Favorita.

Espera-se que o congresso extraordinário previsto para início de 2009, tire o MDFM-PL da crise interna que se agudizou nos últimos meses.

Venezuela: Chávez vence em 17 estados mas perde Caracas

Caracas – O presidente venezuelano Hugo Chaves mostrou-se satisfeito com os resultados das eleições regionais deste domingo reiterando que na Venezuela «existe um sistema democrático.»

Chávez qualificou os resultados obtidos pelos candidatos do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) como uma «grande vitória» uma vez que venceram em 17 dos 22 estados, contra três vitórias da oposição. Entre estas três vitórias, que correspondem aos estados mais populosos, encontra-se o segundo posto mais importante do país a seguir à presidência, a Câmara de Caracas, sendo que, há ainda dois estados sem vencedores definidos.

O presidente venezuelano felicitou os vencedores da oposição reconhecendo a sua vitória, afirmando que na Venezuela «há um sistema democrático» e que «se respeita a decisão do povo.» Chávez acrescentou ainda que esta vitória o impulsiona a seguir com o projecto de estabelecer o socialismo na Venezuela.

Destaca-se a elevada participação eleitoral destas eleições que, segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), atingiu 65,45 por cento do total de 17 milhões de eleitores. As longas filas para aceder às urnas durante todo o domingo obrigaram alguns centros de votação a permanecer abertos até às 22 horas pois segundo a legislação venezuelana as urnas não podem ser fechadas enquanto houver eleitores na fila de votação.

Conferência internacional sobre petróleo arranca em São Tomé e Príncipe

São Tomé - A primeira conferência internacional sobre petróleo na zona de exploração conjunta entre São Tomé e Príncipe e a Nigéria começou esta quinta-feira na capital são-tomense. Envolver o empresariado nacional nos negócios petrolíferos é o principal objectivo do evento de dois dias.

Inaugurado pela primeira-ministra são-tomense, Maria das Neves, o encontro conta com a presença de aproximadamente 200 participantes, na sua maioria vindos da Nigéria. Algumas empresas nigerianas aproveitam a ocasião para expor as suas experiências como prestadoras de serviços para as grandes companhias internacionais.

No seu discurso de abertura, Maria das Neves considerou «urgente» a adopção de medidas, entre as quais a criação de estruturas que garantam uma gestão de regulação adequada do sector, antes da chegada dos recursos do petróleo.

A chefe do Governo são-tomense considera também necessário modernizar as estruturas da administração pública, por forma a responder às exigências da indústria, defendendo, por isso, a concepção de planos e programas para uma utilização judiciosa dos recursos petrolíferos.

São Tomé e Príncipe: Sindicato protesta contra decisão do Banco Mundial

São Tomé - O sindicato da função pública santomense, Aurélio Silva, ameaçou o Banco Mundial com uma manifestação caso este mantenha a posição contra o aumento salarial inscrito no projecto de Orçamento de Estado para 2009.

O Banco Mundial (BM) considerou exagerado o aumento salarial projectado para o Orçamento de Estado do próximo ano e por isso sugeriu que este fosse revisto, contestando o facto de as despesas com o pessoal estarem a prejudicar o investimento em áreas prioritárias em São Tomé e Príncipe. O sindicato alerta para a hipótese de convocar uma greve no caso de forçarem o governo a baixar o aumento salarial programado para 2009.

O aumento de 20 por cento que está projectado seria, segundo Aurélio Silva, suportado com as verbas resultantes da venda da empresa Enco à petrolífera estatal angolana Sonangol, venda essa que permitiu acumular 22 milhões de dólares no cofre dos Estado. A delegação do Fundo Monetário Internacional (FMI) em São Tomé (com o intuito de avaliar a situação macroeconómica do país) considera pelo contrário, que é necessário encontrar formas internas de suportar as despesas.

Mais de 80 por cento do Orçamento de Estado santomense é financiado pelos parceiros internacionais, entre os quais, o BM, que já garantiu para o próximo Orçamento de Estado a quantia de quatro milhões de dólares e Taiwan, que financia todos os anos o estado com cerca de 15 milhões de dólares.

Num país onde a produção é praticamente nula e a taxa de inflação é de 27,7 por cento (em 2007) a opinião do chefe da missão do FMI, Jian-Yewang é de que o governo precisa de adoptar uma política que defina a inflação de uma forma sustentada, de melhorar a gestão das reservas em divisa e também melhorar o rendimento interno