sábado, 23 de agosto de 2008

Governo ficou “Chimbôto”?!

Estas imagens de acidentes com os motociclistas e seus acompanhantes são gravadas todos os dias nas estradas públicas do País. Sem um regulamento próprio e adequado, o negócio de moto-taxis, que vem aumentando, tem permitido muita perda de vidas humanas, deixando outras fisicamente incapacitadas na força laboral produtiva.

As autoridades governativas que se mostram incapacitadas para pôr cobro à situação, já determinaram para que os chamados “motoqueiros” e seus acompanhantes utilizassem capacete de protecção. Dois prazos já foram dados, sem sucesso, razão pela qual vozes já dizem que as autoridades governativas e policiais são-tomenses ficaram reféns e “chimbôtos” dos motociclistas. Paralelamente, desafiaram o governo e não acatarem a decisão de os concentrar num local apropriado.

Uma terceira data para todos começarem a utilizar capacete foi tornada pública para 1 de Setembro. Toda a opinião pública que gosta de ver as decisões do Estado a funcionar fica à espera se a partir de 1 de Setembro os “motoqueiros” e seus acompanhantes possam estar munidos do respectivo instrumento de protecção da cabeça.

Os acidentes nas estradas são-tomenses, maioria dos quais, com motorizadas tem estado no centro de preocupação das autoridades sanitárias que já apelaram outras autoridades e aos próprios motoristas a reflectirem sobre a situação. O hospital Central Dr. Ayres Menezes testemunha vários números de acidentados que vêm dando entrada naquela unidade hospitalar.

No entanto, as autoridades de direito não se mostram preocupadas com a situação dos acidentes mortais que se poderia evitar muitos deles, se as medidas preventivas fossem decretadas e seguidas. O caso de capacete é uma dessas medidas preventivas que o governo deveria assumir com todas as consequências, porque o que está em causa são vidas humanas a flor da pele que famílias e o Estado perdem prematuramente.

As moto-taxis chegam a transportar uma senhora acompanhada de duas crianças. Os “motoqueiros” só querem dinheiro e nem se preocupam com as consequências, quando em caso de acidente estariam a pôr em perigo quatro vidas humanas.

A propósito, um leitor preocupado com esta situação pouco digna na gestão do país em termos de transportes dos cidadãos, ficou indignado com o prazo dado ultimamente pelos “motoqueiros” ao governo. Para aquele cidadão, que assina os seus comentários com um alegado pseudónimo, “Auateia”, essa situação se resume a uma palavra: “Corrupção”.

Eis o conteúdo do comentário na íntegra:

“Fico abismado com esse tema. Li e o reli, e, não compreendo como é que um Governo legítima aceita um desafio deste.

Fica a sensação de que os motociclistas constituem uma classe societária, cuja actividade encontra algum assento na nossa legislação. Ao aprazarem, dão a entender que têm legitimidade para o tal. Mas porquê tudo isto?

Durante algum tempo apercebi que os “motoqueiros” são empregados dos senhores “cuá daí cuá dalá”, ou seja, dos manda-chuvas da terra. Razão por que o governo tem mantido sereno e impávido vendo a cortina passar. E mais, os sucessivos governos são reféns daqueles senhores. Pois têm medo de nas próximas legislativas perder algum voto dos “motoqueiros”. Só assim se explica a leviandade e o atrevimento da tomada de posição por parte destes.

Entendo que ao invés do prazo dado pelos “motoqueiros”, cabia ao Estado dar aos mesmos o prazo para deixarem de exercer essa actividade lucrativa e ilegal, retirando-lhes por conseguinte a possibilidade de desafiar o governo. Quem cala, consente!

Os “motoqueiros” não podem, por motivo nenhum, exercer actividade que, desde os primórdios cabe aos taxistas. Ou será que o governo reconhece essa actividade como legal, face a ordem jurídica são-tomense?

No país organizado não se vê “motoqueiros” a exercer actividade lucrativa, como de táxis tratassem. Aliás, isto colide com os ditames da nossa ordem jurídica. A Direcção de Viação como organismo do Estado responsável por essa actividade, o que tem feito? Ou será que também estão aliados aos “motoqueiros”?

Os polícias de segurança pública, o que têm feito? Será que estão a fechar olhos perante essa ilegalidade? Ou será que, por detrás disto, também recebem a sua parte no final do dia? Enfim… pode-se colocar uma série de questões cujas respostas são dadas apenas por uma palavra – COR-RUPÇÃO – isto porque se não houvesse corruptos nos lugares de tomada de decisões contra esse desafio, tudo estaria resolvido com um simples despacho.

O silêncio das instituições responsáveis revela que, de facto, os responsáveis de muitos serviços são proprietários dessas motos. Fazem tudo para manter essa actividade por forma a retirar mais algum dos taxistas. Como que não bastasse os senhores são, na sua maioria, proprietários de muitas viaturas (táxis) que inunda o nosso parque automóvel que, por si, só mete algum “nojo”.

Basta dizer que actualmente todo tipo de viaturas faz táxi quer elas cumpram ou não o mínimo exigível em termos de segurança, pondo quase sempre em perigo a vida quer dos passageiros, bem assim, como dos transeuntes. Enfim… é o país de tanga que temos.

Mas até quando? Façam algum coisa que vale. Dê sinal de pretender organizar”.

Chimbôto na língua materna significa homem sem poder de decisão; é orientado a cem por cento por terceiros, não tem voz em nada, ou seja, é manobrado em quase tudo.

Cesaltino Fernandes tropeça no cadastro

O director dos serviços geográficos e cadastrais, está em maus lençois. Há bastante tempo que é identificado pelos trabalhadores da instituição como sendo arrogante. Cerca de 1 ano, após a sua ascensão ao cargo de Director da Instituição que realiza a distribuição de terrenos para construção civil e planeia a urbanização do arquipélago, Cesaltino Fernandes, é alvo de uma carta de protesto dos trabalhadores que exigem a sua demissão. Os profissionais da instituição solicitam explicações do ministério competente, sobre o salário que é pago ao director, uma vez que ele exerce o cargo há mais de 1 anos sem que a sua nomeação tenha sido publicada no diário da república. Uma grande ilegalidade, que para os trabalhadores se junta ao facto de Cesaltino Fernandes, não ter formação nem qualificação profissional, para ocupar a função de director dos serviços geográficos e cadastrais. Segundo relatos dos trabalhadores, antes de ocupar o cargo o Director prometeu angariar cerca de 5 milhões de dólares a favor da instituição, o que não aconteceu. Outras acusações de corrupção marcam o protesto da massa trabalhadora dos serviços cadastrais. Cabe ao ministro das obras públicas e infra-estruturas, Benjamim Vera Cruz, tomar uma decisão sobre o futuro do director Cesaltino Fernandes

Federação dos pequenos agricultores, saúda acções do executivo para ressuscitar o sector agrícola

O Presidente da Federação dos pequenos agricultores de São Tomé e Príncipe, anunciou um conjunto de medidas adoptadas pelo governo, com destaque para a subvenção dos preços dos insumos agrícolas, como sendo sinais de que desta vez a aposta no desenvolvimento da agricultura é real. Segundo Teodorico Campos, a par da campanha de promoção da cultura do cacau, lançada pelo executivo e acarinhada pelos agricultores, registam-se também outras acções e medidas que estão a incentivar os homens da terra a arregaçarem as mangas para o trabalho.

A federação dos agricultores de São Tomé e Príncipe, acredita que após vários anos de quase abandono, a agricultura volta a ser prioridade na acção governativa. Teodorico Campos, na qualidade de Presidente da organização dos agricultores são-tomenses, apresentou vários exemplos. O preço do sulfato de cobre, matéria prima fundamental para garantir a produção do cacau no arquipélago, conheceu importante baixa graças as medidas de subvenção do governo. O preço do insumo que evita a destruição das capsulas do cacau pelo mildio, baixou de 60 mil dobras o quilo para 30 mil dobras.

Nos últimos anos São Tomé e Príncipe perdeu muitas toneladas de cacau, devido a falta do sulfato de cobre no mercado nacional, ou então por causa do alto preço de venda, insuportável para a maioria dos agricultores. Outro elemento destruidor da cultura do cacau é o rato. Ele perfura as capsulas e suga toda goma do interior. Os agricultores são obrigados a utilizar produtos químicos para aniquilar os ratos e outros roedores. Cada quilo de raticida era vendido a 100 mil dobras o quilo, a subvenção do executivo fez o preço baixar em 50%. « O cal foi subvencionado para 7 mil dobras o quilo. Portanto isso já encoraja o agricultor», desabafou Teodorico campos.

Prevenção da crise alimentar faz o governo de Rafael Branco a concentrar as suas atenções na extensa terra fértil do arquipélago, a fim de promover o aumento da produção tanto alimentar como para exportação

Maior central sindical do país está indignada com o governo de Rafael Branco

O secretário geral da central sindical, ONTSTP-CS, João Tavares, veio ao público manifestar a indignação para com o governo do Primeiro Ministro Rafael Branco(na foto). O líder sindical diz que o Chefe do Governo está a silenciar as centrais sindicais do país. A ONTSTP acusa também o governo de não se preocupar o suficiente com os problemas dos trabalhadores. João Tavares exige imediatamente a retoma dos trabalhos do conselho de concertação social.

São Tomé e Príncipe tem duas centrais sindicais, nomeadamente a ONTSTP - CS e a UGT - ST. A primeira é mais antiga, vem do periodo do monopartidarismo e a segunda nasceu com o multipartidarismo. João Tavares é o líder da ONTSTP a principal central sindical, que por sinal não está contente com o governo de Rafael Branco.

A ONTSTP considera que o executivo não está a preocupar-se com os problemas dos trabalhadores. Numa reunião do secretariado geral a organização sindical, considerou que os grandes problemas da classe trabalhadora estão a ser menosprezados pelo governo de Rafael Branco, uma vez que desde a sua ascenção ao cargo de Primeiro Ministro Rafael Branco, não se preocupou em reactivar o conselho de concertação social.

Através deste órgão representativo dos sindicatos, patronato(sector privado), e o Governo que lidera o conselho através do próprio Chefe do Governo, as duas centrais sindicais(ONTSTP e a UGT) estabeleceram no passado recente, uma relação de muita simpatia com o antigo Primeiro Ministro Patrice Trovoada, ao ponto de não terem tido qualquer reacção forte em relação a posição do anterior executivo em não aumentar os salários, apesar do partido que na altura governava o país o ter reclamado antes de subir ao palácio do governo. Alías as duas centraius sindicais também tinham lançado um ultimato a exigir aumento dos salários ou paralisação geral do país, caso o primeiro governo do ano não aumentasse os salários.

Num país onde as coisas mudam da noite para o dia, o sindicato da função pública, liderado por Aurélio Silva, que sempre exigiu o aumento dos salários durante a vigência do anterior governo, contrariando a posição das centrais sindicais UGT e ONTSTP, que preferiram estabelecer um namoro com o então primeiro ministro através do conselho de concertação social, está agora contenete com Rafael Branco, apesar do actrual Primeiro Ministro ter deixado bem claro que não é possível fazer-se aumentos na massa salarial, inscrito no orçamento geral do estado já aprovado.

Mas o sindicato de Aurélio Silva conseguiu convencer o actual governo a pagar as indeminizações dos antigos trabalhadores do estado que foram licenciados no quadro do processo de ajustamento estrutural. Uma vitória importante para o sindicato da função pública.

Agora é a ONTSTP, que não está contente com o Governo, porque não promove o conselho de concertação social, onde o sindicato da função pública de Aurélio Silva não tem assento.

Lutas pelos direitos dos trabalhadores, que se confundem também com as guerras inter-sindicais, muito comuns em São Tomé e Príncipe.

sábado, 16 de agosto de 2008

A CÂMARA DISTRITAL DE ÁGUA-GRANDE ESTÁ DESARTICULADA

Os lixos proliferam na cidade Capital de São Tomé e Príncipe, em cima dos passeios ou fora dos passeios os lixos tomaram conta dos contentores de lixos que se encontram cheios e pedem socorro.

Ao lado do mercado grande o segundo mercado do país concretamente perto da paragem dos taxes de neves assiste-se por ali cheiros nauseabundos, é deitado para as sarjetas todo tipo de detritos que se vai acumulando para todos arredores do mercado da capital e o actual mercado novo “Côco-Côco”. No que concerne a situação dos balneários públicos, deve-se fazer mais esforço para construir em algumas artérias da nossa cidade mais balneários públicos e, necessário se torna reparação imediata dalgumas sarjetas entupidas. Por os que existem são escassos.

No que concerne ao Parque popular da cidade capital de São Tomé está no estado de quase abandono, algumas pessoas preferem fazer o seu passatempo durante o período do intervalo para hora do almoço, preferindo assim dar melhor vivacidade a vida quotidiana a vida do Parque Popular, um olhar atento sobre parque assenta-se de que seria necessário construção ao todo de um parque novo com novas estruturas.

Dentro do pátio do cisne, denota-se que a água ali existente está turva, necessita de uma limpeza permanente, anteriormente a limpeza era feita em três em três meses…

O antigo avião que se encontra estacionado no Parque Popular, cerca de 8 ou 10 anos, este encontra-se mergulhado de uma casa de ratos, e feito dormitório dos meninos da rua, urge das autoridades Camarárias e de Governo inverter este ciclo.

Soluções

1.º A Câmara Distrital de Água-grande deve promover diligências para execução de limpeza permanente junto aos bombeiros – voluntários, aos sábados de preferência.

2.º Deve diligenciar para encontrar solução junto das autoridades sanitárias arranjarem “CREOLINA” para desinfectar no momento da limpeza nos mercados, os sítios onde estão infectados.

3.º A limpeza do mercado deve ser uma constante promovida não só; pelo presidente da câmara distrital, e que deve estar presente no acto da limpeza, vereadores e de mais trabalhadores da câmara, isto contribui para a melhor saneamento de meio, “CIDADE LIMPA”. Para mais apoio e mão-de-obra, o senhor presidente da câmara deve recorrer a instituição de serviço prisionais a fim de trabalhar mais intensivamente para multiplicar o esforço pela cidade limpa. Bem-haja a todos…

A CÂMARA DISTRITAL DE ÁGUA-GRANDE ESTÁ

Os lixos proliferam na cidade Capital de São Tomé e Príncipe, em cima dos passeios ou fora dos passeios os lixos tomaram conta dos contentores de lixos que se encontram cheios e pedem socorro.

Ao lado do mercado grande o segundo mercado do país concretamente perto da paragem dos taxes de neves assiste-se por ali cheiros nauseabundos, é deitado para as sarjetas todo tipo de detritos que se vai acumulando para todos arredores do mercado da capital e o actual mercado novo “Côco-Côco”. No que concerne a situação dos balneários públicos, deve-se fazer mais esforço para construir em algumas artérias da nossa cidade mais balneários públicos e, necessário se torna reparação imediata dalgumas sarjetas entupidas. Por os que existem são escassos.

No que concerne ao Parque popular da cidade capital de São Tomé está no estado de quase abandono, algumas pessoas preferem fazer o seu passatempo durante o período do intervalo para hora do almoço, preferindo assim dar melhor vivacidade a vida quotidiana a vida do Parque Popular, um olhar atento sobre parque assenta-se de que seria necessário construção ao todo de um parque novo com novas estruturas.

Dentro do pátio do cisne, denota-se que a água ali existente está turva, necessita de uma limpeza permanente, anteriormente a limpeza era feita em três em três meses…

O antigo avião que se encontra estacionado no Parque Popular, cerca de 8 ou 10 anos, este encontra-se mergulhado de uma casa de ratos, e feito dormitório dos meninos da rua, urge das autoridades Camarárias e de Governo inverter este ciclo.

Soluções

1.º A Câmara Distrital de Água-grande deve promover diligências para execução de limpeza permanente junto aos bombeiros – voluntários, aos sábados de preferência.

2.º Deve diligenciar para encontrar solução junto das autoridades sanitárias arranjarem “CREOLINA” para desinfectar no momento da limpeza nos mercados, os sítios onde estão infectados.

3.º A limpeza do mercado deve ser uma constante promovida não só; pelo presidente da câmara distrital, e que deve estar presente no acto da limpeza, vereadores e de mais trabalhadores da câmara, isto contribui para a melhor saneamento de meio, “CIDADE LIMPA”. Para mais apoio e mão-de-obra, o senhor presidente da câmara deve recorrer a instituição de serviço prisionais a fim de trabalhar mais intensivamente para multiplicar o esforço pela cidade limpa. Bem-haja a todos…

Governo vai decidir o futuro da EMAE em Conselho de Ministros

A privatização de alguns serviços da Empresa de Água e Electricidade, EMAE, vai ser uma das questões a ser analisada na próxima sessão de Conselho de Ministros previsto para o dia 14 deste mês no Palácio do Povo pelo Presidente da República, Fradique Menezes a pedido do chefe do Governo, Rafael Branco. Soube “O Parvo” de fontes próximas do Palácio do Governo, tudo em atenção à reflexão da situação energética realizada oito deste mês em Bombaim.

Várias empresas estrangeiras e nacionais estão interessadas em investir no sector da energia do país e o governo vai decidir sobre o futuro da empresa numa altura em que se regista cortes constantes de energia eléctrica, pouco menos de um mês da inauguração de uma central térmica em Bobo Forro. Uma central eléctrica cuja condição de sua potência de produção eléctrica poderá estar sujeita à investigações para se apurar responsabilidades da aquisição daqueles geradores que não deram provas de produção eléctrica, inicialmente garantida.

“Temos que por mão na EMAE em todo os aspectos. Existem sectores que podem ser esterilizados, como carpintaria, manutenção de cabos” disse o primeiro-ministro, Rafael Branco quando falava na reunião de reflexão energética em Bombaim

Nova estratégia para colocar serviços estatísticos no centro do desenvolvimento

O Instituto Nacional de Estatísticas, INE, está a definir uma nova estratégia nacional de desenvolvimento estatístico, incluindo o plano de acção e o seu respectivo orçamento de execução.

De acordo com as autoridades, esta nova estratégia vai permitir colocar a estatística no centro da problemática do desenvolvimento, das estratégias nacionais de luta contra a pobreza e dos objectivos do milénio para o desenvolvimento.

O seminário realizado na sala de conferência da Casa da Cultura em SãoTomé, serviu para apresentar a nova estratégia nacional de desenvolvimento estatístico que vai empreender maior dinâmica ao trabalho do INE do país.

“Todos os ministérios técnicos que produzem as estatísticas, desenvolve as suas capacidades através de meios que lhes dão o reforço da cooperação com a ajuda internacional e da coordenação entre os vários componentes do sistema estatístico nacional, será tomado em conta para que se conheçam uns aos outros que se adoptem as suas actividades de uma maneira coerente”, explica o consultor do banco mundial, Jorge Rodrigues.

A nova estratégia coloca, por outro lado, a estatística no centro da problemática do desenvolvimento, com destaque para as políticas de redução da pobreza e os objectivos do milénio para o desenvolvimento. “A estatística fornece 52 indicadores estatísticos para a estratégia nacional de redução da pobreza e fornece indicadores estatísticos para a prossecução dos objectivos do milénio para o desenvolvimento, que são dois eixos importantes do governo” conclui Jorge Rodrigues.

O novo projecto do Instituto Nacional de Estatísticas, com um horizonte de 10 anos, compreende, entre outras coisas, o reforço das capacidades institucionais, o melhoramento da produção de estatísticas nacionais e a formação de recursos humanos.

Porto de Águas Profundas: a nova

Muitos telespectadores terão ficado menos ou mais esclarecidos com as explicações dadas na TVS, horas depois da assinatura do acordo para a construção dessa infra-estrutura pela equipa de acompanhamento dos grandes projectos de desenvolvimento do País.

Os telespectadores ficaram a saber que os rendimentos petrolíferos em SãoTomé e Príncipe são menos promissores para o país em relação ao Porto de Águas Profundas. Com ou sem petróleo, entendeu-se que os seus rendimentos são para pessoas ligadas aos dossiers petróleo.

Ficaram a saber que o Porto de Águas Profundas trás maiores rendimentos directos para os são-tomenses a partir de 2016. Supõe-se ser muito mais tarde ainda de 2016, se até lá não aparecer outro projecto mais rentável.

O Petróleo em 1998/99 servia de esperança para os são-tomenses. Passados dez anos, só existe para alguns receberem directamente os seus rendimentos. Migalhas foram espalhadas por aqui e acolá enquanto que os verdadeiros rendimentos ficam na situação de incerteza. O povo pode tirar esperanças no petróleo. O cidadão comum pode também tirar esperança nas zonas francas. Vai tudo ficar na falência.

Tudo porque há 1 de Agosto de 2008, surgiu o projecto de maior esperança para os são-tomenses. Aquilo que Fradique Menezes chamou histórico para SãoTomé e Príncipe: Porto de Águas Profundas em Fernão Dias. Lembre-se que a assinatura do tratado entre STP e a Nigéria para a exploração conjunta do petróleo, também foi histórico para SãoTomé e Príncipe.

Zona Franca, Petróleo, Turismo só para alguns são-tomenses. Para os são-tomenses, quiçá, para o povo só com o Porto de Águas Profundas, ampliação e modernização do Aeroporto Internacional, novo Sistema de Telecomunicações e novos projectos de Energia e Água.

Até 2016, a comissão técnica de acompanhamento desses grandes projectos em carteira foi constituída para ter o controlo preliminar das coisas económicas mais importantes de momento. Nem que o povo fique um século à espera para vender/escoar os seus produtos ou começar a usufruir dos efeitos benéficos da independência, não está em questão.

Até 2016 já se sobreviveu financeiramente que se farta e nem as premissas desta data irão aparecer porque depois dela seguir-se-ão outras até 2073. Os são-tomenses terão de esperar, pelo menos, mais dois séculos para escoar/vender (verdadeiramente) os seus produtos! Quem irá explorar o primeiro Porto de Águas Profundas para tirar os seus investimentos terão assim “mãos leves” em favor dos negócios são-tomenses!?

Para começar, far-se-ia uma pergunta que não deveria ser feita. Quem irá beneficiar da expropriação dos 40 hectares da área em terra reservada para o referido porto? O Estado são-tomense ou alguns que receberam áreas do território nacional, por influência política? O Estado receberá alguma compensação financeira depois da ocupação dos 40 hectares de terra durante os 65 anos!

Em 2073, as infra-estruturas do Porto de Águas Profundas de Fernão Dias já terão sido “engolidos” pelo mar atlântico. Com o aquecimento da terra os glaciares, até lá, terão ficado em estado líquido e como será o nível dos oceanos em todos os continentes? E no caso das ilhas que a água do mar vem invadindo a grandes velocidades?

E se isso for profético, haverá necessidade de construção de um novo porto de águas profundas com outras tecnologias. SãoTomé e Príncipe correrá o risco de voltar à estaca zero enquanto outros países estiverem a desenvolver novas tecnologias nessa infra-estrutura? Até lá, a nova geração estará avisada e bem preparada!

Porto de Águas Profundas: a nova

Muitos telespectadores terão ficado menos ou mais esclarecidos com as explicações dadas na TVS, horas depois da assinatura do acordo para a construção dessa infra-estrutura pela equipa de acompanhamento dos grandes projectos de desenvolvimento do País.

Os telespectadores ficaram a saber que os rendimentos petrolíferos em SãoTomé e Príncipe são menos promissores para o país em relação ao Porto de Águas Profundas. Com ou sem petróleo, entendeu-se que os seus rendimentos são para pessoas ligadas aos dossiers petróleo.

Ficaram a saber que o Porto de Águas Profundas trás maiores rendimentos directos para os são-tomenses a partir de 2016. Supõe-se ser muito mais tarde ainda de 2016, se até lá não aparecer outro projecto mais rentável.

O Petróleo em 1998/99 servia de esperança para os são-tomenses. Passados dez anos, só existe para alguns receberem directamente os seus rendimentos. Migalhas foram espalhadas por aqui e acolá enquanto que os verdadeiros rendimentos ficam na situação de incerteza. O povo pode tirar esperanças no petróleo. O cidadão comum pode também tirar esperança nas zonas francas. Vai tudo ficar na falência.

Tudo porque há 1 de Agosto de 2008, surgiu o projecto de maior esperança para os são-tomenses. Aquilo que Fradique Menezes chamou histórico para SãoTomé e Príncipe: Porto de Águas Profundas em Fernão Dias. Lembre-se que a assinatura do tratado entre STP e a Nigéria para a exploração conjunta do petróleo, também foi histórico para SãoTomé e Príncipe.

Zona Franca, Petróleo, Turismo só para alguns são-tomenses. Para os são-tomenses, quiçá, para o povo só com o Porto de Águas Profundas, ampliação e modernização do Aeroporto Internacional, novo Sistema de Telecomunicações e novos projectos de Energia e Água.

Até 2016, a comissão técnica de acompanhamento desses grandes projectos em carteira foi constituída para ter o controlo preliminar das coisas económicas mais importantes de momento. Nem que o povo fique um século à espera para vender/escoar os seus produtos ou começar a usufruir dos efeitos benéficos da independência, não está em questão.

Até 2016 já se sobreviveu financeiramente que se farta e nem as premissas desta data irão aparecer porque depois dela seguir-se-ão outras até 2073. Os são-tomenses terão de esperar, pelo menos, mais dois séculos para escoar/vender (verdadeiramente) os seus produtos! Quem irá explorar o primeiro Porto de Águas Profundas para tirar os seus investimentos terão assim “mãos leves” em favor dos negócios são-tomenses!?

Para começar, far-se-ia uma pergunta que não deveria ser feita. Quem irá beneficiar da expropriação dos 40 hectares da área em terra reservada para o referido porto? O Estado são-tomense ou alguns que receberam áreas do território nacional, por influência política? O Estado receberá alguma compensação financeira depois da ocupação dos 40 hectares de terra durante os 65 anos!

Em 2073, as infra-estruturas do Porto de Águas Profundas de Fernão Dias já terão sido “engolidos” pelo mar atlântico. Com o aquecimento da terra os glaciares, até lá, terão ficado em estado líquido e como será o nível dos oceanos em todos os continentes? E no caso das ilhas que a água do mar vem invadindo a grandes velocidades?

E se isso for profético, haverá necessidade de construção de um novo porto de águas profundas com outras tecnologias. SãoTomé e Príncipe correrá o risco de voltar à estaca zero enquanto outros países estiverem a desenvolver novas tecnologias nessa infra-estrutura? Até lá, a nova geração estará avisada e bem preparada!

domingo, 10 de agosto de 2008

O QUE ACONTECE SE NÃO HOUVER PETRÓLEO EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE?...

Pode ser uma salvação para os São-tomenses, como pode ser uma desgraça…

Há um ditado em São Tomé: “Para ficar rico, tudo o que você precisa fazer é ser ministro por 24 horas”.

Veja, por exemplo do ministro. Lima, e todos em São Tomé conhecem a sua história: quando ele trabalhava para o banco central do país, ele fez um acordo com uma empresa de Liechtenstein para criação de uma moeda são-tomense comemorativa do milénio. O único problema é que uma parte dos lucros iria directamente para ele. Lima foi sentenciada a dois anos sob condicional -o que não o impediu de ser nomeado ministro.

Lima estudou na Alemanha Oriental. Ele fala alemão. Quando telefonamos para pedir uma entrevista, ele gritou ao telefone, em alemão: “Petróleo! Petróleo! Petróleo! Todo mundo vem aqui para escrever a respeito, mas ninguém quer nos ajudar a extraí-lo!” Então ele desligou.

Mas os problemas não são puramente domésticos. A história de São Tomé e Príncipe é uma longa história de intervenção estrangeira. Quando os portugueses descobriram as ilhas no século 15, elas eram desabitadas. Navios portugueses compravam escravos africanos aqui com a intenção de enviá-los para as Américas. Os escravos plantavam cana-de-açúcar e posteriormente café e cacau.

Não houve grande mudança -por séculos – até uma ditadura em Lisboa ser derrubada por um golpe militar em 1974. Os portugueses concederam rapidamente a independência para suas últimas colónias remanescentes, incluindo São Tomé e Príncipe, onde 100 mil negros africanos e outras pessoas multirraciais repentinamente tinham seu próprio país.

Trinta e três anos depois, a ilha ainda enfrenta dificuldades. Apesar dos US$ 600 milhões em ajuda que o país recebe desde a independência, o padrão de vida continua caindo. Segundo o Banco Mundial, mais de 50% da população é considerada “pobre”.

Quando depósitos de petróleo foram detectados nos anos 90, o primeiro empresário a aparecer foi o sul-africano descendente de alemães chamado Christian Hellinger, que ganhou fortuna com os diamantes angolanos. Ao chegar, ele supostamente deu a cada ministro um gerador. Logo ele adquiriu o apelido de “Rei de São Tomé”. Ele transferiu sua empresa de transporte aéreo para cá e foi o primeiro a explorar petróleo, isto é fazendo pesquisa de petróleo na zona de morro –peixe.

Hellinger trouxe uma empresa para São Tomé que desde então só significaria problemas. A pequena empresa nascida na Louisiana e actualmente sedeada em Houston, se chama ERHC (Environmental Remediation Holding Corporation). Na época ela era especializada em dar destino aos resíduos da indústria do petróleo e não tinha entendimento nenhum de produção de petróleo. Mas a ERHC convenceu o governo a assinar um contrato em 1997. Por US$ 5 milhões a empresa recebeu direitos exclusivos sobre a comercialização e exploração de todas as reservas de petróleo de São Tomé pelos próximos 25 anos. A organização não-governamental Global Witness posteriormente chamou isto de “um dos acordos mais chocantes de todos os tempos”.

O país fez acordos com outras empresas, incluindo a Exxon Mobil, mas aparentemente foram igualmente ruins. O presidente Fradique conseguiu renegociar alguns dos acordos, mas a ERHC, agora de propriedade de um nigeriano influente, ainda ganha sua parte das concessões e de novas descobertas de petróleo.

O segundo problema de São Tomé sempre foi sua poderosa vizinha, a Nigéria, que não estava interessada em permitir que a minúscula nação lucrasse com petróleo em seu próprio quintal. A Nigéria contestou a fronteira marítima entre os dois países e forçou São Tomé a aceitar um acordo para formação de uma “Zona Conjunta de Desenvolvimento”, no qual 40% da receita da produção de petróleo iria para São Tomé e 60% para a Nigéria.

Quando os dois países leiloaram as primeiras licenças de exploração em 2003 e 2004, as coisas não transcorreram da forma como os são-tomenses esperavam. Grande parte das companhias de petróleo se manteve distante, exceto no caso do mais promissor sector na zona de petróleo, conhecido como Bloco 1, pelo qual um consórcio da Chevron e Exxon Mobil conquistou a licença de exploração por US$ 123 milhões. Todavia, foi um dia monumental para São Tomé. Sua parcela de 40%, US$ 49 milhões, quase equivalia ao orçamento anual do país.

Mas a Nigéria reteve o valor, usando seu controle do dinheiro para forçar São Tomé a conceder licenças a certas empresas pequenas na próxima rodada de leilão -empresas de propriedade de empresários nigerianos com laços estreitos com os políticos do país. O Procurador-geral de São Tomé posteriormente expôs este esquema.

AINDA UM MODELO? AINDA PRECISA DE UMA LUZ NO FUNDO DO TÚNEL…

Independentemente de tudo, os são-tomenses deixaram de acreditar na classe política do dirigente, vêm neles um desinteressar nas soluções que os País enfrentam.

As primeiras sondagens experimentais foram realmente decepcionantes. A Chevron encontrou petróleo a uma profundidade de cerca de 1.700 metros, mas em quantidades tão pequenas e de qualidade tão ruim que não era “comercialmente viável”.

A busca por petróleo nem sempre leva a resultados claros. Dados sísmicos promissores não são garantia da existência de tanto petróleo quanto antecipado. É um pouco como “póquer” você tem uma boa ideia e faz sua aposta, e com sorte pode ganha-la. Descobrir novo petróleo se tornou mais difícil. As empresas estão sondando em profundezas cada vez maiores, mas com o aumento do preço do petróleo, a exploração a grandes profundidades passa a valer a pena,e mas custos elevadíssimos…

Os chineses exploram actualmente no Bloco 2, enquanto os americanos exploram o Bloco 3. A Addax, uma empresa suíça-canadense, está convencida de que petróleo pode ser encontrado a ponto de ter comprado direitos de exploração em todos os quatro blocos. Ela adquiriu a participação da Exxon no Bloco 1 no Outono de 2007 por pouco menos de US$ 78 milhões. O representante da empresa, um americano chamado Tim Martinson, disse que é importante manter o optimismo neste ramo, e que “alguma produção” certamente se materializará, mas dificilmente antes de 2015.

Quase ninguém mais acredita que São Tomé será um modelo para o mundo. Joaquin Sacramento, um pescador, se encontra em uma praia na cidade de São João dos Angolares, a duas horas ao sul da capital. Ele está lixando seu barco de madeira, que colocou sobre blocos na praia, sob uma chuva quente. Ele é um homem de 39 anos e pele bem escura, vestindo uma camisa vermelha de time de futebol.

A verdadeira questão em São Tomé gira em torno dele, se pessoas como Sacramento algum dia verá algum benefício do petróleo e se as visões optimistas de Saches e de sua equipe foram exageradas.

Sacramento não tem respostas. “Nós somos pescadores”, ele diz. “Alguém tem que pescar. O petróleo é para os políticos.”Pode ser uma salvação para os Santomenses, como pode ser uma desgraça…

Ele sabe sobre o mar ele conhece seus humores e a melhor hora do dia para pegar certos tipos de peixe. Mas ele sabe muito pouco sobre petróleo. Ele escutou que o mar fica vermelho quando as empresas perfuram e duvida que isto fará algum bem aos peixes. “O oceano é azul”, ele diz. “É com que estão acostumados.”

Compilado por Aquiles Pequeno

CPI para problemática de energia

A Bancada Parlamentar do MLSTP-PSD, força política que sustenta e lidera o actual Executivo, propôs a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito no sentido de avaliar in loco a situação energética com que o país se confronta. A proposta foi avançada pelo líder da Bancada, Jorge Amado, no decurso dos debates da aprovação do Programa do Governo.

Jorge Amado defendeu a necessidade de uma tal comissão, tendo em vista a situação reinante na Empresa de Água e Electricidade , EMAE, em relação à Central Térmica de Bôbo Fôrro, recentemente inaugurada. « Ainda há pouco, se inaugurou uma Central Eléctrica, onde a capacidade inicial da central era para 4 MW. Na inauguração, falou-se de 3.5 MW. Há pouco menos de um mês da sua inauguração, a Central está a produzir 0,7 MW. Um dos motores velho, que deita óleo por todo o lado, e o segundo motor novo, que se diz novo, também já está avariado.»

O líder da Bancada considera que se trata de um assunto que deve ser encarado com a devida seriedade, porque, «o país não pode continuar a conviver com essas situações. Por esta razão, que tomo a liberdade em propor a Assembleia Nacional que seja criada uma Comissão Eventual, para analisar e avaliar os problemas energéticos que temos em S. Tomé e Príncipe. ».

Ministra da Defesa Nacional reafirma +irreversibilidade+ de integração de jovens de sexo feminino no Exército são-tomense

São Tomé, 8 Ago (STP-Press) - A Ministra da Defesa Nacional, Elsa Teixeira Pinto, considerou hoje, sexta-feira, em São Tomé, que a integração há três anos de jovens são-tomenses de sexo feminino nas Forças Armadas é uma +conquista+ e um projecto irreversível para as autoridades governamentais.
Texeira Pinto que falava à STP-Press após uma reunião com parceiros políticos e internacionais e que visou análise de um estudo sobre a implicação da mulher no Exército Nacional, disse tratar - se de +uma conquista sem recuo+, mas admitiu no entanto haver alguns +constrangimentos+ que implica +repensar e requacionar o papel de mulheres são-tomenses nas Forças Armadas+.

+ A integração de jovens de sexo feminino no Exército Nacional é uma conquista e um projecto irreversivel e não há recuo do nosso lado quanto à isto+, defendeu.

Mas sublinhou que regista - se alguns constrangimentos que importa +repensar todo esse trabalho e requacionar profundamente aquilo que deverá ser o papel da mulher nas Forças Armadas Nacionais +, - adiantou a governante, primeira mulher na história política do País à frente do Ministério da Defesa Nacional.

A reunião realizada esta manhã nas instalações do parlamento entre a titular da defesa nacional, membros da 5ª Comissão Especializada da Assembleia Nacional e a UNICEF visou problematica do destacamento feminino das Forças Armadas do arquipélago são-tomenses.

Esses estudos foram financiados por essa agência da ONU que a Ministra da Defesa Nacional admite poderá financiar alguns projectos visando de capacitação de jovens mancebas nas Forças Armadas.

Aquela responsavel disse ainda que os estudos em causa focalizavam algumas situações para as quais as autoridades governamentais já equacionaram algumas soluções, assim como aprpriação dessa pesquisa a fim de se conceber um plano de desenvolvimento da área feminino do Exército crioulo.

Além de ostentarem patentes com graus militares diversificado, o Exército são-tomense até então cinfinado apenas aos jovens de sexo maculino, integra há três anos mais de uma centena de raparigas que participa em igualidade de circunstância em actividades militares com colegas masculinos.

Fim/STP-Press

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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

FRADIQUE MENEZES ENCONTRAVA-SE HOSPITALIZADO DERIVADA DE UMA QUEDA NA PRÓPRIA SUA RESIDÊNCIA


O presidente da República de São Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes, foi na tarde de terça-feira hospitalizado na sequência de uma queda, quando visitava obras de construção civil a norte da capital são-tomense.

Fonte hospitalar disse que o Chefe de Estado "sofreu diversas escoriações", que "não inspiram demasiados cuidados", estava ainda em observação no hospital central Ayres de Menezes. Mas, já se encontra em na sua residência em Favorita, desde ontem a noite.

"Os exames de Raio-X e outros efectuados ao presidente não acusaram fracturas nem lesões graves", referiu a mesma fonte, que não soube precisar se o chefe de Estado teria alta ainda terça.

Fradique de Menezes está a ser acompanhado pelos seus médicos, Pascoal de Apresentação e Esperança Carvalho. Por: Aquiles Pequeno

É Interessante!


Preocupa-me imenso o interesse dos são-tomenses quer no país, quer na diáspora. Pela constatação in loco, tenho verificado que, quer os são-tomenses estudantes, e trabalhadores emigrantes, para a revista “O Parvo” como “Tela Nón”, conclui-se que dado a situação actual e passada dos são-tomenses e de SãoTomé e Príncipe, tenho verificado que, o que todos escrevem só se baseiam em críticas, a sensação de desespero, apátrida, cidadão do mundo sem rumo e, sobretudo, sem a personalidade própria!

Dos nossos estudantes, quer pela inexperiência da vida, ou quer pela vivência do mundo, só vejo críticas! Aos trabalhadores emigrantes e emigrantes nacionalizados, só vejo críticas! Sem falar daqueles que acabaram os seus cursos e que hoje labutam no país onde se formaram, que dizem: Por mim quer que eles se lixem. Em suma, para dizer que muitos são os nacionais no estrangeiro, que têm experiências profissionais e políticas, capazes de com suas opiniões mudarem um ou mais estado de coisas no nosso país! Digo isto porque, não é só estando no país ou tendo dinheiro que se ajuda a construir o país que nos viu nascer!

Por isso, apelo a todos os são-tomenses que deixem de criticar e sugiram mais para a correcção de muitos erros que se cometeu e se está cometendo. Não percam esperança, porque SãoTomé e Príncipe não está vencido pela desgraça, nem está adiado como muitos por aí dizem, pois melhores dias irão surgir com nossas críticas e sugestões. Se criticas, é porque viste o erro. E se viste o erro, sugira para que melhore.

Por outro lado, compreendo quão complexo é aceitação dos nossos governantes em acatar a crítica e, quanto muito, a sugestão. Por isso, apelo aos nossos governantes, que deixem do complexo de sabe tudo, cospe nele porque é inferior, porque não é doutor nem engenheiro, etc.… uma gama de complexos de inferioridade que tem contribuído para o atraso e subdesenvolvimento da nossa sociedade e do nosso país.

Aproveito esta oportunidade para fazer uma pequena observação aos indivíduos que são nossos governantes e como tal a milhas de distância de um país desenvolvido como é a Bélgica. Eles em SãoTomé, têm médico de família tão longe e o povo do qual eles são dirigentes não sabe o que é isso, e quando é afectado por uma doença fatal, espera anos a fio por uma junta médica e quando evacuado para um país destes como a Bélgica, chega tarde demais e a doença em estado avançado de diagnóstico. Uns ficam amputados, outros morrem pela falta de assistência atempada e pela falta de um hospital digno de o atender!

Assim, e por outro lado, apresento ao ex-presidente da República os meus mais sinceros sentimentos pelos acontecimentos ocorridos à sua casa, embora lamentando que, se o País desse primazia há um ou mais bombeiros locais, talvez o que aconteceu, não aconteceria e, se acontecesse, não seria daquele tamanho.

Se é divino ou não, os teólogos que o expliquem, porque parece-me que a divindade está a agir sobre os nossos políticos com implacabilidade, começando pelo Sr.Presidente Fradique de Menezes e em seguida ao Sr.Miguel dos Anjos Lisboa Trovoada e possivelmente mais surras estão à caminho!

Aos políticos e dirigentes do país só lhes apelo o seguinte: Trabalhem com consciência para que nos próximos 12 de Julho não assistamos são-tomenses a que se apele um viva a SãoTomé e Príncipe, ninguém bate a palma. Acredito em vós e, em especial, esta equipa, independentemente de ser de A ou B partido, mas sim ainda acredito em são-tomenses.

A todos, os meus votos de felicidades….

terça-feira, 5 de agosto de 2008

FRADIQUE DE MENEZES CONGRATULOU-SE COM PRESENÇA DE PEQUIM NO FÓRUM


O Presidente são-tomense Fradique de Menezes congratulou-se, segunda-feira, com a presença de uma delegação da China continental nos trabalhos do Fórum de Investimento 2008, organizado pela autoridade conjunta São Tomé/Nigéria, cujos trabalhos decorrem na capital são-tomense.

"Eu quero dizer que eu estou muito satisfeito por ver nessa sala o embaixador de Taiwan e ali atrás, os chineses da empresa Sinopec, da China continental. Isso deixa-nos muito contentes. Gostamos do povo chinês no seu todo", disse Fradique de Menezes.

As declarações do Presidente são-tomense podem ser interpretadas como o primeiro passo dado publicamente no sentido de uma maior aproximação desse país africano lusófono com o gigante asiático.

Em Março passado, Fradique de Menezes tinha já deixado transparecer este desejo de aproximação.

"Não tenho um oráculo qualquer para adivinhar que amanhã vamos terminar com este e recomeçar com outro. Vamos ver", afirmou o Presidente da república de São Tomé e Príncipe.

Pequim cortou relações com o arquipélago de São Tomé e Príncipe há mais de dez anos, depois do Governo são-tomense ter estabelecido em Maio de 1997 relações diplomáticas com Taiwan.

Nos últimos tempos, têm surgido diversos contactos entre Pequim e São Tomé, que podem crescer nos próximos tempos, numa altura em que o MLSTP/PSD se encontra no poder em S. Tomé.

O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/ Partido Social-Democrata tem laços históricos com a China que datam dos tempos da luta pela independência.

Aquando do último congresso do MLSTP/PSD, em Fevereiro passado, o partido convidou uma delegação do partido comunista chinês

Lágrimas” de um são-tomense preocupado


1º Os nossos dirigentes ou alguns deles, devem dar provas à população de que são credíveis e patriotas.

2º O Governo deve desencadear uma forte acção de combate cerrado aos ladrões, por forma a proteger os bens adquiridos legalmente por pessoas honestas.

3º O Governo, através dos meios de Comunicação Social, deve desenvolver campanhas de sensibilização à população de forma a fazer entender que a melhor maneira de se ultrapassar os efeitos da crise alimentar é consumir mais os produtos nacionais, ou melhor, substituir na medida do possível os produtos importados pelos produzidos no país.

4º O Governo deve pôr à disposição dos agricultores, horticultores e criadores de gado, apoios financeiros para o desenvolvimento das suas actividades e fazer um rigoroso controlo na utilização do mesmo.

5º O Ministério de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas deve ter um programa de aconselhamento e acompanhamento dirigido aos trabalhadores da terra e dos criadores de gados.

6º Não se deve entender como produtos nacionais, apenas os produtos agrícolas e pecuários. Devem também ser considerados produtos nacionais os provenientes da transformação dos mesmos.

7º Assim, o Governo deve criar todas as condições para o surgimento de pequenas indústrias de transformação no país, procedendo da seguinte forma:

Seleccionar os produtos que podem servir de matéria-prima para a transformação. Mandar formar pessoas nos domínios que correspondam aos produtos seleccionados, por exemplo:

- O milho é um dos produtos seleccionados.

- Automaticamente idealizamos a transformação de milho em farinha. Neste caso, formam-se pessoas na área de produção de farinha de seriais.

- Que sejam agora os gados bovino e caprino outros produtos seleccionados. De forma imediata pensa-se na carne. Porém, deve-se ir mais longe:

Deve-se pensar também no leite, sua conservação e transformação em queijo e manteiga.

Deve-se ainda lembrar que as peles podem ser curtidas e posteriormente utilizadas no fabrico de sapatos. É de salientar que muitos dos nossos bons sapateiros estão inoperantes porque não existe pele no mercado ou porque quando existe o preço é muito exorbitante.

Por fim os excrementos desses animais são excelentes matérias-primas para formação de estrumes que pode substituir com grande vantagem os fertilizantes químicos importados ao preço de ouro, no momento em que se prima pelos produtos biológicos.

Daí surge a necessidade de se formar pessoas em áreas como:

- Extracção e condicionamento de leite fresco, produção de queijo e manteigas e produção de sola e cabedal.

- Independentemente dos dois produtos tomados como exemplo, podem ser seleccionados muitos outros, como:

Cacau, (Produção de chocolates e outros), cana-de-açúcar (Produção de açúcar mascavadas), Produtos hortícolas (sua conservação e transformação), frutos diversos (Produção de sumo) etc.

A Instalação dessas unidades fabris provoca uma agitação benigna no seio dos agricultores, horticultores e criadores de gados porque começam a sentir que devem aumentar a sua produção para terem mais rendimentos, tendo em conta que existem compradores certos para seus produtos, que são as unidades industriais acima mencionadas.

Estas unidades transformadoras criam directa e indirectamente muitos postos de emprego e fazem com que os cidadãos nacionais encontrem no mercado produtos ao nível dos seus salários.

8º Substituir óleo alimentar por azeite de palma, estimulando a produção deste, pelos possuidores de glebas e lotes, como antigamente se faziam.

9º Reactivar a EMOLVE (Empresa de Óleo Vegetal) mas com o principal objectivo de exportar os seus produtos sem, no entanto, descurar a necessidade de atendimento as pessoas que por qualquer motivo não conseguem produzir o referido produto.

10º Substituir o feijão seco importado pelo produzido localmente, aconselhando os horticultores a produzirem também este tipo de feijão.

11º Substituir a batata inglesa e a cebola importadas pela produzida no país. Isto exige apenas o aumento de produção.

12º Substituir o leite, queijo e a manteiga importados pelo produzido localmente, recorrendo a instalação de unidade industrial neste domínio.

Obs.: As substituições acima sugeridas podem ser feitas paulatinamente, conforme a velocidade do aumento de produção local.

13º Substituir com toda a urgência a central termo eléctrica, que é a maior desgraça do país por centrais solares, Eólicas e Hidroeléctricas.

Isto é possível porque S. Tomé e Príncipe é um país considerado não poluente. Pelo contrário, contribui mais para a purificação ambiental de que para poluição.

Nesta base tem o privilégio de poder encontrar financiamento para projectos que visem diminuir mais a poluição atmosférica, desde que o Protocolo do Kioto e outras convenções sejam ratificados pelo Governo.

É bom que se analise o pequeno calculo aritmético abaixo para depressa se avaliar o elevado volume da despesa que o país faz com importação de combustível para a EMAE (Empresa de Água e Electricidade).

Vinte e cinco mil litros de gasóleo por dia multiplicados por 365 dias do ano e pelo preço deste combustível que sobe constantemente já nos dá a clara ideia daquilo que é a despesa do Estado no que concerne a produção de energia eléctrica em S. Tomé.

Esta despesa poderia transformar-se em poupança para o Estado, caso o Governo optasse urgentemente pela substituição da central termo eléctrica existente. Com esta poupança e outras provenientes das demais sugestões anteriores, o Governo pode engrossar as suas reservas de forma a tornar-se mais fácil a subvenção de outros produtos cuja importação é imprescindível

14º Reactivar a fábrica de cal que há tempos funcionou na Praia Melão, evitando com isso, ou pelos menos diminuindo a importação de cal para a agricultura.

15º Aproveitar para alimentação ou fabrico de ração às espesseis e partes de peixe devolvidas à água pelos pescadores estrangeiros e autorizados a pescarem nas nossas águas.

Todos os são-tomenses devem, repito, devem trabalhar muito mais e com a honestidade, cada um no seu sector porque o resultado desse trabalho só vem a favor dos próprios São-tomenses dentro e fora da sua terra mãe.

SÃO TOMÉ TERÁ UM PORTO DE ÁGUAS PROFUNDAS DENTRO DE OITO ANOS


08-2008 - O governo de São Tomé e Príncipe assinou com o consórcio francês Terminal Link um contrato para a construção de um porto em águas profundas, que ficará situado em Fernão Dias, 10 quilómetros ao norte da capital.

O contrato que se destina a construção, desenvolvimento e exploração do terminal de contentores, indica que as obras avaliadas em 400 milhões de dólares (cerca de 250 milhões de euros), são totalmente financiadas por privados.

Na opinião do presidente são-tomense, Fradique de Meneses, a assinatura do contrato constitui "um marco histórico para o desenvolvimento", salientando o "efeito multiplicador do porto na economia" do país, lembrando ainda que o empreendimento vai abrir várias oportunidades de negócio e permitir o crescimento económico.

Visivelmente emocionado, Fradique de Menezes, presente na cerimónia de assinatura do contrato, afirmou que o futuro porto "vai abrir o país de uma vez por todas para o mundo".

Com este acordo, a terceira operadora mundial de contentores, que acumula um capital social de 11.000 milhões de dólares (cerca de 6.900 milhões de euros), vai desenvolver os estudos de viabilidade técnica e de impacte ambiental ao longo dos próximos dois a quatro anos.

O consórcio francês vai necessitar ainda de mais quatro anos para a conclusão de toda a obra, cujo financiamento será totalmente privado.

O porto de águas profundas vai transformar o arquipélago de São Tomé e Príncipe no centro de redistribuição de contentores de grande porte para a sub-região da Africa Central e Ocidental.

O futuro porto de águas profundas de Fernão Dias terá uma superfície de 80 hectares, sendo 40 em terra e outros 40 no mar.

Numa primeira fase, o porto vai empregar cerca de um milhar de pessoas e criar, indirectamente, outros 3.000 postos de trabalho.

A perspectiva é diminuir o custo de venda dos produtos importados em São Tomé e Príncipe.

Outro objectivo é transformar o arquipélago numa placa giratória do golfo da Guiné e ligá-lo também a outras grandes cidades do mundo.

O consórcio Terminal Link integra duas empresas, cujas siglas são CMA e CGM, tendo a sua sede em Marselha (sul de França).

COMEÇA HOJE FÓRUM DE DESENVOLVIMENTO CONJUNTO ENTRE OS DOIS PAÍSES

Dezenas de homens de negócios da Nigéria chegaram no domingo de manhã em São Tomé e Príncipe para participarem no II Fórum de Desenvolvimento organizado pela Autoridade de Desenvolvimento Conjunto entre os dois países.

O encontro começa hoje segunda-feira, prolonga-se durante três dias e são esperados, só da parte da Nigéria, mais de 110 participantes ligados à banca, turismo e petróleo interessados em conhecer e participar nos projectos de investimento na Zona de Desenvolvimento Conjunto dos dois países.

O presidente do conselho de administração da Zona de Desenvolvimento Conjunto (JDZ), Jorge Santos, disse à Lusa que o fórum pretende mostrar aos homens de negócios dos dois países possíveis áreas de investimento ligadas às actividades petrolíferas e outras como o turismo, as pescas ou a construção.

"Se tudo correr como previsto, no próximo ano faremos quatro furos petrolíferos e a actividade de perfuração só em si requer uma série de infra-estruturas e serviços e é para estas actividades que pretendemos direccionar estes debates", explicou Jorge Santos.

Criar sinergias nestes domínios para preparar São Tomé e Príncipe para a actividade petrolífera é assim um dos grandes propósitos deste segundo fórum de desenvolvimento conjunto Nigéria/S. Tomé e Príncipe.

s.tome_principe_islands: Aumento do preço do trigo já se sente em São Tomé

s.tome_principe_islands: Aumento do preço do trigo já se sente em São Tomé