Militante activo, que deu provas disso mesmo na luta política do MDFM-PL no ano 2006, para conquista do poder em coligação com o PCD, o tenente-coronel Victor Monteiro que é também assessor do Presidente da República para questões de defesa, anunciou a sua demissão do MDFM-PL numa carta enviada ao partido antes da realização do conselho nacional especial do último fim-de-semana que dissolveu a anterior direcção. Segundo o militante e membro da comissão política o MDFM-PL, as situações de extrema desonestidade, de hipocrisia e falta de lealdade que vem testemunhando entre os membros da estrutura superior do partido, acabaram por lhe indicar a porta de saída.
A retirada do tenente-coronel Victor Monteiro das estruturas do MDFM-PL, pode ser o início da debandada, que se poderá verificar na força política de inspiração do Presidente da República, se os líderes não controlarem a tendência conflituosa reinante no seio do partido.
Após a dissolução no último fim-de-semana da liderança do partido saída do congresso extraordinário, mais pessoas poderão abandonar o barco, disse ao Téla Nón, uma dos membros da comissão política que tomou parte na reunião do último fim-de-semana.
Victor Monteiro que foi o primeiro a saltar para fora antes da dissolução da liderança, justifica sua decisão com a desonestidade, hipocrisia, e falta de lealdade que alegadamente terá tomado conta do partido. O ainda assessor do Presidente da República para questões de defesa, diz na carta que o Téla Nón publica abaixo, que pela forma como o comboio liberal está a andar «não quer ser cúmplice de eventuais momentos inglórios que o partido possa vir a conhecer», alusão clara aos desafios eleitorais que se avizinham, enquanto os recursos políticos do MDFM-PL são esgotados para tentar sanear as crises internas.
Abel Veiga
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