segunda-feira, 24 de novembro de 2008

São Tomé e Príncipe: Sindicato protesta contra decisão do Banco Mundial

São Tomé - O sindicato da função pública santomense, Aurélio Silva, ameaçou o Banco Mundial com uma manifestação caso este mantenha a posição contra o aumento salarial inscrito no projecto de Orçamento de Estado para 2009.

O Banco Mundial (BM) considerou exagerado o aumento salarial projectado para o Orçamento de Estado do próximo ano e por isso sugeriu que este fosse revisto, contestando o facto de as despesas com o pessoal estarem a prejudicar o investimento em áreas prioritárias em São Tomé e Príncipe. O sindicato alerta para a hipótese de convocar uma greve no caso de forçarem o governo a baixar o aumento salarial programado para 2009.

O aumento de 20 por cento que está projectado seria, segundo Aurélio Silva, suportado com as verbas resultantes da venda da empresa Enco à petrolífera estatal angolana Sonangol, venda essa que permitiu acumular 22 milhões de dólares no cofre dos Estado. A delegação do Fundo Monetário Internacional (FMI) em São Tomé (com o intuito de avaliar a situação macroeconómica do país) considera pelo contrário, que é necessário encontrar formas internas de suportar as despesas.

Mais de 80 por cento do Orçamento de Estado santomense é financiado pelos parceiros internacionais, entre os quais, o BM, que já garantiu para o próximo Orçamento de Estado a quantia de quatro milhões de dólares e Taiwan, que financia todos os anos o estado com cerca de 15 milhões de dólares.

Num país onde a produção é praticamente nula e a taxa de inflação é de 27,7 por cento (em 2007) a opinião do chefe da missão do FMI, Jian-Yewang é de que o governo precisa de adoptar uma política que defina a inflação de uma forma sustentada, de melhorar a gestão das reservas em divisa e também melhorar o rendimento interno

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