São Tomé – A população do distrito de Lobata, Micoló e Condi, a 10 km da capital santomense opuseram-se à campanha de prevenção ao paludismo, paradoxalmente estas localidades registaram um aumento de 10 por cento da endemia.
A recusa dos populares assenta numa suposta «má qualidade» dos produtos que são aplicados nas paredes das habitações que teriam causado irritações cutâneas nos habitantes. Segundo Heriodes Santos, coordenador do programa nacional de luta contra o paludismo, serão adoptadas medidas coercivas para obrigar as populações aceitarem as pulverizações intra-domiciliares através de um projecto-lei. «Como identidade responsável pela garantia da saúde ao nível dos órgãos da soberania nunca iremos permitir que uma ou duas pessoas ponham em causa a vida da maioria», disse o mesmo responsável.
O coordenador do programa adiantou também que o país esta num momento delicado e decisivo apesar dos resultados já obtido e lembra que o índice de prevalência ainda se situa a 3.5 por cento podendo contudo aumentar fulminantemente caso não prossigam as medidas de prevenção, daí que as autoridades do arquipélago não excluem a possibilidade da publicação de um projecto-lei que obrigará a população a aderir a pulverização.
O projecto-lei, segundo Heriodes, poderá ser apresentado na Assembleia Nacional para análise e aprovação antes das duas últimas fases de pulverização que irá decorrer ainda neste ano.
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