O ministro dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, Bagudu Hirse, disse hoje que o excesso de burocracia está a impedir o desenvolvimento dos negócios de petróleo entre São Tomé e Nigéria no quadro da zona de desenvolvimento Conjunto.
“Quero dizer sem qualquer receio que esse dossier está preso pela burocracia oficial”, disse Bagudu Hirse que se encontra na capital são-tomense, onde chefia uma delegação do seu país, de mais de trinta membros, entre os quais quatro ministros, para participar nos trabalhos da 16ª reunião da autoridade conjunta entre os dois países.
“O tratado que estabelece a JDZ (zona de desenvolvimento conjunto de exploração de petróleo) destina-se a aproximar os dois países em termos dos recursos naturais se soubermos tirar o máximo proveito disso", afirmou o ministro nigeriano.
"Temos a responsabilidade de fazer funcionar esse negócio. Não podemos deixar esse processo ficar preso pela burocracia”, prosseguiu.
“Quando concordamos com um assunto, temos que ir para a frente, temos que avançar rapidamente”, disse Bagudu Hirse, que sublinhou a importância das relações bilaterais entre os dois países.
“Com o petróleo que estamos à espera essa ilha [São Tomé] vai ser muita mais bonita próspera”, disse.
Lamentou que os “problemas políticos” surgidos nos últimos meses em São Tomé tivessem adiado a realização desta reunião.
A reunião que decorre no hotel Pestana São Tomé vai analisar três assuntos: a aceleração de quatro novas perfurações na zona de exploração conjunta, a partilha de produção dos blocos 5 e 6 cujo leilão foi feito há vários anos e a criação de uma comissão de segurança destinada a proteger as empresas que vão futuramente fazer a recolha de dados cismicos e efectuar as perfurações.
Em Outubro do próximo ano está prevista a realização de quatro furos e esses irão determinar se há ou não petróleo em quantidade comercial na zona de exploração conjunta entre os dois países.
Por esse motivo, o governo são-tomense considera 2009 como “um ano decisivo” quanto à exploração de petróleo, disse à Lusa o presidente do conselho de administração da JDZ, Jorge Santos.
O chefe da diplomacia nigeriana dirige uma delegação do seu país que integra os ministros da Defesa, Fidélia Njeze, da Agricultura, Maina Waziri, e da energia (petróleo), Odein Ajumogobia
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