O governo está a prepara-se para rever todos os acordos com parceiros privados do sector energético do país para o seu devido enquadramento legal. Esta é uma das medidas do Conselho de Ministros da última semana de Agosto findo que, da mesma forma, decidiu dissolveu o Conselho de Administração da única Empresa de Água e Energia, EMAE, no país, evocando medida de “reestruturação e saneamento” no sector.
Preocupado com a crónica crise energética, o governo diz que vai avançar com um plano de reestruturação do sector e “isso não significa que o actual Conselho de Administração seja o responsável pela crise de energia”. Trata-se de uma substituição que se “enquadra na reestruturação no saneamento que o governo vai fazer na empresa”, disse o porta-voz do Conselho de Ministros, Justino Veiga.
Sem avançar as datas concretas para a saída da actual administração da EMAE e o perfil dos futuros membros do Conselho de Administração, os próximos dias poderão ser de muita corrida aos “tachos”. Criação de uma equipa para elaborar os termos de referência de um plano director de energia para fazer vincar as medidas do governo, também faz parte dessa corrida.
A EMAE, já conheceu vários Conselhos de Administração. Nenhuma das administrações conseguiu introduzir melhorias necessárias no sector, enquanto a situação energética continua deficitária e, em contrapartida, a energia tem ficado mais cara para os consumidores. Aliás, o Conselho de Ministro reconheceu isso mesmo quando torna público dizendo que a situação energética deficitária não é da responsabilidade da Administração da Empresa.
A iluminação pública nalguns postes espalhados pela capital, disfarça-se no apagão já característico de várias zonas do país. Dia sim, dia não, é assim a distribuição de energia eléctrica aos serviços públicos, empresas e residências habitacionais dos são-tomenses.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Carlos Manuel Mendes (Kalú Mendes) é o vencedor do Prémio Gibela de Jornalismo 2008
Kalú Mendes, autor do trabalho jornalístico de reportagem televisiva sobre “Floresta – Paraíso Ameaçado”, venceu o Prémio Gibela de Jornalismo 2008, anunciado e entregue ao laureado no dia 8 de Setembro, Dia Internacional do Jornalista. Aurélio Martins, presidente do Grupo Gibela, foi quem procedeu a entrega do grande prémio de quatro mil dólares ao laureado, durante uma gala realizada, neste dia, no Palácio dos Congressos.
Com base no veredicto do júri, o Prémio Revelação de 2.500 dólares foi atribuído ao jornalista mais jovem participante no concurso que recaiu em Ramusel Alves de Carvalho da Graça com o trabalho “Escândalo no Futsal”, publicado na revista “O Parvo”. E Gerson Pedro de Freitas Soares arrecadou o Prémio de Imagem de 1.500 dólares sobre a reportagem televisiva na TVS intitulada “Desenvolvimento do Ecoturismo em Porto Alegre”.
Os jornalistas Óscar Orté de Almeida Medeiros e Hydy Wary Dias Vaz de Freitas foram contemplados com a Menção Honrosa, recebendo cada um, 500 dólares.
Óscar Medeiros concorreu com uma reportagem publicada na TVS, intitulada “SãoTomé e Príncipe na rota do ouro negro” e Hydy Wary Dias Vaz de Freitas com um trabalho publicado no “Correio da Semana” intitulado “Cinco famílias no ilhéu das Rolas resistem à indemnização”.
A este concurso de Prémio Jornalismo Gibela 2008, os 16 candidatos concorrentes são jornalistas da TVS, da RTP-África, do “Vitrina online”, da STP-Press e da revista “O Parvo” e do jornal “Correio da Semana”. Nenhum jornalista da Rádio Nacional concorreu aos prémios e, no universo de 16 participantes, só uma jornalista concorreu. E, por ser uma e única jornalista a participar, a equipa dos jurados decidiu propor à Direcção do Grupo Gibela que fosse atribuída uma Menção Especial à Amarilde Quaresma dos Santos que concorreu com uma reportagem sobre o “Dia da Rádio Nacional”.
Fizeram parte do júri, Barbosa Neto (presidente), Nelson Mendes (secretário), Juvenal Rodrigues, Ambrósio Quaresma, Filipe Gomes, Manuel Dende e Teobaldo Cabral, cuja pontuação foi de 1 a 10. A avaliação dos trabalhos obedeceu aos critérios de “Impacto do tema à sociedade são-tomense; Riqueza do conteúdo, tendo em conta a criatividade e o profissionalismo; Qualidade redactorial e uso correcto da língua portuguesa e Originalidade”.
O Prémio Jornalismo Gibela proclamado a oito de Setembro de 2007, por ocasião do Dia Internacional do Jornalista, visa contribuir a uma maior visibilidade à data e criar nos jornalistas o espírito pelo exercício de bom profissionalismo.
Conforme diz o preâmbulo do Regulamento dos prémios a Empresa Gibela “considera que os profissionais da comunicação social estatal e privada, podem desempenhar na informação, educação e formação dos cidadãos, produzindo trabalhos jornalísticos objectivos, isentos e imparciais, que reflictam as realidades e potencialidades do País nos diversos domínios da actividade humana”.
Dia Internacional do Jornalista
O dia 8 de Setembro é o dia internacional do jornalismo devido ao assassinato do jornalista checo, Julius Fucik, em 1943, no decorrer da II Guerra Mundial. Julius Fucik revelou-se, na altura, num acérrimo defensor da liberdade de imprensa e inspirava nos seus despachos a luta contra o fascismo e advogava ideais de independência dos povos oprimidos.
O seu carácter profissional lhe valeu em 1950 o prémio da paz, a título póstumo, outorgado pelo Conselho Mundial da Paz.
Em muitos países de inspiração democrática, essa data é assinalada todos os anos com algumas actividades ligadas à vida profissional dos jornalistas. E no caso de SãoTomé e Príncipe, a efeméride passou com uma gala em que o momento mais alto foi a entrega de prémios aos jornalistas vencedores do Prémio de Jornalismo Gibela 2008.
Com base no veredicto do júri, o Prémio Revelação de 2.500 dólares foi atribuído ao jornalista mais jovem participante no concurso que recaiu em Ramusel Alves de Carvalho da Graça com o trabalho “Escândalo no Futsal”, publicado na revista “O Parvo”. E Gerson Pedro de Freitas Soares arrecadou o Prémio de Imagem de 1.500 dólares sobre a reportagem televisiva na TVS intitulada “Desenvolvimento do Ecoturismo em Porto Alegre”.
Os jornalistas Óscar Orté de Almeida Medeiros e Hydy Wary Dias Vaz de Freitas foram contemplados com a Menção Honrosa, recebendo cada um, 500 dólares.
Óscar Medeiros concorreu com uma reportagem publicada na TVS, intitulada “SãoTomé e Príncipe na rota do ouro negro” e Hydy Wary Dias Vaz de Freitas com um trabalho publicado no “Correio da Semana” intitulado “Cinco famílias no ilhéu das Rolas resistem à indemnização”.
A este concurso de Prémio Jornalismo Gibela 2008, os 16 candidatos concorrentes são jornalistas da TVS, da RTP-África, do “Vitrina online”, da STP-Press e da revista “O Parvo” e do jornal “Correio da Semana”. Nenhum jornalista da Rádio Nacional concorreu aos prémios e, no universo de 16 participantes, só uma jornalista concorreu. E, por ser uma e única jornalista a participar, a equipa dos jurados decidiu propor à Direcção do Grupo Gibela que fosse atribuída uma Menção Especial à Amarilde Quaresma dos Santos que concorreu com uma reportagem sobre o “Dia da Rádio Nacional”.
Fizeram parte do júri, Barbosa Neto (presidente), Nelson Mendes (secretário), Juvenal Rodrigues, Ambrósio Quaresma, Filipe Gomes, Manuel Dende e Teobaldo Cabral, cuja pontuação foi de 1 a 10. A avaliação dos trabalhos obedeceu aos critérios de “Impacto do tema à sociedade são-tomense; Riqueza do conteúdo, tendo em conta a criatividade e o profissionalismo; Qualidade redactorial e uso correcto da língua portuguesa e Originalidade”.
O Prémio Jornalismo Gibela proclamado a oito de Setembro de 2007, por ocasião do Dia Internacional do Jornalista, visa contribuir a uma maior visibilidade à data e criar nos jornalistas o espírito pelo exercício de bom profissionalismo.
Conforme diz o preâmbulo do Regulamento dos prémios a Empresa Gibela “considera que os profissionais da comunicação social estatal e privada, podem desempenhar na informação, educação e formação dos cidadãos, produzindo trabalhos jornalísticos objectivos, isentos e imparciais, que reflictam as realidades e potencialidades do País nos diversos domínios da actividade humana”.
Dia Internacional do Jornalista
O dia 8 de Setembro é o dia internacional do jornalismo devido ao assassinato do jornalista checo, Julius Fucik, em 1943, no decorrer da II Guerra Mundial. Julius Fucik revelou-se, na altura, num acérrimo defensor da liberdade de imprensa e inspirava nos seus despachos a luta contra o fascismo e advogava ideais de independência dos povos oprimidos.
O seu carácter profissional lhe valeu em 1950 o prémio da paz, a título póstumo, outorgado pelo Conselho Mundial da Paz.
Em muitos países de inspiração democrática, essa data é assinalada todos os anos com algumas actividades ligadas à vida profissional dos jornalistas. E no caso de SãoTomé e Príncipe, a efeméride passou com uma gala em que o momento mais alto foi a entrega de prémios aos jornalistas vencedores do Prémio de Jornalismo Gibela 2008.
Polícia de Investigação Criminal (PIC) forma 35 novos agentes
A formação de 3 meses, visa dotar a instituição responsável pelo combate a criminalidade, de recursos humanos capazes de dar resposta as novas exigências num país onde o índice de criminalidade está a aumentar. O Director da PIC aproveitou o momento para recordar que a instituição deve ser um dos principais alicerces do sistema nacional de segurança.
Organizada pelo ministério da justiça em parceria com a procuradoria-geral da república, o curso de investigação criminal, pretende segundo o Director da PIC, Lázaro Afonso, encontrar uma nova forma de ser e de estar «dos polícias de investigação criminal». O criminologista que dirige a PIC, disse que só com a formação de uma nova mentalidade na luta contra a criminalidade, a instituição poderá dar respostas as novas exigências. «As vertentes de segurança nacional não cabe só as forças armadas e a polícia nacional, ou as outras forças de manutenção da ordem e segurança mas também cabe a PIC, como única e exclusiva chamada a investigar todo crime sob orientação do ministério público no contexto nacional. Neste contexto ninguém deve esquecer que a PIC também faz parte do sistema de segurança interna e do sistema de justiça penal», afirmou o Director Lázaro Afonso.
Parente pobre do estado, a PIC sempre viveu grandes dificuldades, isto mesmo, foi sublinhado pelo Director para depois alertar que «o estado deve rever de forma séria e responsável o que se pretende fazer na luta contra a delinquência no sentido real das coisas», conclui.
Para o Procurador-geral da República, Roberto Raposo, a formação de novos agentes acontece num momento crucial. «No momento em que se fala da falta de autoridade do estado, que se fala da impunidade, que se fala do surgimento de nova tipologia de crime, presenciar a abertura da formação de novos agentes da polícia de investigação criminal, é para nós um motivo de satisfação e de certeza que vai contribuir para a promoção da legalidade, a defesa da legalidade democrática e do exercício da acção penal no combate a criminalidade», frisou o Procurador-geral.
O governo através do ministro da Justiça, avisou aos formandos que o desafio é grande e a missão bastante espinhosa. Segundo Justino Veiga, até chegar ao cume do monte, os agentes da PIC, terão que percorrer vales espinhosos. «Mas aqueles que fazem opções determinantes sabem que um dia depois do sacrifício no vale hão-de chegar ao cume do monte», declarou, o ministro para depois garantir que vai estar atento ao que se vai passar nos próximos 3 meses. «Não podemos correr o risco de usar, vinho novo em odres velhos. Aqueles que estão aqui, aqueles que vão continuar aqui têm que se comprometer que o desafio que é feito aos jovens que hoje entram é o desafio também que impende sobre todos. Porque todos nós da PIC , do ministério da justiça, da procuradoria, e da magistratura todos nós temos responsabilidade no pressuposto da alteração daquilo que a PIC tem que fazer. Não quero garantir apenas aos jovens que vou estar atento, não é atento a distância. Eu vou seguir a formação», prometeu, o titular da pasta da justiça.
Brasil, Taiwan e Portugal, juntam-se a outras organizações que apoiam a realização do curso de formação de novos agentes da Polícia de Investigação Criminal.
Organizada pelo ministério da justiça em parceria com a procuradoria-geral da república, o curso de investigação criminal, pretende segundo o Director da PIC, Lázaro Afonso, encontrar uma nova forma de ser e de estar «dos polícias de investigação criminal». O criminologista que dirige a PIC, disse que só com a formação de uma nova mentalidade na luta contra a criminalidade, a instituição poderá dar respostas as novas exigências. «As vertentes de segurança nacional não cabe só as forças armadas e a polícia nacional, ou as outras forças de manutenção da ordem e segurança mas também cabe a PIC, como única e exclusiva chamada a investigar todo crime sob orientação do ministério público no contexto nacional. Neste contexto ninguém deve esquecer que a PIC também faz parte do sistema de segurança interna e do sistema de justiça penal», afirmou o Director Lázaro Afonso.
Parente pobre do estado, a PIC sempre viveu grandes dificuldades, isto mesmo, foi sublinhado pelo Director para depois alertar que «o estado deve rever de forma séria e responsável o que se pretende fazer na luta contra a delinquência no sentido real das coisas», conclui.
Para o Procurador-geral da República, Roberto Raposo, a formação de novos agentes acontece num momento crucial. «No momento em que se fala da falta de autoridade do estado, que se fala da impunidade, que se fala do surgimento de nova tipologia de crime, presenciar a abertura da formação de novos agentes da polícia de investigação criminal, é para nós um motivo de satisfação e de certeza que vai contribuir para a promoção da legalidade, a defesa da legalidade democrática e do exercício da acção penal no combate a criminalidade», frisou o Procurador-geral.
O governo através do ministro da Justiça, avisou aos formandos que o desafio é grande e a missão bastante espinhosa. Segundo Justino Veiga, até chegar ao cume do monte, os agentes da PIC, terão que percorrer vales espinhosos. «Mas aqueles que fazem opções determinantes sabem que um dia depois do sacrifício no vale hão-de chegar ao cume do monte», declarou, o ministro para depois garantir que vai estar atento ao que se vai passar nos próximos 3 meses. «Não podemos correr o risco de usar, vinho novo em odres velhos. Aqueles que estão aqui, aqueles que vão continuar aqui têm que se comprometer que o desafio que é feito aos jovens que hoje entram é o desafio também que impende sobre todos. Porque todos nós da PIC , do ministério da justiça, da procuradoria, e da magistratura todos nós temos responsabilidade no pressuposto da alteração daquilo que a PIC tem que fazer. Não quero garantir apenas aos jovens que vou estar atento, não é atento a distância. Eu vou seguir a formação», prometeu, o titular da pasta da justiça.
Brasil, Taiwan e Portugal, juntam-se a outras organizações que apoiam a realização do curso de formação de novos agentes da Polícia de Investigação Criminal.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
JORNADA DE REFLEXÃO SOBRE A SITUAÇÃO ENERGÉTICA EM S.T.P PERSPECTIVA E DESENVOLVIMENTO

Hotel Bombaim foi o ponto central da Jornada de Reflexão sobre a Situação Energética em S. Tomé e Príncipe, evento que contou com a presença do presidente da República, Primeiro ministro e Chefe do Governo, líderes dos Partidos Políticos e membros do corpo Diplomático.
Encontro que prolongou cerca de 10 horas incluído debates para encontrar, melhores soluções possíveis sobre o processo energéticas que é comprometido actualmente em S. Tomé e Príncipe.
“A preocupação do Governo Chefiado pelo Doutor Joaquim Rafael Branco é de procurar garantir energia estável e abundante à população.
Por isso estamos a tomar todas as medidas para diminuir consideravelmente os cortes” disse Ministro de Recursos Naturais, Ambiente e Energia, Doutor Agostinho Rita.
Segundo Doutor Agostinho Rita, “Por outro lado, a população terá que preocupar pagaras suas facturas regularmente e ajudar-nos a combater fraudes e ligações ilegais de corrente eléctrica, que ás veses apresenta um certo perigo contra a vida humana.
Em segundo lugar, em relação aos operadores actuais (Hidroeléctrica STP, ITALBREVETTI S.A. e Alliance Energy Limited – ALSTP e potenciais parceiros tais como a República da China Taiwan, a Cooperação Brasileira, Grupo Comercial CUETO e a possível intervenção do Grupo inglês Biwater, queremos assegurar a todos eles o apoio total das autoridades competentes dentro do estrito respeito da Lei e pedir –lhes que não colaborem nem participem em indício de corrupção. Terão todo o nosso apoio e não precisarão participar em acordos não transparentes que não lhes dão nenhuma garantia de continuidade.
Entre o futuro parceiro, queremos agradecer especialmente o Embaixador da República da China Taiwan, Senhor Chen Chum, que desde princípio se disponibilizou para a compra de uma nova Central Térmica, para colmatar a falta de energia, tendo em conta o pedido que foi feito pelo Excelentíssimo Senhor Presidente da República Fradique Bandeira Melo de Meneses ao seu homólogo Tailandês e cujo dossier, incluindo as características técnicas e a marca já se encontravam em muito avançada antes da nossa entrada em função como Ministro fase. O nosso muito obrigado a essa cooperação, pelo seu apoio indefectível a esta segunda prioridade do actual Governo.
Finalmente os nossos agradecimentos aos Bancos Comerciais que actuam em S. Tomé and Príncipe: Banco Internacional de S. Tome e Príncipe, Banco Equador, Afriland –First, Bank, Comercial Bank of São Tomé and Príncipe, Island Bank , Ecobank e o recém inaugurado Oceanic Bankm, que juntos estão a possibilidade de um financiamento conjunto para a manutenção e a compra de peças para a EMAE até á privatização desta empresa conforme o programa do Governo aprovado pela Assembleia Nacional .
Efectivamente, o pedido do Ministro dos Recursos Naturais, Energia, e Ambiente e sob a coordenação do primeiro Banco Comercial Privado em S.Tomé e Príncipe, na pessoa do Doutor Jõao Cristóvão, africano como nós, que nasceu em terras Moçambicanas, uma proposta de financiamento dos Bancos Comerciais num valor estimado em um Milhão de Euros; está a ser preparada para ser submetida à apreciação e aprovação pelo Venerando Conselho de Ministros.
Uma vez aprovada, abrir-se-á Concurso Público para manutenção e assistência técnica por uma casa especializada na área de energia eléctrica até a mudança da forma de gestão da EMAE.
Será efectuado no fim do desembolso por esses Bancos, uma auditoria independente sobre a forma de utilização do citado fundo. Mas uma vez o nosso, muito obrigado o Presidente da Comissão Executiva do Banco Internacional de S. Tomé e Príncipe, Doutor João Cristóvão, que deste o primeiro contacto acarinhou e apadrinhou essa ideia e procurou dar-lhe forma de conformidade com as leis Bancárias em vigor.
A todos muito obrigado e desejo que haja uma participação crítica e construtiva sobre este sector estratégico que afecta a todos nós e em especial a população mais pobre”, disse Agostinho Rita, Ministro dos Recursos Naturais, Energia, e Ambiente, durante o seu discurso sobre a jornada de reflexão sobre a situação energética de São Tomé e Príncipe que realizou nas instalações do Hotel Bombaim.
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SEJA LÁ O QUE OS POLÍTICOS QUISEREM!
Janeiro de 2008.
Já?!
22-01-2008 - Já estamos em 2008?! Como o tempo passa!
O tempo foi passando, passando, … e passou.
Tínhamos noção da sucessão dos segundos, das horas, dos minutos, dos dias, também dos meses, … mas só que a complexidade dos fenómenos do dia-a-dia martelavam de tal forma que a mente, que maneira!… entrava em perplexidade. E nesse espaço entre os acontecimentos e a tentativa de os entender, lá continuava o tempo sempre se voluteando.
Porque o tempo nunca espera.
Enquanto se “esvoaça”, o tempo brinda com ensinamentos e apelos. A casmurrice dos homens, porém, impede-os de enxergar.
Refiro-me, no caso concreto, aos são-tomenses.
Refiro-me a estes homens que, até hoje, não conseguem justificar nem perante eles mesmos, nem perante aos homens de outras paragens, a razão porque quiseram e se empenharam em transformar o arquipélago de São-Tomé e Príncipe em Estado Soberano, Independente.
Os são-tomenses negaram a colonização sob o argumento de que não lhes servia. E conquistaram a Independência.
Negaram os primeiros quinze anos dessa Independência por não suportarem o regime único, sinónimo de ditadura.
A partir da década de 90, instituíram o regime de democracia, sinónimo de abertura e tolerância política que pudesse permitir um melhor convívio e impulsionar uma participação massiva nas acções de desenvolvimento. Tantos partidos políticos, tantas eleições, tantos governantes, tantos representantes do povo no parlamento, … e, no entanto, continua flutuando no ar esta questão: aonde está o boi, aonde está a carroça?
Está tudo atabalhoado.
Parece não haver Estado e, nessa conjuntura, claro está que não se pode falar de Autoridade do Estado. Aliás, o “exemplo” continua a vir de cima.
Você, caro leitor, decerto que já tem uma opinião formada daquilo que é o nosso Parlamento.
A bancada da Oposição diverte-se lançando baforadas, enquanto que, do lado do Poder, é como se a bancada ficasse sem jeito de se explicar. Seguem-se umas risadas (diga-se, forçadas), e pronto. Termina a sessão, com a próxima já agendada.
Não se sabe se a Oposição é que é grosseira/matreira demais, ou se o Poder é que é demasiado complacente/simplório. A verdade é que um dos lados anda a tirar proveito da postura do outro.
Uma coisa é certa. O tempo vai passando e o país, mesmo com perdão da sua dívida externa e com sistemáticos apoios externos de toda a índole, continua tal e qual uma barca sem norte, em mar alto e turbulento, produto de uma política que se vem revelando meramente diversionista.
Com esse entretenimento, políticos & companhia lá se safam enquanto que o grosso da sociedade se sobrevive sabe-se lá como.
Tem sido assim, desde a Independência até 2007. E tudo indica que 2008 não será diferente.
Aos 4 de Janeiro, é rendida homenagem ao Rei Amador, símbolo de resistência ao jugo colonial. Aos 3 de Fevereiro, o país pára para recordar as vítimas do Massacre de 1953. É feita romaria à praia de Fernão Dias onde, entre manifestações culturais e religiosas, é prestada homenagem a aqueles que, com a vida, pagaram por negação ao trabalho forçado.
Por essas alturas, soltam-se palavras de exaltação, de reconhecimento pela entrega dessas pessoas à causa nacional.
Depois, tudo cai no esquecimento, até as mesmas datas nos anos seguintes. Quanto cinismo! Que me perdoem, os bem-intencionados!
Mais doloroso é o facto de, após a Independência Nacional, serem os próprios são-tomenses a produzirem o sofrimento dos seus compatriotas e a se divertirem com o cenário.
Enfim! Olhos de cepticismo estão agora virados para a “sorte” do Orçamento Geral do Estado/2008 cuja discussão para eventual aprovação está para breve.
O povo que, desiludido, agora só pensa infelizmente em campanhas eleitorais como ocasião fértil para se conseguir dinheiro, apenas rumoreja: Seja lá o que os políticos quiserem! Telmo Trindade
VISÃO ESTRATÉGICA DO DESENVOLVIMENTO DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE.
São Tomé e Príncipe, enfrenta uma crise económica sem precedentes . Esta crise afecta as nossas vidas a organização da sociedade e até mesmo os comportamentos eleitorais como a bem pouco tempo observamos a quando da realização das eleições legislativas.
Os Cidadãos perderam a esperança de um dia poderem a vir usufruir de uma vida condigna , e a generalidade não mais acreditar nas instituições do Estado para a resolução dos seus problemas.
Entre a população mais jovens, é crescente a vontade de abandonar o país com vista a encontrar a solução para os inúmeros problemas que localmente não encontram.
É frequente dizer-se, que a causa principal da situação actual que o nosso país vive, resulta de uma gestão pouco criteriosa e transparente dos recursos em prol de desenvolvimento Nacional. As sucessivas crises políticas, dentre outras as quais eu reforçaria neste meu artigo, é a falta de uma visão estratégica de desenvolvimento.
De facto, ao longo desses 33 anos, S.Tomé e Príncipe como nação, não foi capaz de definir uma visão estratégica de desenvolvimento o que lhe permitisse a mobilização de recursos com vista a alcançar os objectivos nele expressa.
A maioria de países com características semelhantes ao nosso já se aperceberam disto, e através de uma visão integrada de desenvolvimento, tem dado passos significativos rumo a este grande objectivo.
Ao nível do continente africano temos a destacar os casos das ilhas « Maurícias, que passou de um país pobre e agrário em finais dos anos 60 a um país de desenvolvimento médio actualmente, e com uma taxa de crescimento variada entre 5 % a 6 % por ano, as ilhas Seicheles, não se esquecendo claro de Cabo-Verde, País com qual estamos ligados historicamente, e que tem conhecido um desenvolvimento notável.
Até mesmo o conturbado arquipélago das Comores no Índico, tem demonstrado uma forte vontade de crescer e mudar. É notório ainda que estes países têm vindo a implementar estratégicas de desenvolvimento alicerçadas na diversificação das suas economias, como forma de fazer face aos choques externos resultantes de uma economia cada vez mais globalizados.
S.Tomé e Príncipe, por contraste entre a classe política, não se fala do tema , apenas anunciam medidas avulsas, tomam-se decisões que muitas vezes até comprometem o desenvolvimento sustentável do país, reflexo claro, de uma falta de visão estratégica e integrada no desenvolvimento
Os Cidadãos perderam a esperança de um dia poderem a vir usufruir de uma vida condigna , e a generalidade não mais acreditar nas instituições do Estado para a resolução dos seus problemas.
Entre a população mais jovens, é crescente a vontade de abandonar o país com vista a encontrar a solução para os inúmeros problemas que localmente não encontram.
É frequente dizer-se, que a causa principal da situação actual que o nosso país vive, resulta de uma gestão pouco criteriosa e transparente dos recursos em prol de desenvolvimento Nacional. As sucessivas crises políticas, dentre outras as quais eu reforçaria neste meu artigo, é a falta de uma visão estratégica de desenvolvimento.
De facto, ao longo desses 33 anos, S.Tomé e Príncipe como nação, não foi capaz de definir uma visão estratégica de desenvolvimento o que lhe permitisse a mobilização de recursos com vista a alcançar os objectivos nele expressa.
A maioria de países com características semelhantes ao nosso já se aperceberam disto, e através de uma visão integrada de desenvolvimento, tem dado passos significativos rumo a este grande objectivo.
Ao nível do continente africano temos a destacar os casos das ilhas « Maurícias, que passou de um país pobre e agrário em finais dos anos 60 a um país de desenvolvimento médio actualmente, e com uma taxa de crescimento variada entre 5 % a 6 % por ano, as ilhas Seicheles, não se esquecendo claro de Cabo-Verde, País com qual estamos ligados historicamente, e que tem conhecido um desenvolvimento notável.
Até mesmo o conturbado arquipélago das Comores no Índico, tem demonstrado uma forte vontade de crescer e mudar. É notório ainda que estes países têm vindo a implementar estratégicas de desenvolvimento alicerçadas na diversificação das suas economias, como forma de fazer face aos choques externos resultantes de uma economia cada vez mais globalizados.
S.Tomé e Príncipe, por contraste entre a classe política, não se fala do tema , apenas anunciam medidas avulsas, tomam-se decisões que muitas vezes até comprometem o desenvolvimento sustentável do país, reflexo claro, de uma falta de visão estratégica e integrada no desenvolvimento
ASSALTO AOS SUPERCONSTELLATION DA GUERRA DE BIAFRA
Era de esperar que alguma pessoa gostasse muito pouco da presença dos restos dos dois Superconstellations no aeroporto de São Tomé. Mais se estão a ser reutilizados e ainda mais se tem o apoio de um amplo e diverso grupo de gente que solicitou oficialmente, já faz um ano, a declaração dessas velhas aeronaves como Monumento Histórico à Ajuda Humanitária, por tratar-se dos últimos vestígios da Guerra de Biafra nas Ilhas (vejam a web especial da Campanha, ainda aberta:
http://es.geocities.com/caueass/caue_projetos/caue_biafra/caue_stpxbiafra.htm
O caso é que em uma última visita, a passado Julho, com uns colegas do Seminário sobre a Educação Ambiental e o Eco-turismo, que fizemos de noite (os aviões tornaram-se fantasmagóricos numa noite de lua cheia…), o guarda, muito amável, nos explicou que recentemente tiveram de acrescentar a segurança por causa da perpetração de um roubo, feito por um grupo muito numeroso de cidadãos nigerianos (ao redor de umas 15 pessoas falou o guarda) que vinham com um camião e entraram pela parte de trás.
Ficamos surpreendidos. Mas mais surpreendido foi o guarda que teve que afugentar os agressores com todas as armas ao seu alcance e pedir ajuda aos vizinhos. "Lutamos, sim! Pancadas, porradas aos berros, mostramos machim… Tiros não porquê não tinha espingarda nessa altura… Um deles saiu ferido, com certeza…". Trás esse incidente -assegura os donos das "Asas do avião" (que assim chama-se o restaurante que reutiliza o espaço) decidiram acrescentar as vigílias.
"Essas gentes não gosta dos aviões. Lembranças terríveis de genocídios. Gostariam de derrubar totalmente estes monumentos", falou o guarda. "Eram pretos, mas estrangeiros. Falavam língua Nigéria". Explicou que tiveram tempo de levar parte de um motor que um dos supercontellation ainda tinha dentro. Quiçá para peças, quiçá para vender os metades, quiçá nem tão sequer para isso: uma demonstração de força?
Parece que isso passou há já uns meses. Mas foi um acto de simples roubo ou tinha fintes de qualquer significação política? Ver para crer… ou quiçá também para duvidar e crer mais numa fantasia do guarda? O certo é que o motor de reposição que se mantinha dentro do CF-NAL já não está no cenário.
Por sorte, ainda estão em pé essas magníficos aviões, com os que a Joint Churches Aid (JCA, também conhecida como "Jesus Christ Airlines") levaram com mais de 2000 voos nocturnos, milhares de toneladas de ajuda humanitária a Biafra, para mitigar a fome voraz com a que a Nigéria pretendia reduzir os separatistas dessa república africana. Os aviões ficção lá como lembrança imponente da contestação internacional contra a barbárie da guerra, memória sossegada contra o que nunca teve que acontecer.
Entretanto, sugere-se essa cervejinha sossegada, baixo o fresquinho as asas, antes de empreender a volta a Europa, e brindar com veemência por esses aviadores, heróis quase anónimos, que levaram cada noite esses aviões para o continente, que desafiaram o fogo antiaéreo, para salvar vidas humanas... Há 40 anos já!
http://es.geocities.com/caueass/caue_projetos/caue_biafra/caue_stpxbiafra.htm
O caso é que em uma última visita, a passado Julho, com uns colegas do Seminário sobre a Educação Ambiental e o Eco-turismo, que fizemos de noite (os aviões tornaram-se fantasmagóricos numa noite de lua cheia…), o guarda, muito amável, nos explicou que recentemente tiveram de acrescentar a segurança por causa da perpetração de um roubo, feito por um grupo muito numeroso de cidadãos nigerianos (ao redor de umas 15 pessoas falou o guarda) que vinham com um camião e entraram pela parte de trás.
Ficamos surpreendidos. Mas mais surpreendido foi o guarda que teve que afugentar os agressores com todas as armas ao seu alcance e pedir ajuda aos vizinhos. "Lutamos, sim! Pancadas, porradas aos berros, mostramos machim… Tiros não porquê não tinha espingarda nessa altura… Um deles saiu ferido, com certeza…". Trás esse incidente -assegura os donos das "Asas do avião" (que assim chama-se o restaurante que reutiliza o espaço) decidiram acrescentar as vigílias.
"Essas gentes não gosta dos aviões. Lembranças terríveis de genocídios. Gostariam de derrubar totalmente estes monumentos", falou o guarda. "Eram pretos, mas estrangeiros. Falavam língua Nigéria". Explicou que tiveram tempo de levar parte de um motor que um dos supercontellation ainda tinha dentro. Quiçá para peças, quiçá para vender os metades, quiçá nem tão sequer para isso: uma demonstração de força?
Parece que isso passou há já uns meses. Mas foi um acto de simples roubo ou tinha fintes de qualquer significação política? Ver para crer… ou quiçá também para duvidar e crer mais numa fantasia do guarda? O certo é que o motor de reposição que se mantinha dentro do CF-NAL já não está no cenário.
Por sorte, ainda estão em pé essas magníficos aviões, com os que a Joint Churches Aid (JCA, também conhecida como "Jesus Christ Airlines") levaram com mais de 2000 voos nocturnos, milhares de toneladas de ajuda humanitária a Biafra, para mitigar a fome voraz com a que a Nigéria pretendia reduzir os separatistas dessa república africana. Os aviões ficção lá como lembrança imponente da contestação internacional contra a barbárie da guerra, memória sossegada contra o que nunca teve que acontecer.
Entretanto, sugere-se essa cervejinha sossegada, baixo o fresquinho as asas, antes de empreender a volta a Europa, e brindar com veemência por esses aviadores, heróis quase anónimos, que levaram cada noite esses aviões para o continente, que desafiaram o fogo antiaéreo, para salvar vidas humanas... Há 40 anos já!
“Já não existe desvio de gasóleo na EMAE”
Director-geral da EMAE (Empresa de Água e Electricidade) disse a “O Parvo” que põe a sua “cabeça a prémio” caso alguém consiga confirmar que ainda existem desvios de gasóleo nesta empresa. Júlio da Silva desmente desta forma as informações postas a circular de que o gasóleo para geradores continua a ser desviado.
O desmentido de Júlio Silva é como que tivesse dito que o desvio de combustível que rondava cerca de 40 mil litros por semana e que se detectou na sua empresa já terá ficado para história. Actualmente, ninguém de fora e nem os funcionários da empresa podem usufruir desse gasóleo, porque o sector de Logística e Aprovisionamento tem um contador que permite registar o número exacto de litros do produto que dá entrada na empresa.
Com sete grupos de geradores a funcionar, a empresa recebe 189 litros de gasóleo por semana da ENCO (Empresa Nacional de Combustíveis e Óleos).
Quanto a questão das dívidas crónicas, praticamente impagáveis, soube “O Parvo” que a EMAE deve actualmente a ENCO cerca de dez milhões de dólares. Trata-se de uma dívida que em Dezembro de 2007 atingiu mais de quatro milhões e meio de dólares e que até Agosto deste ano atingiu aproximadamente dez milhões de dólares.
Júlio Silva não desmente essa dívida com a ENCO. Aliás, por causa desta situação embaraçosa para os cofres da empresa fornecedora do combustível, ela vem suspendendo combustível a crédito várias vezes a EMAE. Quando se regista sucessivos “apagões” no país é derivado muitas vezes da suspensão de fornecimento de gasóleo a crédito à EMAE. Nos dias 20, 21 e 22 foi isso que estava a acontecer, porque a ENCO voltou a vedar portas àquela empresa, voltando a situação a normalizar-se por decisão do governo.
Falando ainda das dívidas, o director disse que tudo isso acontece porque o Estado é o maior devedor da EMAE. Ou seja, de Setembro do ano passado à presente data, o Estado deve 92 biliões de dobras a EMAE, o que não permite que a empresa possa satisfazer os seus compromissos.
Independentemente das dívidas com o combustível, a EMAE soma ainda outras com o Banco Internacional de São Tomé e Príncipe, BISTP (500 mil euros em 2006), Afriland Bank (um milhão de euros 2005) e COBISTP (volta de 200 mil euros em 2006). São empréstimos contraídos para a revisão da central hidroeléctrica do Contador e manutenção de seis grupos de geradores. Todos os meses, a EMAE honra os compromissos com os bancos num total mensal equivalente a dois biliões e setecentos milhões de dobras.
O problema da EMAE pode resumir-se a uma questão de gestão ainda deficiente dos seus recursos, quando se sabe que ela é uma e única empresa que fornece água e energia a todo o país e a preços altíssimos de consumo dos seus produtos. A empresa, em pouco mais de três anos, saiu de 16 mil clientes para 30 mil e com 241 trabalhadores, dos quais, 230 são efectivos e os restantes por contrato de seis meses renováveis.
O director-geral da EMAE desmente categoricamente que algumas avarias que têm acontecido nos grupos geradores são provocadas por esgotamento de óleo por negligência. Júlio Silva esclarece que não é possível que isso aconteça porque os geradores estão dotados de sensores que fazem desligá-los automaticamente, assim que o óleo dê sinais de esgotamento.
Dossier de desvios de gasóleo da EMAE
Refira-se que dossier dos desvios de gasóleo da EMAE foi compilado e entregue à Procuradoria-geral da República para efeitos processuais criminais há mais de um ano. Um dossier que, segundo informações avançadas naquela altura, constam nomes de muitos da alta hierarquia que beneficiavam do combustível remanescente daquela empresa.
O dossier criminal dos desvios de combustível se tiver pernas para andar, poderá passar pelos mesmos caminhos do processo do GGA (Gabinete de Gestão das Agudas) referente aos fundos do arroz doado pelo Japão. Os “grandes” safam-se, devendo responder, normalmente os “médios” e os “pequenos” implicados.
Uma fonte ligada ao processo GGA disse a “O Parvo” que até meados de Setembro o “caso GGA” deverá começar a chamar algumas pessoas para o banco dos réus. Ainda sem confirmação, trata-se de um julgamento que poderá levar meses para a sua conclusão, devido a complexidade de vários envolvimentos na gestão dos fundos do arroz, contabilizados em várias dezenas de biliões de dobras que não tiveram destinos esclarecidos.
Os juízes deste complicado processo se começarem a apertar em situações que possam envolver directamente os “grandes”, o governo de Rafael Branco correrá o risco de ir para casa. Porquê? O executivo poderá estar perante uma grande crise política forjada para baralhar tudo e todos, criando situações que poderão levar o tribunal e os processos à estaca zero.
O desmentido de Júlio Silva é como que tivesse dito que o desvio de combustível que rondava cerca de 40 mil litros por semana e que se detectou na sua empresa já terá ficado para história. Actualmente, ninguém de fora e nem os funcionários da empresa podem usufruir desse gasóleo, porque o sector de Logística e Aprovisionamento tem um contador que permite registar o número exacto de litros do produto que dá entrada na empresa.
Com sete grupos de geradores a funcionar, a empresa recebe 189 litros de gasóleo por semana da ENCO (Empresa Nacional de Combustíveis e Óleos).
Quanto a questão das dívidas crónicas, praticamente impagáveis, soube “O Parvo” que a EMAE deve actualmente a ENCO cerca de dez milhões de dólares. Trata-se de uma dívida que em Dezembro de 2007 atingiu mais de quatro milhões e meio de dólares e que até Agosto deste ano atingiu aproximadamente dez milhões de dólares.
Júlio Silva não desmente essa dívida com a ENCO. Aliás, por causa desta situação embaraçosa para os cofres da empresa fornecedora do combustível, ela vem suspendendo combustível a crédito várias vezes a EMAE. Quando se regista sucessivos “apagões” no país é derivado muitas vezes da suspensão de fornecimento de gasóleo a crédito à EMAE. Nos dias 20, 21 e 22 foi isso que estava a acontecer, porque a ENCO voltou a vedar portas àquela empresa, voltando a situação a normalizar-se por decisão do governo.
Falando ainda das dívidas, o director disse que tudo isso acontece porque o Estado é o maior devedor da EMAE. Ou seja, de Setembro do ano passado à presente data, o Estado deve 92 biliões de dobras a EMAE, o que não permite que a empresa possa satisfazer os seus compromissos.
Independentemente das dívidas com o combustível, a EMAE soma ainda outras com o Banco Internacional de São Tomé e Príncipe, BISTP (500 mil euros em 2006), Afriland Bank (um milhão de euros 2005) e COBISTP (volta de 200 mil euros em 2006). São empréstimos contraídos para a revisão da central hidroeléctrica do Contador e manutenção de seis grupos de geradores. Todos os meses, a EMAE honra os compromissos com os bancos num total mensal equivalente a dois biliões e setecentos milhões de dobras.
O problema da EMAE pode resumir-se a uma questão de gestão ainda deficiente dos seus recursos, quando se sabe que ela é uma e única empresa que fornece água e energia a todo o país e a preços altíssimos de consumo dos seus produtos. A empresa, em pouco mais de três anos, saiu de 16 mil clientes para 30 mil e com 241 trabalhadores, dos quais, 230 são efectivos e os restantes por contrato de seis meses renováveis.
O director-geral da EMAE desmente categoricamente que algumas avarias que têm acontecido nos grupos geradores são provocadas por esgotamento de óleo por negligência. Júlio Silva esclarece que não é possível que isso aconteça porque os geradores estão dotados de sensores que fazem desligá-los automaticamente, assim que o óleo dê sinais de esgotamento.
Dossier de desvios de gasóleo da EMAE
Refira-se que dossier dos desvios de gasóleo da EMAE foi compilado e entregue à Procuradoria-geral da República para efeitos processuais criminais há mais de um ano. Um dossier que, segundo informações avançadas naquela altura, constam nomes de muitos da alta hierarquia que beneficiavam do combustível remanescente daquela empresa.
O dossier criminal dos desvios de combustível se tiver pernas para andar, poderá passar pelos mesmos caminhos do processo do GGA (Gabinete de Gestão das Agudas) referente aos fundos do arroz doado pelo Japão. Os “grandes” safam-se, devendo responder, normalmente os “médios” e os “pequenos” implicados.
Uma fonte ligada ao processo GGA disse a “O Parvo” que até meados de Setembro o “caso GGA” deverá começar a chamar algumas pessoas para o banco dos réus. Ainda sem confirmação, trata-se de um julgamento que poderá levar meses para a sua conclusão, devido a complexidade de vários envolvimentos na gestão dos fundos do arroz, contabilizados em várias dezenas de biliões de dobras que não tiveram destinos esclarecidos.
Os juízes deste complicado processo se começarem a apertar em situações que possam envolver directamente os “grandes”, o governo de Rafael Branco correrá o risco de ir para casa. Porquê? O executivo poderá estar perante uma grande crise política forjada para baralhar tudo e todos, criando situações que poderão levar o tribunal e os processos à estaca zero.
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