terça-feira, 5 de agosto de 2008

Lágrimas” de um são-tomense preocupado


1º Os nossos dirigentes ou alguns deles, devem dar provas à população de que são credíveis e patriotas.

2º O Governo deve desencadear uma forte acção de combate cerrado aos ladrões, por forma a proteger os bens adquiridos legalmente por pessoas honestas.

3º O Governo, através dos meios de Comunicação Social, deve desenvolver campanhas de sensibilização à população de forma a fazer entender que a melhor maneira de se ultrapassar os efeitos da crise alimentar é consumir mais os produtos nacionais, ou melhor, substituir na medida do possível os produtos importados pelos produzidos no país.

4º O Governo deve pôr à disposição dos agricultores, horticultores e criadores de gado, apoios financeiros para o desenvolvimento das suas actividades e fazer um rigoroso controlo na utilização do mesmo.

5º O Ministério de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas deve ter um programa de aconselhamento e acompanhamento dirigido aos trabalhadores da terra e dos criadores de gados.

6º Não se deve entender como produtos nacionais, apenas os produtos agrícolas e pecuários. Devem também ser considerados produtos nacionais os provenientes da transformação dos mesmos.

7º Assim, o Governo deve criar todas as condições para o surgimento de pequenas indústrias de transformação no país, procedendo da seguinte forma:

Seleccionar os produtos que podem servir de matéria-prima para a transformação. Mandar formar pessoas nos domínios que correspondam aos produtos seleccionados, por exemplo:

- O milho é um dos produtos seleccionados.

- Automaticamente idealizamos a transformação de milho em farinha. Neste caso, formam-se pessoas na área de produção de farinha de seriais.

- Que sejam agora os gados bovino e caprino outros produtos seleccionados. De forma imediata pensa-se na carne. Porém, deve-se ir mais longe:

Deve-se pensar também no leite, sua conservação e transformação em queijo e manteiga.

Deve-se ainda lembrar que as peles podem ser curtidas e posteriormente utilizadas no fabrico de sapatos. É de salientar que muitos dos nossos bons sapateiros estão inoperantes porque não existe pele no mercado ou porque quando existe o preço é muito exorbitante.

Por fim os excrementos desses animais são excelentes matérias-primas para formação de estrumes que pode substituir com grande vantagem os fertilizantes químicos importados ao preço de ouro, no momento em que se prima pelos produtos biológicos.

Daí surge a necessidade de se formar pessoas em áreas como:

- Extracção e condicionamento de leite fresco, produção de queijo e manteigas e produção de sola e cabedal.

- Independentemente dos dois produtos tomados como exemplo, podem ser seleccionados muitos outros, como:

Cacau, (Produção de chocolates e outros), cana-de-açúcar (Produção de açúcar mascavadas), Produtos hortícolas (sua conservação e transformação), frutos diversos (Produção de sumo) etc.

A Instalação dessas unidades fabris provoca uma agitação benigna no seio dos agricultores, horticultores e criadores de gados porque começam a sentir que devem aumentar a sua produção para terem mais rendimentos, tendo em conta que existem compradores certos para seus produtos, que são as unidades industriais acima mencionadas.

Estas unidades transformadoras criam directa e indirectamente muitos postos de emprego e fazem com que os cidadãos nacionais encontrem no mercado produtos ao nível dos seus salários.

8º Substituir óleo alimentar por azeite de palma, estimulando a produção deste, pelos possuidores de glebas e lotes, como antigamente se faziam.

9º Reactivar a EMOLVE (Empresa de Óleo Vegetal) mas com o principal objectivo de exportar os seus produtos sem, no entanto, descurar a necessidade de atendimento as pessoas que por qualquer motivo não conseguem produzir o referido produto.

10º Substituir o feijão seco importado pelo produzido localmente, aconselhando os horticultores a produzirem também este tipo de feijão.

11º Substituir a batata inglesa e a cebola importadas pela produzida no país. Isto exige apenas o aumento de produção.

12º Substituir o leite, queijo e a manteiga importados pelo produzido localmente, recorrendo a instalação de unidade industrial neste domínio.

Obs.: As substituições acima sugeridas podem ser feitas paulatinamente, conforme a velocidade do aumento de produção local.

13º Substituir com toda a urgência a central termo eléctrica, que é a maior desgraça do país por centrais solares, Eólicas e Hidroeléctricas.

Isto é possível porque S. Tomé e Príncipe é um país considerado não poluente. Pelo contrário, contribui mais para a purificação ambiental de que para poluição.

Nesta base tem o privilégio de poder encontrar financiamento para projectos que visem diminuir mais a poluição atmosférica, desde que o Protocolo do Kioto e outras convenções sejam ratificados pelo Governo.

É bom que se analise o pequeno calculo aritmético abaixo para depressa se avaliar o elevado volume da despesa que o país faz com importação de combustível para a EMAE (Empresa de Água e Electricidade).

Vinte e cinco mil litros de gasóleo por dia multiplicados por 365 dias do ano e pelo preço deste combustível que sobe constantemente já nos dá a clara ideia daquilo que é a despesa do Estado no que concerne a produção de energia eléctrica em S. Tomé.

Esta despesa poderia transformar-se em poupança para o Estado, caso o Governo optasse urgentemente pela substituição da central termo eléctrica existente. Com esta poupança e outras provenientes das demais sugestões anteriores, o Governo pode engrossar as suas reservas de forma a tornar-se mais fácil a subvenção de outros produtos cuja importação é imprescindível

14º Reactivar a fábrica de cal que há tempos funcionou na Praia Melão, evitando com isso, ou pelos menos diminuindo a importação de cal para a agricultura.

15º Aproveitar para alimentação ou fabrico de ração às espesseis e partes de peixe devolvidas à água pelos pescadores estrangeiros e autorizados a pescarem nas nossas águas.

Todos os são-tomenses devem, repito, devem trabalhar muito mais e com a honestidade, cada um no seu sector porque o resultado desse trabalho só vem a favor dos próprios São-tomenses dentro e fora da sua terra mãe.

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