quinta-feira, 24 de julho de 2008

AS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS ERGUEM MUSEU DE CAFÉ EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

As autoridades governamentais são-tomenses oficializaram hoje, na antiga Empresa Monte Café, a construção de um Museu de Café no País.
O projecto consistirá na recuperação, restauro ou reabilitação da antiga casa colonial existente nessa antiga empresa produtora de café, localizada no Distrito de Mé-Zochi e à mais de 700 metros de altitude.

Fontes governamentais disseram que o empreendimento, primeiro de género no País, conta com um financiamento de Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD) no valor de 73 mil dólares.

A cerimonia de oficialização das obras foi realizada hoje, em Monte Café, num edifício de grande valor arquitectónico e presidida pelo Ministro do Comércio, Industria e Turismo, Francisco Rita.

Além desse governante, estiveram igualmente presentes a Ministra da Educação, Ruth Leal, director do turismo, Hugo Menezes, e alguns quadros seniores do País afectos ao Ministério em causa.

Na circunstância, Rita destacou alguma atenção ao sector primário da economia nacional, apontando agricultura como eixo que “nunca morre”, sublinhando que esse Museu irá jogar um papel dinamizador na sua revitalização desvalorizando o “petróleo que tem um tempo de vida de apenas 50 á 100 anos”.

Na óptica desse estadista, a construção do Museu insere-se num projecto mais vasto no plano turístico no País, ao qual visa “potenciar a reabilitação das plantações” e criar “mecanismos de atracção para que isso seja um pólo turístico cativador e canalizador de investimentos”.

Além de uma sala de exposição, esse futuro Museu que deve ser erguido em 90 dias compreenderá, entre outros, uma sala da história da introdução do café no País e um salão de vendas.

Entretanto, além de cacau, uma das potencialidades agrícolas da agricultura são-tomense assenta-se no cultivo de café introduzido no País no século 16 pelos colonos vindos do Brasil.

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